Porque eu defendo que números devem ser comparados entre iguais e não entre totais

Me considero uma pessoa de médias! Tenho um problema sério com números absolutos, pois normalmente as comparações feitas com eles não me dizem muita coisa.

Um exemplo:

Na agência, a gente comparava, de forma simplificada, o engajamento básico (likes, shares e comentários) obtidos por players dos meus clientes. Mas de que adianta saber que, em uma semana, a empresa X teve 12.500 ações dos seguidores e a empresa Y teve 2.500, se eu não considerar que a empresa X publicou 20 posts e a empresa Y postou duas vezes? Afinal, se considerarmos o volume de posts, a empresa X tem uma média de 625 ações X 1.250 da empresa Y. (sim, eu sei que tem que cruzar esse resultado com a base de seguidores, também, mas não quero calcular uma simulação agora!)

Foi em tudo isso que eu pensei, ontem, quando vi esse infográfico na Super de janeiro sobre as superbilheterias dos super-heróis (dados dos EUA):

Qual é a real validade, por exemplo, do comparativo dos sete filmes do Batman arrecadarem US$ 2,77 bi com os US$ 1,08 bi dos dois filmes dos Avengers?

Se pensarmos que quando uma pessoa vai ao cinema, ela dedica horas do seu dia e gasta seu rico dinheirinho com um ingresso, ou seja, ela também está engajando com aquele produto. Bilheteria é engajamento! E se pensarmos assim, podemos aplicar a regra da média e ver que cada filme dos Avengers arrecadou US$ 504 mi contra US$ 395 mi do homem de preto.

Fazer essa média por filme nos permite comparar entre iguais, ou seja, por unidade. E aí a figura muda um pouco de ordem…

E a isso devemos somar um fator mega importante: o tempo! O primeiro Batman da lista foi lançado em 1989, quando o mundo vivia outra situação cultural, econômica e social. Além disso, lidamos aqui com paixão, o que torna a análise ainda mais complexa.

Por isso, antes de sair comparando números, precisamos sim pensar sobre eles, entender o contexto e encontrar a melhor forma de usá-los para efetivamente dizer alguma coisa.

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