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Adeus, Recursos Humanos. Olá, employee experience!

Por que o cuidado com a jornada do colaborador está transformando o RH e reformulando essa área tão tradicional.

A transformação digital e a necessidade de transformar a organização em um ecossistema ágil e inovador, colocou em debate o papel das áreas de Recursos Humanos nas organizações.

Nos dias atuais, os profissionais de Recursos Humanos estão sendo desafiados com atividades que vão além do operacional e que está reformulando essa área tão tradicional.

Entramos na era do employee experience, no qual gerentes de pessoas buscam alinhar todos os talentos possíveis com uma visão mais disruptiva do negócio e adaptada a novos valores, hábitos e necessidades do momento atual.

A grande questão, entretanto, é como atingir esse objetivo e quais capacidades e competências devem ser desenvolvidas para alcançá-lo. Embora os departamentos de RH tenham uma compreensão diferente da transformação digital — muitas vezes vaga — eles estão atentos à importância de criar uma estrutura de relações humanas totalmente diferente dentro das organizações.

De gerente de pessoas à facilitador de conhecimento e experiência

A primeira missão do profissional de RH é observar as mudanças ao redor e, dessa forma, reinventar a si mesmo. Como falamos anteriormente, o objetivo mais importante da área deixou de ser atrair e gerenciar talentos para começar a desenvolver experiências positivas para o colaborador que promovam:

  • um novo ambiente de trabalho mais dinâmico e inovador, com novas soluções digitais e competências de suporte;
  • uma cultura de colaboração, transparência e participação;
  • tomada de decisão mais simples e eficientes em todos os níveis;
  • a humanização das lideranças com olhar mais holístico.

Tais experiências estão redesenhando quase todas as tarefas, desde a escolha e as boas-vindas aos funcionários até as avaliações de desempenho ou a atribuição de incentivos e recompensas. Nesse sentido, veja algumas alavancas de trabalho que novos profissionais de RH devem buscar para implantar com sucesso a estratégia de employee experience.

  1. Organização conectada

Utilizar técnicas colaborativas que estimulem a gestão compartilhada gerando uma tomada de decisão mais distribuída ou horizontal. Isso poderá fomentar a comunicação interna, agilizar a aprendizagem, promover a inovação, reforçar o sentimento de pertencimento dos colaboradores e, assim, tornar a empresa mais eficiente.

2. Desenvolvimento de equipes e liderança

Apoiar o crescimento dos profissionais dentro da organização por meio de planos de carreira, programas e atividades que promovam a conscientização e capacitação digital. Isso significa que os departamentos de Recursos Humanos devem migrar de uma posição de provedor de treinamento para uma de curadoria e facilitação de conteúdo.

Nesta conjuntura, é fundamental o desenvolvimento de competências relacionadas à liderança que sejam entendidas não como uma elemento hierárquico, mas sim como a responsabilidade de fazer crescer as equipas e alinhar-se à cultura empresarial.

3. Cultura organizacional e vínculo interno

Compreender modelos culturais e formas de trabalhar que melhor se adaptem à visão e aos objetivos da empresa, ajudando a alinhar os valores corporativos ao comportamento de cada um dos seus colaboradores. Para isso, é imprescindível fornecer modelos de análise que contribuam para conhecer a todo momento as reais necessidades e expectativas dos colaboradores.

4. Liderança facilitadora

Servir como facilitador ou abrir atividades que melhorem a percepção que os colaboradores têm de seu cargo ou local de trabalho e, dessa forma, incentivar o comprometimento e vínculo afetivo com a empresa.

Autonomia, flexibilidade, reconhecimento, participação, diversidade social, igualdade e crescimento horizontal são alguns dos termos-chave neste momento. Falamos sobre a importância do líder facilitador neste post.

5. Métricas e estatísticas

Dados são o combustível do século XXI e as organizações são uma fonte rica e variada deles. O novo RH deve dar importância à tecnologia e inteligência necessárias para aproveitá-los. Isso não significa que os especialistas da área devem se tornar Cientistas de Dados, embora esse cargo deva completar a equipe. O mais pertinente é que eles desenvolvam sua visão do negócio com base em conhecimentos empíricos, sempre amparados por métricas e indicadores.

6. Ecossistema de soluções digitais

Gerenciar, conhecer e entender as aplicações e soluções digitais dos usuários da organização para posicionar a marca e trocar conhecimentos internos. Esse ponto inclui, sem dúvida, explorar soluções mobile e na nuvem que facilitam o gerenciamento de pessoas.

A função de RH também deveria dominar e explorar ao máximo as ferramentas de produtividade e colaboração online. Por exemplo, editar documentos juntos ou reduzir o nível de ruído de e-mails através de reuniões remotamente.

7. Marca empregadora

Conhecer e ordenar as atividades sociais e culturais da organização, tornam o ambiente de trabalho diferente e tornam a proposta de employer branding mais atrativa.

Os profissionais de Recursos Humanos, que atuam com seus parceiros de Comunicação, precisam fortalecer o posicionamento da empresa e o apoio de seus colaboradores como idealização, produção e disseminação de conteúdos que estimulem a adesão interna e atraiam talentos.

Talvez amanhã ninguém identifique mais o departamento por “Recursos Humanos”. Em um futuro não muito distante, algumas atividades podem desaparecer ou vão estar completamente distribuídas por toda a organização. A missão desses profissionais não é outra senão tornar-se um verdadeiro agente de mudança e um ator principal na transformação digital.

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