Papo rápido com Zakk Wylde

O frenético do shred e chefe do Black Label Society fala sobre guitarras, máquinas de lavar e M&Ms marrons.

I got my first real six-string…

“Minha primeira guitarra boa foi uma Pelham Blue Firebrand SG. Eu a vendi para pegar minha primeira Les Paul. Essa coisa está no Rock & Roll Hall of Fame. Obviamente, eu não, mas a guitarra está. Eu acho que eles estão tentando me dizer alguma coisa! Só estão faltando eu e o Deep Purple! Eu comecei a tocar guitarra quando tinha oito anos, querendo aprender músicas do Elton John. Eu não me dedicava às aulas. A professora falou para os meus pais que eu simplesmente não estava pronto. Quando cheguei aos 14, vi meu professor de guitarra tocar na minha frente Hendrix, Van Halen, Sabbath, Ozzy, Zeppelin. Parecia a coisa mais interessante no mundo para mim. A escala era um mundo de possibilidades. Daquele dia em diante, eu me perdi na guitarra”.

Dream on…

“Obviamente, porque Jimmy Page tocava uma Les Paul e depois Randy [Rhoads] também, eu amei a Les Paul Custom. Eu sou mais um cara da Custom, enquanto o Slash ama suas Standards. É a mesma coisa com caras da Strat e caras da Tele. Você não quer colocar esses dois para debater!”

Get back to where you once belonged…

“Na verdade, eu tenho conseguido a maioria das minhas guitarras da adolescência de volta. Isso é bem legal. Fiz contato com os caras que estavam com elas e descolei para eles uma outra guitarra ou alguma coisa e troquei de volta pelas minhas guitarras antigas. Elas estão todas no Black Vatican [estúdio do Zakk]”.

I want you to show me the way…

“Você tem Jimmy Page, Tony Iommi, Frank Marino, John McLaughlin, Al Di Meola. Eles são meus cinco grandes caras. Uma conversa com São Rhoads seria bom, mas vamos guardar isso para a viagem até a Taverna de Deus”.

Jimmy Page, Tony Iommi, Frank Marino, John McLaughlin, Al Di Meola. Eles são os meus cinco grandes caras.

Listen, do you want to know a secret?…

“Apenas relaxe. Não fique nervoso. Se os ensaios foram bons, então apenas faça o mesmo no palco. Não tente fazer algo a mais e surtar, especialmente se é seu primeiro show. Se você me disser que entraremos em 10 minutos, eu simplesmente vou dar uma pensada e ir lá tocar”.

Don’t worry, be happy…

“Estou feliz com o caminho todo no que diz respeito a gravações que fiz. O solo de ‘No More Tears’, eu queria dobrar e fazer algumas outras coisas, e os caras me disseram para largar mão. Nós fizemos um intervalo, fomos ao bar e deixamos pra lá. Eu realmente queria dobrar ele, e aquele solo acabou sendo um dos meus solos mais populares”.

The blessed hellride…

“O pior é quando o equipamento vai pro saco. Esses são os momentos que você lembra e dá risada. Você só tem que continuar labutando, é tudo que você pode fazer. O momento mais especial foi conhecer o Ozzy e tocar meu primeiro show com ele na prisão de Wormwood Scrubs, e então tocar no Moscow Peace Festival para 100.000 pessoas. Eu lembro de sair disso para entrar numa van, dirigir mais de 30 mil quilômetros na turnê de ‘Book Of Shadows’ [primeiro álbum solo de Zakk], tocar no Sudsy Malone — e neste lugar você tinha o bar à esquerda e o palco nos fundos, onde havia máquinas de lavar roupa para que as pessoas pudessem lavar suas roupas no bar. Você tinha o bartender, um cara injetando heroína, um cara tentando ressuscitar o cara que tinha usado heroína, um cara lavando sua roupa e a gente no palco. Naquele momento, eu sabia que havia chegado”.

Everybody wants some…

“Os M&Ms marrons são o item mais importante em nosso rider. Nós temos todos os que o Van Halen não quis”.

Para mais informações sobre Zakk Wylde, consulte www.zakkwylde.com.

* Este conteúdo é parte integrante da edição #08 da revista Total Guitar Brasil. www.totalguitar.com.br

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