O NOVO CONCEITO DE TRABALHO E CARREIRA*

Desde o princípio dos tempos do homem até os nossos dias, o conceito do trabalho foi sendo transformado e fundido com a história da humanidade e de suas civilizações.

Trabalho já foi sinônimo de tortura e sofrimento. A palavra teve sua origem no vocábulo latino “Tripallium” — denominação de um instrumento de tortura para os escravos e os pobres que não podiam pagar pelos impostos. Quem “trabalhava”, naquele tempo, eram as pessoas destituídas de posses e não tinham qualquer escolha.

Hoje, no entanto, o trabalho não é mais sinônimo de sofrimento, sustento ou identidade de uma vida, como era até pouco tempo. Era uma vez avós que passavam o negócio familiar para seus filhos, que por sua vez também passavam para seus filhos. Era uma vez o funcionário que ingressava no seu primeiro emprego como estagiário e construía uma sólida e estável carreira e aos 60 anos se aposentava.

Hoje, os millenials mudam de emprego a cada 2 anos. A estabilidade e longas carreiras também estão em jogo. Segundo a Mckinsey, 41% da força de trabalho americana já são freelancers, que participam de alguma forma na Gig Economy. Durante os anos de 2005 a 2015, esses contratos alternativos de trabalho foram responsáveis por 95% dos empregos criados nos Estados Unidos.

Seguindo a tendência, no Brasil 57% dos trabalhos criados em 2017 foram para autônomos. Esta força de trabalho independente já responde por 33% e, com a Reforma Trabalhista oficializada em julho de 2017, isto tende a aumentar.

As profissões também estão passando por uma enorme mudança. De acordo com a Delloite, 65% dos alunos que cursam hoje a escola fundamental irão trabalhar em profissões que ainda não foram inventadas e 47% dos trabalhos desaparecerão em 10 anos (2018) pois serão substituídos por Inteligência Artificial e Robôs. O que está acontecendo?

Estamos passando por uma das maiores mudanças no âmbito do trabalho e carreira da história.

Uma investigação feita pela Delloite em 2017 foi conduzida para analisar o que os principais líderes acreditam que será a nova realidade do trabalho nas empresas. De forma resumida, podemos mencionar que as novas organizações contemplarão pessoas trabalhando lado a lado com as máquinas. Os times flexíveis serão compostos além de funcionários contratados, robôs, inteligência artificial, freelancers e profissionais trabalhando diretamente de plataformas digitais. Com a facilidade de contratar times sob demanda, existirão menos empregos formais e, portanto, um aumento dos trabalhadores independentes e autônomos.

Veremos também cada vez mais times globais, trabalhadores nômades e pessoas trabalhando de onde e quando quiserem. Flexibilidade e Mobilidade para trabalhar de forma mais inteligente. A diferença é que não desligaremos! 24 horas ligados.

A tecnologia continuará evoluindo de forma exponencial, cada vez mais democratizada e acessível para todos e, acompanhar esta linguagem, será a única forma de saber como e em que aplicá-la no seu trabalho.

Portanto, aprender de forma contínua será uma necessidade para se manter empregável, ou seja, oferecendo suas habilidades no mercado de trabalho.

Fora das empresas, existe um cenário interessante em expansão. A economia colaborativa resgata uma antiga forma de empreender e trabalhar: serviços e produtos sendo oferecidos de pessoa para pessoa, sem intermediários comerciais. São serviços que já estamos acostumados a ver, oferecidos de uma forma totalmente nova: nas plataformas digitais. Podemos comercializar serviços de acomodação, serviços de motorista, serviços de chefs ou alugar nosso carro por um valor monetário. Estes novos tipos de trabalho vem aumentando a participação na economia. Em 2016, 70 milhões de pessoas se hospedaram com o Airbnb. O Uber foi avaliado em mais de 17 bilhões de dólares. Uma nova forma de trabalhar e ser remunerado.

Os paradigmas estabelecidos e fortalecidos depois da industrialização sobre o que significa trabalhar estão sendo desconstruídos.
Figura 1 — À medida que passamos pelas quatro revoluções industriais, a natureza do trabalho, habilidades exigidas e conhecimento necessário para executar o trabalho também foram mudando.

As forças que estão redefinindo o trabalho

Tecnologia

A tecnologia é a primeira força que transforma o trabalho.

