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A importância do líder facilitador para a evolução digital

Toda evolução faz com que as características de um líder atual sejam diferentes. O líder facilitador é o mais desejado nas empresas com maturidade digital.

Muitos líderes, embora tenham inúmeras qualidades, também falham na gestão e condução de equipes. A necessidade de uma gestão horizontal onde líderes possam também crescer com o time é um requisito essencial para a evolução digital dos negócios.

Até mesmo Steve Jobs, reconhecido e venerado por sua genialidade, gerou conflitos com colegas no qual dividiu sua rotina. O motivo? Teimosia, tiranismo e narcisismo. Alguns relatos ainda dizem que foi graças à pressão das equipes que Jobs começou a repensar suas ideias e começou a ouvir mais.

Isso nos faz pensar que se Jobs não tivesse se cercado de pessoas que sabiam como mudar sua opinião, talvez não tivesse revolucionado a digitalização no mundo. O líder hoje, apesar de estar num lugar de autoridade, não concentra todo o poder e não detém toda informação.

Empresas que nasceram na era digital estão ocupadas por indivíduos com autonomia, independência e que sabem que são responsáveis por trazer a inovação. Essa mudança de paradigma possibilitou uma nova forma de olhar para o exercício da liderança.

Mas então, qual o papel e a importância do líder facilitador para a evolução digital? É difícil limitar todas essas questões, pois se trata de um pacote de habilidades que têm sido demandadas por esses profissionais. Em resumo, o líder atua como facilitador, catalisador e potencializador dos times.

Na gestão facilitadora, incentiva-se a ampliação de perspectivas para encorajar a equipe a explorar diversos ângulos de uma ideia ou projeto. Mesmo que as opiniões sejam polares, isso possibilita a integração da diferença. Isso cria ambientes inovadores que não seguem receitas ou soluções pré-definidas, como se tinha antigamente.

Outro ponto de vista é pensar que num processo de liderança facilitadora o indivíduo acredita e tem uma postura de aprendizado contínuo, valorizando os acertos mas também olhando para o erro como um processo de aprendizagem não-punitivista.

Se há uma transformação digital a ser feita, o líder não deve apenas assumir o papel de diretivo e instrucional, mas também de aprendizagem conjunta. O caminho a se fazer é pensar: existe um desafio, há uma transformação complexa no horizonte, como chegar lá? Quais resultados finais nos esperam? É diante desse planejamento que se forma a beleza da construção conjunta e as chances de nascer um projeto relevante são maiores.

Para que essa transformação digital seja bem sucedida nas organizações é necessária que seja definida uma estratégia que introduza as novas tecnologias no negócio e para isso é preciso que se mude a cultura de toda a empresa para que ela se beneficie de novas oportunidades e aperfeiçoe processos.

Dentro dessa perspectiva a necessidade urgente de se reeducar os nossos líderes para que consigam construir um ambiente com segurança psicológica, ser líder facilitador é funcionar com lubrificante entre as engrenagens.

Algumas competências da liderança facilitadora tornam essenciais essa nova mentalidade:

  • Guiar as pessoas através do desconhecido: A facilitação significa muitas vezes guiar e apoiar as pessoas em processos de transformação digital. Isso inclui abrir mão de velhas certezas em direção a algo novo, mesmo com riscos.
  • Explorar os limites e ir além:Ter capacidade de predição, mas antecipar mercados e tendências para que soluções disruptivas possam surgir.
  • Driblar o status quo: O líder facilitador voltado para o digital precisa atualizar seu repertório de conhecimentos de modo contínuo, com o objetivo de acompanhar as mudanças tecnológicas e evitar a obsolescência.
  • Ter atenção aos próprios padrões: É preciso reconhecer que o envolvimento do líder na transformação desencadeia emoções, suposições e preferências pessoais. A facilitação, portanto, requer um alto nível de consciência e auto reflexão contínua.

Eu penso que essas são competências de um líder atual. Muito mais do que dizer o que precisa ser feito e controlar a tarefa de todos, é sobre nutrir um ambiente que todos possam se desenvolver e evoluir — e assim caminhar junto com a evolução digital para levá-la a outras empresas.

Finalizo este texto com uma dica de leitura: Liderança: A inteligência emocional na formação do líder de sucesso, de Daniel Goleman, que me permitiu entender sobre perfis de liderança facilitadora que desconstrói o narcisismo.

Por Harlen Duque, Co-fundador da Wblio.

Para saber como podemos te ajudar a viabilizar a liderança da sua empresa no processo de Transformação Digital, mande um e-mail para harlen.duque@wblio.com ou acesse www.wblio.com e entre em contato!

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