AO SEU LADO — [conto inédito]


Seu pescoço é minha noção de tempo. Seu jeito, seu momento; admiro tudo. Beijo sua boca como se amanhã eu não fosse mais te ver. Tiro sua roupa como se hoje fosse meu último dia de vida. Divido um travesseiro só. Assim, olho no olho. De ladinho te beijo e adentro seu mundo. Vou fundo no nosso tesão.

Sua língua é meu oásis. Nela eu mato a sede da tua saliva. Engulo e beijo tudo. Admiro seu corpo como se nele existisse um cheiro que me prende pra sempre.

Seu ventre, quando rebola, me faz perder o juízo e o motivo de voltar pra casa. Seus vôos e mãos são meu pecado. És livre e puta. És de si mesma, mas me olha como se quisesse doar um pouco. Um tanto de corpo e carinho. Sozinho eu penso em você e suo. Faço volume na calça. Se você fosse um barco, a certeza é que navegaríamos no mar do pecado. Da libido. Do tesão escondido atrás do seu joelho. Na sua cintura que agarro. No seu cabelo que reparo: é perfeito pra ser agarrado por trás da nuca. Ajuda se eu te colocar ajoelhada? Melada? Submissa?

Quando olha pra cima e despeja saliva, eu juro, nem que eu viva pouco: tudo terá valido a pena. Te olhar chupando meu pau é uma poesia sem comparativo. Sem igual. Nem Leminski escreveu poema mais bonito que sua boca engolindo meu cacete. E babando ele todo, pedindo, engolindo; se tocando.

Adoro quando te vejo tocando a buceta. Fico louco quando põe dois dedos dentro, tira, lambe e sorri. Deliciosa. Gostosa. Daí pra eu chupar seus dedos é um segundo. Daí pra eu estar no meio das suas pernas é um passo. Um passo dado. Porque é de buceta que eu vivo. É no meio das pernas de uma mulher que minha vida faz sentido. Esse mel me serve de água, de pão; alimenta o tesão do corpo inteiro. Arrepios me consomem só de escrever sobre minha língua e tua coxa.

Com tuas pernas agarrando meu pescoço eu sigo em frente. Enfrento o tempo e controlo seu corpo. Domino seus pensamentos sujos. Deixo seus impulsos me encharcarem. Não nego que minha barba é que vai te maltratar. Não nego que meu dedo dançará entre um lábio e outro. Não minto: sinto no olhar quando é a hora de te colocar de quatro. ‘Agora, minha gostosa. De quatro pra mim pra eu foder você bem gostoso.’

E te torturo. Faço minha voz ser mais alta que a sua. Mando obedecer aberta e quietinha enquanto esfrego meu pau no seu clitóris completamente melado. Fato é que se rebolar pra tentar por o pau pra dentro, eu paro tudo. Paro de esfregar a cabeça do meu pau no seu clitóris, paro de enfiar só a cabecinha na sua entrada.

Mas se for obediente, você apanha. Caso se comporte bem, eu desço o tapa na sua bunda empinada. Se falar, perde. Se gemer, ganha uma estocada funda. E outra. E mais uma. E ganha uma mão entrelaçando seu cabelo, outra puxando sua cintura pra essa loucura que é te comer forte. Muito forte.

Você grita ‘fode mais’ e eu paro. Eu avisei. Se quietinha, eu fodo mais. Fodo falando no seu ouvido o quanto adoro comer puta igual você. O quanto quero te ver suja de porra, de tesão e de paixão. Se não desobedecer um segundo sequer, eu chupo seu cu inteirinho. Faço da minha língua e dedos perfeitas armas pra te ver gozar. Começo com dedão na buceta, indicador no clitóris e minha língua percorrendo o seu rabinho.

Seu gosto e sua temperatura me fazem precisar respirar com mais atenção. Você é dessas que, numa desatenção, me faz gozar no primeiro boquete. Respiro, te olho, seguro seu pescoço. Ouço ‘goza’, digo: ‘agora não; ainda vou te foder a noite inteira, minha putinha. Quero entrar na sua buceta muitas vezes mais.’

E cumpro. E cubro seu corpo de suor. Faço amor. Faço putaria. Faço orgia com nós quatro: eu você, você e eu. Masturbo seu olhar. Te faço rebolar na minha alma. E não peço calma. Peço fogo, peço outro round. Não peço uma parte, peço a arte do seu corpo inteiro. Ah, seu corpo inteiro. Suas mentiras que eu acredito, sua boca que eu insisto em beijar e foder. Amar de verdade. Pra valer.

Sabe a verdade? Eu bato pra você quando cê não tá. Meu pau jorra porra no azulejo quando não vejo sua cintura por perto; pra agarrar, pra te jogar debaixo do chuveiro e ensaboar suas costelas. Seus seios. E pra fazer a água batizar nosso tesão eu digo: ‘Não para de rebolar. Não para, porra’.

Te seco e entrego minha alma ao diabo. Na cama encontro alguém que deve ser muito amiga dele. Seu corpo não é de deus. Seu gozo é o meu favorito. E se grito: ‘Calada, minha vadia!’, é pra ver alegria no seu olhar de puta obediente.

Se te fodo de frente, é óbvio que mando cruzar as pernas nas minhas costas. Assim vai mais fundo. Assim entra tudo. Assim seu mundo se aproxima do meu. Me mostro duro, seu e suado. Faço tudo que estiver ao meu alcance pra ver seu corpo acabado. Sua boca ofegante. Seu olhar descansado enquanto porra quente escorre por entre suas pernas.

De mansinho eu te tornei a maior vagabunda do universo. Brincando que o vestido era longo eu te fiz pensar sobre. Alegando que adorava marquinhas de biquini, te fiz diminui-las até chegar no fio dental que me deixa louco. Hoje tenho a puta que sempre quis, que pedia aos céus. A minha vagabunda gostosa que adora rebolar, levar estocada no cuzinho, engolir porra. Que quando pensa em me provocar diz que quer chupar a amiga enquanto dá pro amigo.

Eu não vou negar: a minha tara era e é te ver livre pra gozar. Livre pra ser mulher. Com você, sou um homem realizado. Você é a puta dos meus sonhos. Te amo, te fodo e — na real — posso deixar um papo dado?
 
 
Quero passar uma vida inteira ao seu lado.


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