O World Economic Forum apresentou ao mundo projeções alarmantes para 2025: 47% do trabalho operacional será totalmente substituído por robôs, 30% das auditorias será realizada por AI e 5% de todos os produtos de consumo estarão disponíveis para 3D.

A Lei de Moore — a tecnologia evolui exponencialmente.

Entre os anos de 1950 e 1965, as industrias do Vale do Silício disputavam pelo domínio do recém-surgido mercado da computação e eletrônica. Um dos sócios e presidente da Intel, Gordon Moore, lançou um trabalho minucioso onde destacava a experiência que adquiriu ao longo de anos trabalhando na indústria de fabricação de processadores e circuitos para computadores. Ele percebeu uma relação entre a indústria e o avanço da tecnologia: a medida que se reduzia o tamanho de cada transistor de um circuito integrado, os computadores tornavam-se mais velozes. Com esta análise de anos, ele percebeu um padrão: a cada 18 meses, dobrava-se a capacidade de processamento.

Figura 2 — Lei de Moore

A consequência disso foi a disponibilização de tecnologias cada vez mais rápidas a um custo acessível para cada vez mais pessoas.

Outro fator que contribuiu para o avanço da tecnologia foi o movimento “opensource”. O código aberto acelerou exponencialmente o desenvolvimento de aplicações diversas de sistemas, códigos e linguagens. O resultado disso foi a democratização e a massificação do uso das tecnologias, criando um mundo hiper-conectado.

Em 2025, 90% da população mundial terá acesso à Internet e usará smartphones.

Para ter uma percepção do efeito da desmaterialização e democratização da tecnologia, Peter Diamonds, fundador da Singularity University e autor do livro Abundância, demonstrou na tabela abaixo como um smartphone pode carregar o valor de quase 900 mil dólares, oferecendo acesso a hardwares e aplicativos que hoje podem ser baixados gratuitamente pela internet.

Figura 3: Desmaterilização e democratização do smartphone — fonte: https://www.diamandis.com/data

E o que significa isso para nosso trabalho? Significa que fomos empoderados com ferramentas e tecnologia para transformar nossas habilidades em serviços. Podemos produzir valor, vender um produto ou prestar um serviço, através de um simples celular no bolso.

Mas por um lado, se a massificação das tecnologias são libertadoras, por outro oferece uma enorme ameaça ao modelo de trabalho atual.

A automatização das tarefas operacionais por robôs, o ganho de cognitivo com a inteligência artificial, a precisão de um mundo inteiro conectado por sensores transformarão totalmente as profissões e exigirão novas habilidades e conhecimentos para a força de trabalho do futuro.

SOCIAL

A segunda grande força são as grandes mudanças demográficas, comportamentais e de valores que a sociedade vem passando.

A primeira é o envelhecimento da população. No livro 100 anos de vida, Linda Scott afirma que se você tem menos de 20 anos hoje, terá 50% de chance de viver até os 105, se você tem 40 anos viverá até 95 e se tem 60, enormes chances de viver até 90 anos. Uma vida mais longa também significa carreiras mais longas. Possivelmente uma vida produtiva de 70 e até 80 anos. O aumento da expectativa de vida também impacta a convivência de multi-gerações no ambiente de trabalho, com baby boomers, millenials e Zs, trabalhando e convivendo juntos.

Outro fator é a atenção para a diversidade. Existe um crescente movimento para a inclusão da diversidade. As organizações vêm trabalhando essas questões para promover uma cultura mais aberta nos ambientes de trabalho. Um estudo da Mckinsey analisou 1.000 empresas de 12 países e verificou que empresas que têm mais mulheres nos cargos de liderança têm 21% a mais lucro e 27% mais probabilidade de gerar valor para o acionista.

Outro fato determinante é a alfabetização digital. Segundo Thomas Friedman, em seu livro “Obrigado pelo atraso”, 2007 foi o ano que o iphone chegou à nós. Desde então, começamos a nos digitalizar. A comunicação mudou, nos relacionamos por Facebook, WhatsApp, trocamos nossos carros pelo Uber, mudamos nossa experiência de viagem, ficando na casa das pessoas pelo Airbnb. Atingimos uma maturidade digital e nos familiarizados com a facilidade, rapidez e conveniência à tecnologia. Portanto, extrapolar este novo comportamento digital para o trabalho é o próximo passo. E é isso que estamos fazendo. Por este motivo, falar de futuro do trabalho agora faz todo sentido.

