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Presentismo: a arte de estar e conectar

Desprender de velhos modelos e buscar a velocidade através da tecnologia tornou-se um fundamento daqueles que olham para o futuro.

Desde 1909 quando saiu a publicação do Manifesto Futurista pelo jornal francês Le Figarô e escrito pelo poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti, a inquietude em acabar com o tradicionalismo e buscar a velocidade no desenvolvimento tecnológico tornou-se um fundamento daqueles que olham para o futuro e projeta novos caminhos.

Surgem, então, os profissionais conhecidos como futuristas que são dedicados em “prever” como será o futuro. Não os confunda com videntes, nada disso. Os futuristas elaboram cenários possíveis considerando o presente e as mudanças da sociedade dado o avanço tecnológico. Essas projeções foram inseridas no ambiente corporativo e ajudam, por exemplo, a guiar empresas no desenvolvimento de produtos e serviços daqui a 10, 20 ou 30 anos.

A ambição pelo futuro, tão dominante no final do século passado, cai por terra devido ao mundo digital, dando espaço ao Presentismo. A experiência do presente se torna uma realidade onipresente com o advento das mídias interativas, a internet, redes sociais, compras em um clique e toda uma economia voltada para o consumo de conteúdos e respostas em tempo real.

Na busca do pensar diferente, qual o modelo de futuro que idealizamos? Como a tecnologia tem feito a diferença em várias áreas do conhecimento? E, a partir disso, quão melhor a nossa vida está e poderá se tornar?

Todas essas indagações nos levam a pensar sobre o que é mais importante em um futuro baseado em tecnologias como Inteligência Artificial, realidade virtual, robotização, entre outras. O ponto central é: nós, seres humanos, somos o motivo central de todas as coisas e nossa jornada até os objetivos individuais percorrem um caminho onde devemos colocar ferramentas tecnológicas em nosso percurso. Devemos, obviamente, sempre aprofundar o desenvolvimento e difundir o conhecimento das novas tecnologias, mas nunca esquecer o verdadeiro motivo: o nós. A tecnologia exercendo o papel de “como” e a humanidade sendo o motivo principal. Dito isso, o que se passa na realidade fática e presencial das pessoas deve ser o ponto focal.

O Presentismo, pela sua filosofia, é a defesa de que o futuro e passado inexistem, no qual apenas o presente de fato existe. Sim, esta é uma afirmação considerada forte e muito peculiar. A radicalidade dessa afirmação concebe que eventos e entidades que estão inteiramente no passado ou inteiramente no futuro não são reais. Para os adeptos do Presentismo, isso quer dizer que não há nada além do presente tácito, ou seja, aquilo que está por acontecer agora. O passado é apenas história e o futuro é ilusório.

“O fim do século XX pode ser caracterizado pelo futurismo, mas o século XXI é marcado pelo presentismo”. Douglas Rushkoff

É possível conectar essa afirmação aos fatos que agora nos assolam. Nunca na história recente a humanidade foi tão colocada à prova. Como nos reinventar? Como estar de fato conectados com as novas e voláteis necessidades das pessoas? Num mundo em evolução digital, fará diferença empresas que tenham líderes sensíveis ao que se passa no agora? É possível dar respostas para um futuro melhor que se conecta ao novo presente?

Devemos viver o presentismo em sua essência. Em síntese, essa tese nos propõe a estar com as pessoas, assim como conectar e percebê-las. O futuro não acontece, ele é construído. O resto é apenas distração.

  • Harlen Duque — Co-fundador da Wblio e Presidente da Sucesu Nacional.

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