O tempo produtivo de cada um/a
São 5h26 da manhã, já estou com sono, mas não podia deixar a inspiração desta noite passar.
Estou muito contente com minha pequena conquista desta semana.
Brigo com o relógio desde minha pré-adolescência e ele sempre me vence. Porém, nesta fase de reflexões e descobertas em que me encontro mergulhada, uma frase não parou de ecoar na minha cabeça: “mas esse não é meu horário”.
Se não era o meu horário de pensar, trabalhar, produzir, nem existir, o que eu estava fazendo no horário errado? Essa pergunta não parou de me seguir na última semana e rendeu um fruto no meu trabalho mais recente.
No fim de semana passado, decidi fazer uma experiência: estabelecer meu horário de trabalho entre 15h e 3h, com pausa para meu sagrado muay thai e outras coisinhas necessárias, tipo comer ou cozinhar.
Esse horário é estranho para a grande maioria das pessoas. Talvez até para freelancers. Mas é nele que eu funciono perfeitamente e que, principalmente, consigo me concentrar melhor (falarei de concentração em breve).
Com a mudança do horário, outra mudança muito significativa me surpreendeu: a velocidade produtiva. Consegui entregar as traduções do cliente com um pequeno adiantamento.
Para muita gente pode ser uma grande bobagem, mas para mim foi uma conquista enorme. Sempre vivi nos 48 do segundo tempo ou na prorrogação e me sinto extremamente mal por isso. Não surpreende que seja um dos meus pontos principais a melhorar, tanto profissional quanto pessoalmente.
Atribuo a essa primeira vitória, a mudança de horário de trabalho e sono. Se trabalho quando minha mente está a mil, o trabalho rende mais, é óbvio. Para ter certeza absoluta da influência do horário de trabalho na minha produtividade, terei que testar por mais um tempinho. Já terei que ver como vai funcionar tudo quando minhas aulas voltarem. Meu deuso, vai ser bem louco, mas vamos ver como adaptar tudo.
Outro fator que pode ter influenciado: as horas de sono. Há pouco percebi que quando me levanto naturalmente, geralmente por volta das 11h da manhã, não sinto mais sono durante o dia e termino trabalhando muito bem, mesmo logo depois do almoço. Totalmente o contrário do que acontece quando ponho o despertador, levanto mais cedo e me forço a trabalhar quando não funciono bem.

Então, pessoal, o meu conselho de hoje é: ouçam as mensagens do corpo e da mente para descobrir o que funciona melhor para vocês. Não há motivo para trabalharmos em horários que não nos caem bem se temos liberdade de escolha (este foi um dos principais motivos para eu querer largar de vez a vida proletária). Quem funciona melhor de manhã, não se force a trabalhar de madrugada. Quem é notívag@, como eu, não se force a madrugar para começar a trabalhar cedo. Desrespeitar nossas preferências, ou como funcionamos só nos causa problemas dos mais diversos.
Claro que nem sempre podemos fazer tudo assim, de uma forma ideal, mas se pudermos, por que não? O relógio só marca as horas, e não nossa disponibilidade, vontade ou necessidade.
Vou estender essa experiência a outros aspectos da minha vida que ainda estão precisando de muita mudança e ordem, depois virei aqui contar.
Agora vou dormir, pois já passei do horário.
Buenas e me recolho!