E finalmente, não podemos deixar de falar dos novos valores que a geração Y prega e que causa um impacto enorme no que significa trabalho. Em primeiro lugar, esta geração é desapegada à posse, o que importa para ela é o uso-fruto. Qual é o ponto de ter um carro e todos os custos provenientes dele, se ele só é usado 4% do tempo? Portanto, a mentalidade de ter um emprego fixo, com estabilidade para comprar ativos e acumular riqueza não faz mais sentido. Ter um emprego fixo não é mais condição de sobrevivência. Flexibilidade e propósito são as novas iscas dos empregos. Eles querem um “trabalho que os inspire, use suas habilidades e combinem com seu lifestyle, rotina e objetivos futuros, e também que possam crescer ao longo do tempo”.

Poder definir onde, como e quando trabalhar é hoje determinante para 31% dos profissionais, 40% prefere flexibilidade a aumento de salário e 65% acredita que não precisa estar mais fisicamente no seu trabalho.

ECONOMIA

A terceira força são as mudanças no cenário econômico. De acordo com Arun Sundararajan, o livro "The Sharing Economy — The End of Employment and the Rise of Crowd–Based Capitalism", a era digital criou uma nova forma de organizar as atividades econômicas, que podemos chamar de capitalismo de massa. Um novo conceito de trabalho nasce aqui. Imaginem coisas simples do dia a dia, como dar uma carona, oferecer um quarto disponível em sua casa, dividir uma refeição. Essas tarefas não são novas para nós. No entanto, a possibilidade de trocar essas pequenas tarefas numa plataforma, em troca de moeda, é totalmente disruptiva.

As plataformas digitais também possibilitaram um novo aproveitamento dos ativos das pessoas, carros, casas, roupas e, principalmente, suas próprias habilidades, que sem precisar de nenhum investimento, podem ser aproveitadas e gerar riqueza, ou melhor, trabalho.

Portanto, a comercialização de produtos e serviços, dominada exclusivamente por empresas — a indústria hoteleira, locadoras de carro, venda diretamente do produtor, estão saindo das mãos de organizações hierarquizadas e voltando a ser de pessoa para pessoa. Transações possíveis operacionalizadas por aplicativos diretamente dos smartphones.

Em resumo, esses dois fatos criaram novas possibilidades para o significado do trabalho. O primeiro, o desmembramento das tarefas e de habilidades profissionais em produtos que podem ser comercializados nas plataformas digitais, onde nós somos a nossa própria commodity. E o segundo, a possibilidade de explorarmos a capacidade ociosa de nossos ativos para gerar renda.

A NOVA ORGANIZAÇÃO

Para entender o novo trabalho de hoje, é preciso entender as mudanças que vem transformando a nova organização. A primeira é a estrutura organizacional. Estamos acostumados a ver as empresas funcionando através de hierarquias centralizadas, onde funcionários respondem para gerentes, que respondem para diretores e assim por diante. Hoje, no entanto, grande parte das organizações já tem operado através de redes de times. São equipes multi-disciplinares, fluidas e que são compostas de acordo com a necessidade.

Outra mudança importante é que o lucro não é mais a única razão de existir dos negócios. A empresa deixa de ter um olhar exclusivo para o consumidor e passa entender o ecossistema do qual ele faz parte, buscando entender como sua marca pode servir ao mundo. Assim, entendem que as pessoas escolhem as marcas com as quais desejam se relacionar por partilhar os mesmos propósitos.

Construir um Propósito de Marca ou uma Marca com Propósito é antes de tudo de interesse do negócio, condição da sua sustentabilidade futura com rentabilidade.

Pesquisas mostram uma preferência das marcas pelo seu propósito e uma pré-disposição de 11% dos entrevistados a pagar até 7% a mais por produtos e serviços que tem uma marca com propósito.(fonte estudo TIP, HSR)

Figura 4: A Organização do futuro

Como reflexo de uma nova estrutura, muitos outros conceitos têm surgido, como mostra a figura ao lado extraída da Thoughtworks. Este é o resumo da organização do futuro. A disrupção está reescrevendo as regras de todas as indústrias. Empresas precisam operar de forma ágil, portanto, seus líderes devem proporcionar mais autonomia para as equipes inovarem, experimentarem e errarem. Liberdade, tolerância e transparência são novos preceitos para possibilitar empresas lucrativas que precisam criar uma cultura ágil para responder às grandes mudanças da sociedade e da economia.

