Artista da Vez #22 — Fábio Lopes

O Artista da Vez de hoje vem lá de Belo Horizonte. Ele tem artes na Touts desde 2015 e de lá pra cá só nos surpreende com suas artes dos mais variados estilos e sempre num nível sem igual. Amante da gastronomia, já deu aula de música e é designer por formação.

Senhoras e senhores, com vocês: Fábio Lopes


Como você se apresentaria em um tweet?

Fábio Lopes (AKA “Lopesco” — o designer e não a fábrica de bacon :) )

E como você se apresenta no boteco?

E aí?! Bão?! (estendendo a mão) Fábio, prazer!

*Qualquer outra coisa no boteco ninguém vai nem me ouvir… :)

Estação de trabalho: digital versus analógico

Sua formação é em Design, né? Como surgiu sua relação com a arte? Foi por pura vocação ou teve algum momento específico anterior?

Sim, sou formado em DG pela UEMG, apesar de que nunca fui buscar o diploma… Me lembro de ser ilustrador desde sempre. Comecei cedo, meus pais acharam que eu era de algum talento e me colocaram numa aula de desenho e pintura quando ainda tinha 8, 9 anos… o design entra quando aos 14 anos comecei a editar zines pseudo-punk com amigos e dei um tempo a partir dos 15 para ser músico (por 15 anos fui músico profissional e instrutor de guitarra). Aos 30 fui para a universidade. Ainda sou músico.

Como você faz para balancear esses dois lados, o artista e o designer por profissão?

É fácil e necessário a meu ver… um lado traz uma disciplina analítica que falta à emergência do outro.

Capa do CD do DJ egípcio Issa

Conta pra gente um pouco do seu processo criativo no seu dia a dia? Onde você busca suas principais influências e referências?

No início não há um processo claro, apenas uma inspiração ou ideia inicial que pode advir de qualquer coisa (observação do meio, um filme, um livro, uma frase, um trabalho alheio, etc). Na sequência vem o crivo da autocrítica, e saber se aquela ideia “genial” vai prestar para alguma coisa ou ser só um empecilho na questão de uso racional do tempo. O lance de vender por exemplo: quando é um produto, essa é a preocupação principal — se ficar parado na prateleira da loja não adianta… temos de ser realistas.

O que você mais gosta de fazer no seu tempo livre?

Estudar (tópicos de ilustração e música)

Deu pra perceber que você gosta muito de cozinhar (comida de boteco, né? hahaha). Você acha que isso te inspira de alguma forma na hora de criar ou se relaciona de alguma forma?

Comida de buteco também rapá, hehehe Cozinha italiana e mineira são o meu forte, mas brinco com um pouco de tudo. Acredito que o prazer de conseguir algo novo e bom, além de adquirir uma nova expertise são os resultados que mais se aproximam do trabalho artístico. Além da comida ser algo sacro e levar a essa comunhão entre indivíduos.

“The Last Shot”

Que papel plataformas como a Touts tiveram na sua carreira como artista?

Fundamental na decisão de levar isto adiante como meio de vida. No início as plataformas já estabelecidas e com alcance muito maior que o nosso auxiliam no contato com o cliente que de outra forma talvez não alcançaríamos.

Quais as principais vantagens que você enxerga em disponibilizar sua arte em sites como o nosso?

A que citei acima: ter acesso a um nível de propaganda e alcance midiático relativamente maior e mais eficiente.

Quais dicas você daria pra si mesmo no passado, quando estava apenas começando?

Esse é um sonho meu, mas enfim…

  1. Tenha uma “praia”: ache uma coisa na qual você seja bom e tenha prazer fazendo e tente se desenvolver ao máximo naquilo antes que querer ser o “clínico geral” — essa coisa pode ser uma linguagem artística/visual, um tipo de mídia, um estilo já existente, etc;
  2. Estude. Não seja o estereótipo de “artista”: o burrão que faz merda e acha bom, além de usar a escusa da “intuição” para ser anti-intelectualista, perpetuando arte bosta e negligenciando o trabalho de tantos gênios que vieram antes, experimentaram e sistematizaram muita coisa que usamos hoje. Reinventar a roda geralmente é pretensão ou burrice;
  3. Fuja de bancos, empréstimos e crédito rotativo;
  4. Seja aberto à críticas e estude seu público alvo;
  5. Reserve um tempo para seu bem estar espiritual e emocional. Medite, por exemplo;
  6. Fuja de bancos, empréstimos, crédito rotativo e juros compostos — é sério!
  7. Second rule is “be nice to mommy”
  8. Third rule is “don’t talk to Commies” (Douglas Colvin/John Cummings)
Ilustração inspirada no filme Audition de Takashi Miike.

Quais são os próximos passos e o que vem pela frente?

Investir no meu próprio negócio (já iniciado), continuar estudando e desenvolvendo. Terminar de gravar um disco de jazz também já iniciado para o próximo ano.

Pra fechar, um bate-bola jogo rápido:

Uma pessoa incrível — Charlie Parker

Uma música — neste momento seria “Cities in Dust”, Siouxsie and the Banshees

Uma comida — carne

Um defeito — combo: procrastinação + alguma desorganização — mas estão sendo corrigidos

Uma viagem — Nova York

Uma sorte — continuar evoluindo

Fábio por Fábio em uma frase — Gente boa.


Essa foi nossa conversa com o incrível Fábio Lopes, o Lopesco, um dos mais de 2.500 artistas da comunidade da Touts. Pra conhecer mais sobre seu trabalho e encontrar produtos com suas artes, não deixe de visitar sua página na Touts.

Para ler entrevistas com outros artistas incríveis de nossa comunidade, dá uma conferida no nosso blog que tá recheado de histórias incríveis.

Abraço de urso,

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