#63 – Como um brinquedo inanimado

Eles sempre me deixam por aí. Eles descobrem que não passo de um brinquedo que diverte durante a tempestade, mas em dias de sol é melhor viver lá fora, com outros.

Eles dizem que não é nada comigo. Que eu sou bom demais. Que eu não encaixo nos seus próximos planos. Então assim, no meio da chuva, eles me deixam molhar.

E se eu só quisesse me encaixar dentro de um abraço. Sem medo de ser deixado. Sem lembrar que eu vou ficar ali por pouco tempo. E se eu só quisesse ficar só dentro de mim. Como um brinquedo inanimado.

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