O novo profissional

Liberdade, autonomia e trabalhar com algo que lhe satisfaz. O profissional caminha para um novo horizonte. No entanto, os desafios do novo mundo do trabalho exigirão novas habilidades. Podemos citar diversas mas, certamente, a mais importante é ser autodidata. Aprender rápido o que precisa para aplicar o conhecimento em prática. Até hoje era comum as empresas oferecerem bolsa para MBAs, cursos in company. O novo profissional deverá desenvolver sua própria trilha de aprendizado e carreira.

Figura 5: As diferenças do profissional atual.

A NOVA CARREIRA

Até pouco tempo, a idade de uma pessoa refletia o estágio de vida e de carreira dela. No começo dos 20, era provável que esta pessoa estivesse terminando a faculdade e trabalhando como estagiário. Uma pessoa com 30 anos possivelmente já estaria na primeira década da sua carreira profissional, com possibilidades da primeira promoção. Uma pessoa aos 60 anos, certamente estaria em vias de aposentar-se e curtir a vida. Esta jornada era bem linear e cada etapa tinha começo e fim.

Estamos no meio de uma mudança em que a carreira não será mais linear. Em primeiro lugar porque o que aprendemos está ficando obsoleto cada vez mais rápido. Se antes um conhecimento e habilidade tinha pelo menos 10 anos de vida útil, hoje já caiu para 5 anos, e continua caindo. Portanto, o aprendizado contínuo é crítico para o sucesso profissional.

Em segundo lugar, teremos uma vida produtiva de 60–70 anos. Isso significa que teremos mais múltiplas carreiras. Portanto, teremos que passar por novas fases de exploração, de auto-conhecimento e reinvenção das nossas vidas profissionais. Neste cenário, desenvolver diferentes profissões, vocações e hobbies é perfeitamente possível, seremos poli-profissionais tendo chances de ser mais felizes no trabalho.

As habilidades do futuro

Figura 6: As habilidades do futuro. Fonte: Relatório World Economic Forum — Future of Jobs 2018, set 2018.

As profissões do futuro

A medida que a tecnologia se torna mais sofisticada, o trabalho pesado, operacional e automático não será mais executado por nós humanos, como hoje vemos na construção civil, nas indústrias, nos caixas de supermercado. Mas, de acordo com Jeff Schwartz, heads de Human Capital da Delloite, “Nós humanos não devemos entrar na corrida com a tecnologia, mas criar a corrida, estabelecer regras e os objetivos”. Para isso, será necessário entender a tecnologia e mais, saber como e para que fins aplicá-la.

É isso que mostra esta tabela do Relatório do WEF de 2018. As novas profissões exigem pensamento analítico, crítico e conhecimento de tecnologia, enquanto profissões que utilizam tarefas rotineiras e repetitivas serão redundantes e competirão com robôs e AI.

Figura 7: Profissões que estão em crescimento e queda. Fonte: Relatório Fórum Econômico Mundial 2018
Figura 8: Profissões do futuro. Um estudo feito pelo Senai, levantou pelo menos 30 profissões em diferentes `areas que devem ganhar relevância nos próximos 10 anos. Este levantamento aponta profissões de nível médio e superior em diferentes segmentos

Conclusão

Então como se preparar para o futuro do trabalho?

Em primeiro lugar, ter humildade. Humildade não é aquela encarnada por uma pessoa simples, mas ligada ao aprendizado ou conhecimento. Se ser humilde em aprender é tão importante, deve ser fácil identificar líderes com essa personalidade no mundo real.

Sundar Pichai, do Google, o engenheiro nascido da Índia responsável por Chrome, Android e Google Apps, regularmente procura o conselho de quem o rodeia. Mark Zuckerberg, do Facebook, tem uma forte agenda de aprendizagem pessoal. Satya Nadella, da Microsoft, tem como mantra pessoal “aprender tudo, não saber tudo”. E Jeff Bezos, da Amazon, como é descrito por seus colaboradores: “Ele é apenas um aprendiz maravilhoso”.

Em segundo lugar, o professional do futuro deverá ter Flexibilidade. A sabedoria chinesa ensina: “Em noite de tempestade, as árvores rígidas são as primeiras a quebrar. As flexíveis se curvam e deixam o vento passar…”. Muitos negócios e relacionamentos “morrem” por ausência de flexibilidade.

