Artista da Vez #04 — Renato Radeke

Um de nossos artistas mais antigos e parceiros, que vem se reinventando sem perder suas raízes e sempre surpreendendo. Senhoras e senhores, com vocês o príncipe dos Sete Mares, de Fortaleza para o mundo, nosso artista da vez Renato Radeke.


Se você tivesse que se apresentar numa dinâmica de grupo de um processo seletivo, como seria?

Meu nome é Renato Radeke e tenho 30 anos de idade. Nasci em Mato Grosso do Sul, mas já me sinto um cearense por morar há 26 anos em Fortaleza. Sou graduado em Design e apaixonado por arte, especialmente caligrafia e lettering. Tudo começou ainda criança, pois sempre gostei muito de desenhar. Na adolescência descobri o design e tive a certeza que era aquilo que eu queria trabalhar. Estou atuando na área há 5 anos, e já trabalhei em agências de publicidade, estúdio de design, marcas de moda, entre outros.

E no balcão do bar?

Meu nome é Renato Radeke, mas podem me chamar de Radeke. Sempre curti esportes de ação: pratiquei skate, sand board, bodyboard e já surfo de prancha há uns 10 anos. Estou sempre na praia nas horas vagas e curto muito viajar. Uma cerveja, por favor?!

Como você faz para balancear esses dois lados, o artista e o designer por profissão?

Sim, sou designer da UNIFOR — Universidade de Fortaleza. Atuo no setor de comunicação e marketing da universidade durante período integral. É muito difícil balancear os dois lados, pois sempre acabo dedicando maior parte do meu tempo ao trampo fixo. Mas ao chegar em casa à noite, me dedico aos meus “freelas” de design e à alguma arte.

Quando surgiu esse seu interesse por arte e como foi o processo de começar a criar trabalhos autorais?

Como falei, desde criança sempre gostei muito de desenhar. Fui influenciado por minha mãe que pintava telas e um tio que trabalhava com entalhe em madeira… Cresci convivendo com esse mundo de criação, trabalho manual e boas ideias. Na adolescência me envolvi com a cultura Hip-hop e mais ainda com um de seus principais elementos: o graffiti. Foi nesse instante que me apaixonei pelo desenho de letras e toda a informação que elas poderiam transmitir. Mas naquela época essa arte era bastante desconhecida e vista como pichação em minha cidade, então resolvi parar — não de vez, porque meu caderno estava sempre cheio de criações e desenhos. Depois que comecei a cursar design, conheci o universo da tipografia, caligrafia e lettering de uma forma mais específica e técnica e não tinha como não me envolver. Neste instante pude unir a bagagem que aprendi desde criança com o conteúdo adquirido na faculdade, resultando em projetos e trabalhos autorais.

E em que momento percebeu que poderia fazer dinheiro com esses seus trabalhos?

No começo da faculdade já comecei a criar alguns trabalhos para camisetas. Numa madrugada como outra qualquer, resolvi “jogar” o que tinha produzido nas mídias sociais e o resultado foi muito melhor do que eu imaginava: alguns amigos e donos de marcas curtiram e se interessaram pelo meu trabalho, comprando e encomendando algumas criações. Foi neste instante que percebi que eu poderia tirar uma graninha extra com isso.

Quais dicas e recomendações poderia dar pro pessoal que tem vontade ou está começando agora a se aventurar nesse mercado?

Acho que as palavras de ordem são: ESTUDAR, PRATICAR E DIVULGAR. Estar pesquisando o que há de novo, buscar referências, participar de eventos, palestras, workshops, fazer novos amigos na área e procurar aparecer. A internet está ai pra isso, basta você querer.

Muitas das suas referências são praias e surf, de onde vem essa paixão e por que ela acabou virando arte?

Essa paixão me acompanha desde criança. Minha família sempre teve casa na praia e meus finais de semana e férias sempre eram lá, acompanhado de familiares e muitos amigos.

Comecei a surfar e me apaixonei pelo mar. Virou arte a partir do momento que ao invés de assistir aula, ficava desenhando ondas, coqueiros, praias (crianças, não façam isso!), rs.

Aquele vício que todo surfista de querer estar na praia ou estar sonhando com a onda perfeita, me fez unir as duas coisas que mais gosto: o surf e o design. Comecei a pesquisar elementos que poderiam unir os dois: o lifestyle, comportamento, moda, música… tudo vira referência para a criação.

Conta pra gente um pouco do seu projeto mais recente, o “Letteringraphy”.

Esse projeto começou de uma forma bem despretensiosa — como todos os outros. Uma forma de poder fazer aquilo que eu gosto e poder levar um pouco de bons pensamentos e boas mensagens para outras pessoas. São posts com frases, palavras ou boas ideias que alegram e enchem de cor a quem o vê no seu feed diário. Estamos no instagram: @letteringraphy!

Quais são os próximos passos e o que vem pela frente?

Continuar estudando sempre e mais: cursos e uma especialização na minha área com certeza irão me acrescentar muito como profissional. Quem sabe dar alguma aula nesses temas que mais me identifico e ensinar um pouco do que sei, como lettering e caligrafia?

Viajar e adquirir novas referências visuais e culturais, conhecer novos mares e novas pessoas.

Pra fechar, um bate bola jogo rápido:

Pessoa incrível: Já que estamos falando de arte, vou citar Luca Barcellona.

Uma música: Difícil escolher apenas uma, mas uma das minhas favoritas é “Bad Fish” do Sublime que me acompanha desde moleque.

Um filme: Interstellar. Gosto de tudo relacionado ao espaço e seus mistérios.

Dia da semana: Sábado — que começa com “S” igual a Surf! Rs.

Uma comida pra comer pra sempre: Da minha mãe!

Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? Sei lá, diz aí! haha

Se ganhasse na loteria: Viajaria o mundo!


Caixinha estampada pelo Radeke

Se vocês ficaram curiosos pra conhecer um pouco mais do trabalho Radeke, não deixe de dar uma passada nas página deles na Touts: Oceanvibz e Letteringraphy

Ah, e ele também pode ser facilmente encontrado nas nossas caixinhas com a sua arte “Bom Marinheiro” enfeitando lares por aí ;)

Abraço de urso,

Lucas

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