Vem 2017!

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo (?)

Então, como será 2017? Prever o futuro é algo impossível. O mais prudente é construir cenários. O cenário mais provável de acontecer é que seja um ano de reequilíbrio. Não apenas das contas públicas, mas da economia como um todo.

Por Diogo Carvalho
Economista da Tino e Professor de Finanças na Faculdade Senac

A época de festas de final de ano é um momento de fazer um balanço do que foi o ano que se encerra e planejar o seguinte. Este 2016 será lembrado pelos tumultos políticos que abalaram a economia brasileira. Dentro deste contexto de turbulências e incertezas, nos cabe refletir sobre o que fizemos e o que pretendemos fazer, nos projetos pessoais e nos familiares. Não diferente devem ser as reflexões em relação aos investimentos. Afinal, não seremos plenos com projetos grandiosos sem um financeiro equilibrado; tampouco com sucesso nas finanças, mas sem um propósito de vida.

Nem parece verdade, mas o ano que iniciou já anunciando o apocalipse do Brasil está chegando ao fim.

O clima político tenso e a fragilidade de nossas instituições mantêm as incertezas quanto ao futuro do país em um nível muito elevado que paralisa a ação dos agentes econômicos: por um lado há uma significativa contração do consumo pelas famílias e, por outro, não há investimentos no setor produtivo. Descobrir o que causou o que é quase voltar à história de quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha. Melhor supor que o ponto atual é um equilíbrio simultâneo das equações de demanda e oferta.

O grau de incerteza parece manter a economia em constante ‘estado de choque’, onde quase todas as desgraças passíveis de afetar a economia já foram precificadas pelos mercados, como o efeito Trump ou uma possível saída de Temer. É quase cômico, se não fosse trágico, mas o cenário econômico mundial e, principalmente, brasileiro é tão tenso que na conjuntura que atravessamos, uma fase tranquila e serena é que passaria a ser um choque na economia.

No entanto, o período de festas de final de ano é um momento de renovação. O Natal é uma época de profunda reflexão. De olharmos nosso maior portfólio de investimentos: família, amigos, espiritualidade, trabalho e os projetos para o futuro. O Natal tem que ser Feliz, afinal é o que desejamos a todos que conversamos, em mensagens, cartões, telefonemas, whatsapp.

E o próspero ano novo?

Embora vislumbrar o futuro em um curto horizonte de tempo nos deixe frente a frente a nuvens de incertezas, temos que primeiro identificar o problema. Ele é econômico, sim. Mas muito mais político. Precisamos restabelecer a estabilidade e a confiança nas nossas instituições para que os princípios econômicos possam surtir efeito. Qualquer medida econômica alicerçada na fragilidade das instituições será inócua.

É preciso retomar a confiança, e construir bases políticas e institucionais sólidas para a retomada do crescimento.

As previsões são de baixo crescimento, cerca de 0,20% para o PIB, muito abaixo do desejado e do necessário para o país. Porém, muito longe da queda de mais de 3% verificada no corrente ano.

Em relação aos investimentos, a prudência deve estar presente mais do que nunca na tomada de decisão dos agentes. A referência deve estar respaldada em uma estratégia bem construída. O que significa uma estratégia bem construída? Significa ter parâmetros sólidos e consistentes. E por que tal cuidado é fundamental? Em momentos de alto grau de incertezas, não estar seguro na tomada de decisão leva os investidores a saírem e entrarem de operações em momentos errados, levando a sucessivas perdas.

Privilegie as estratégias de investimentos que aliem rentabilidade com prudência, ou seja, com risco calculado e que, em momento algum, comprometa o seu patrimônio.

Nesse final de ano reflita sobre seus objetivos para 2017. O que você quer alcançar? O que sua família precisa? Quais são os primeiros passos para os sonhos de médio e longo prazo? A Tino deseja um Feliz Natal e convida você a construir um Próspero Ano Novo!

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