A palavra flexível nos remete à algo maleável, fácil de manejar. Ter a competência da flexibilidade significa estar aberto à novas ideias e apto à responder prontamente por mudanças. A flexibilidade, somada à iniciativa, promove inovação em métodos, processos, soluções e produtos.

Um profissional flexível, diante de um obstáculo, além de abraçar novas ideias, busca aliados para o sucesso da implementação das mesmas, busca soluções inovadoras para atingir os resultados desejados. Transforma, incrementa ou cria processos de trabalho e procura vender suas ideias e propostas de mudança.

Quando o profissional se dispõe a sair da zona de conforto e encontra oportunidade de emitir opiniões e sugestões sobre os processos de trabalho, passa a ser capaz de se questionar, criticar processos e rever paradigmas. Com iniciativa e flexibilidade, impulsiona-se a inovação.

Felicidade, prosperidade e sucesso não combinam com rigidez. Quanto mais rígida é uma pessoa, maior será seu sofrimento. Flexibilidade é uma característica de pessoas bem resolvidas. É uma das melhores estratégias de sobrevivência na vida e nos negócios. Ser flexível é um poderoso diferencial na busca pelos seus objetivos.

Os líderes mais bem sucedidos admitem que não têm todas as respostas e precisam buscar ativamente aprender. Como dizia o professor Henrique José de Souza (1883–1963) “O verdadeiro homem não fica radicado nas suas próprias ideias.”

Essa é a era do “ QUESTIONE TUDO”, a famosa frase de Albert Einstein. A criatividade pessoal e a inovação organizacional dependem da disposição para buscar novas informações. Perguntas e respostas bem elaboradas promovem interações mais suaves e mais eficazes, fortalecem o relacionamento e a confiança e direcionam os grupos para a descoberta.

A fonte de todas as perguntas é a curiosidade, a admiração e a capacidade de deleite. Sustentar o envolvimento pessoal e a motivação tanto na vida quanto no trabalho exige que sempre tenhamos em mente a alegria transformadora de fazer e responder perguntas.

Bem vindo ao mundo do trabalho e não mais do emprego. A uma carreira onde você, somente você, será o protagonista. Se por um lado poderá ter mais flexibilidade e autonomia, por outro, precisará assumir as rédeas da sua própria carreira e de atitudes empreendedoras. Bem vindo à organizações sem hierarquias, sem posições ou cargos fixos. Bem vindo à uma carreira múltipla e mais longa, onde o aprendizado será constante e reinvenção será a ordem. Esqueça do salário como fonte de renda segura e encontre novas formas de rentabilizar. Bem vindo à uma busca maior pelo trabalho com propósito, um mundo mais humano, sustentável e colaborativo.

Fontes:

Relatório Fórum Econômico Mundial 2018- https://www.weforum.org/reports/the-future-of-jobs-report-2018

Future of Work Delloite-https://www2.deloitte.com/global/en/pages/human-capital/topics/future-of-work.html

Thougtworks — http://qaspire.com/2015/11/23/mindset-shifts-for-organizational-transformation/

Mckinsey — Delivering through Diversity McKinsey &Co — 2017, https://www.mckinsey.com/featured-insights/future-of-work

Future of wrk and career — https://www.youtube.com/watch?v=JerJWzTCPq8

Abundancia — Peter Diamods — https://www.diamandis.com/data

The Sharing Economy — Arun Sundararajan — https://mitpress.mit.edu/books/sharing-economy

Platform Revolution — How Networked Markets Are Transforming the Economy–and How to Make Them Work for You- Geoffrey Parker https://www.amazon.com.br/Platform-Revolution-Networked-Transforming-Economy/dp/0393249131?tag=kns00-20&ascsubtag=ea310853-2f43-47f8-8711-af84caf27cc7

Revista Exame — Edição 1145–13–09–2017 — A era da Inovação Radical

http://www.jornaldaparaiba.com.br/vida_urbana/conheca-as-30-profissoes-que-serao-criadas-pela-4a-revolucao-industrial.html

https://hsr.specialistresearchers.com.br/inspiring/interna/-1-2-3-4-5-6-7-8-9

https://medium.com/swlh/the-9-to-5-workday-is-obsolete-and-doesnt-work-for-everyone-81b23479836e