O filtro bolha — ou como nossos likes nos orientam

Mais de uma vez eu comentei que não acho interessante o feed do Facebook atender a um algoritmo que te mostra aquilo que te interessa: o que tu curte, comenta, concorda, em detrimento de outros assuntos. Entendo a necessidade de um filtro — afinal, são muitos posts!
Nesse TED, Eli Pariser fala sobre o filtro-bolha, título do seu livro sobre essa relação entre o que recebemos e o que deveríamos receber.
Da fala, destaco alguns pontos:
- o filtro-bolha que vivemos na internet (não só no Facebook, que fique claro!, Google e outros serviços de busca e notícias também aplicam algoritmos) depende de quem somos e o que falamos;
- a internet eliminou os editores da mídia tradicional — rádio e tv — que não tem mais o direito exclusivo de filtrar o que vemos/ouvimos;
- o problema é que esses porteiros humanos passaram seu bastão de controle para os algoritmos;
- sendo os filtros dos algoritmos necessários, eles deveriam se preocupar com mais do que apenas relevância e considerar que precisamos de outros pontos de vista, que tirem da zona de conforto, que nos desafiem;
- necessitamos de um bom fluxo de informações, que dê novas ideias, novas perspectivas e novas pessoas.
Vamos continuar o debate? Deixo aqui mais dois textos que estão bombando essa semana e que falam exatamente sobre esse assunto: