Artista da Vez #08 — Galaxy Eyes

Nossa Artista da Vez pode não ser reconhecida por vocês por nome, mas com certeza seus trabalhos e seu apelido nas várias plataformas de arte que participa ao redor do mundo já são muito familiares pra quase todo mundo. Hoje temos a honra de entrevistar a Anna Farath, também conhecida como Galaxy Eyes!

Dica: a Anna tem umas playlists que ela fez muito maneiras no site dela que caem super bem com a leitura.

Como você preenche sua bio nos diversos sites e comunidades em que participa?

Procuro ser simples e direta; digo que sou artista visual, indico o meu site para mais informações e quando possível, acrescento algo mais pessoal como por exemplo meu amor por bolo de chocolate (é muito importante).

E como você se apresenta na vida real?

- Oi, prazer, sou a Anna e faço umas artes :)

(sou introvertida)

De onde surgiu “Galaxy Eyes”?

De uma música do Jason Mraz chamada Galaxy que diz “the galaxy that lives inside your eyes was in need of a brand new shining light”.

Como surgiu essa sua relação com a arte e o design?

Eu sempre gostei muito de arte. Adoro mexer com papel, caneta, tinta; desde criança. Estudei teoria musical na adolescência, e quando entrei no ensino médio, fiquei encantada pela fotografia. Apesar disso, desviei um pouco da rota e cursei jornalismo. Gostei do que aprendi na faculdade, mas logo percebi que aquele não era o meu mundo. Depois de me formar, eu não tinha ideia de qual caminho seguir. Durante esse período, me envolvi em uma produtora colaborativa que realiza projetos criativos em diversas áreas e vi ali uma boa oportunidade de aprender e descobrir o que eu realmente gostava de fazer, pois eu tinha liberdade criativa e, consequentemente, o medo de errar era menor. Foi lá que passei a me dedicar às artes visuais, e onde logo descobri as plataformas de divulgação e venda.

No começo, a grande maioria dos seus trabalhos eram apenas fotográficos. Conta pra gente como foi essa transição para trabalhos com mais elementos digitais, como texto.

Eu saio por aí fotografando mil coisas, não largo minha câmera quando viajo, mas nem sempre compartilho as imagens. Gosto das fotos primeiramente como memórias pessoais. Quando conheci os sites de venda em 2010, mais ou menos, resolvi postar algumas imagens para ver como era (acompanhava o trabalho de algumas pessoas pelo Etsy e tinha curiosidade). Inicialmente publiquei fotos de paisagem e natureza. Um dia, brincando no Photoshop, editei uma foto que gostava, acrescentei o “here comes the sun” e postei no Society6. Meus amigos gostaram, outras pessoas se interessaram, compraram, divulgaram e eu passei a fazer cada vez mais.

Foi uma mudança natural ou teve algum fator motivador por trás?

Foi muito natural. Eu gostei de transformar as fotografias, não somente com texto mas também mexendo nas cores, texturas. Daí fui pulando para elementos abstratos, misturando materiais…uma coisa levou a outra.

Pode contar pra gente um pouco do seu processo criativo no seu dia a dia?

Eu não tenho um processo certinho; isso varia muito, assim como os meus trabalhos. Gosto de brincar com fotos, acrescentar textos, elementos digitais ou brincar com tintas. Às vezes eu tenho a idéia de criar algo porque a cor de uma parede ou uma peça de roupa me atraiu. Ou decido fazer algo baseado em uma música, porque li uma frase legal em algum livro. No geral eu penso nas cores que quero usar, às vezes na foto para usar como base e parto daí. Então abro o Photoshop — e uma playlist para acompanhar — e vou experimentando até chegar no resultado que me agrada.

Muitas das suas artes tem como referência a natureza e o mar, mesmo morando em São Paulo. Onde você busca suas principais influências e referências?

São Paulo, embora me inspire em diversos aspectos da minha vida, não é uma grande referência para o trabalho que faço no GE. Sempre apreciei a beleza de lugares próximos ao mar, mas não é sempre que posso visitá-los. Acho que muito vem dessa vontade. Busco referências visuais em publicações sobre viagens, moda, estilo de vida, em blogs, no trabalho artístico de outras pessoas, no bom e velho Pinterest. A música me influencia bastante também.

Quais dicas você daria pra si mesmo no passado, quando estava apenas começando?

Estude tudo que puder, crie oportunidades e aproveite as que surgirem, não compare seu trabalho de iniciante com o de alguém experiente. Seja paciente.

Que papel plataformas como a Touts tiveram na sua carreira como artista?

Um papel essencial. Essas plataformas são meus principais meios de divulgação e venda e me incentivam a estar presente, criar, dar novos passos e melhorar o que faço.

E quais as principais vantagens que você enxerga em disponibilizar sua arte em sites como o nosso?

São várias. A possibilidade de disponibilizar meu trabalho em objetos que não conseguiria produzir sem a ajuda de parceiros, além de todo o processo de logística que a equipe desses sites realiza. Também há a vantagem de expandir a divulgação e aumentar o contato com clientes e colegas.

Quais são os próximos passos e o que vem pela frente?

Quero me especializar em design de superfície, fazer alguns cursos e tirar um tempinho para me dedicar à fotografia. Para o Galaxy Eyes, pretendo levá-lo a novos lugares, trabalhar com mais negócios locais e lançar pelo menos mais uma pequena série de imagens até o fim do ano.

Pra fechar, um bate-bola jogo rápido:

Uma pessoa incrível — Gemma Correll

Uma música — Uma só? Beautiful, da Carole King.

Um filme — Medianeras

Dinheiro é — Uma beleza — mas tem que controlar direitinho! Ainda mais nessa área.

Anna por Anna em uma frase — “I will stay gentle no matter what I endure, I am so much more” — Tyler Knott Gregson.

Se você, assim como a gente, também se amarrou no trabalho da Anna, não deixe de acessar a página dela na Touts.

Ah, e fizemos um cupom de desconto especial pra quem leu a entrevista e quiser comprar algum produto estampado pela Galaxy Eyes: GEARTSALE

Abraço de urso,

Lucas

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