Como é trabalhar como Desenvolvedor Front-End Developer, por Eduardo Matos

Esse post é parte de uma série de entrevistas para o Training Center sobre o que um profissional pode dizer sobre sua área de atuação visando mostrar para outras pessoas como é trabalhar no que fazem, esclarecendo para algumas pessoas se elas se dariam bem trabalhando na área ou mesmo só para mostrar para outras pessoas como é trabalhar com isso.

Essa entrevista foi enviada para o Eduardo Matos, Front-End Developer na GetNinjas, super ativo nas comunidades e pai de primeira viagem.

Introdução

Meu nome é Eduardo Matos e eu sou desenvolvedor fazem mais de 10 anos. Atualmente trabalho na GetNinjas, a maior plataforma de contratação de profissionais e serviços do Brasil, como desenvolvedor front-end.

Como você conheceu a área de Desenvolvimento Front-End?

Eu comecei a me interessar por programação logo que fiz aqueles famosos cursos do pacote Office oferecidos pelas escolas de informática na época, isso lá pros anos 2000. Eu realmente me interessei por HTML, mas comecei a dar aula de digitação para crianças e idosos. Foi uma experiência muito bacana, principalmente pra exercitar esse lado de ensinar e principalmente a ter paciência com as pessoas com mais dificuldades de aprendizagem.

Em 2005 eu comecei a faculdade de Ciências da Computação ainda com uma ideia não muito clara do que era a área que eu gostaria de atuar. Enquanto isso, eu fazia pequenos projetos de websites, usando ASP, JavaScript e HTML/CSS. O maior desafio era manter um site no ar com todas as limitações que tínhamos na época — incompatibilidade entre browsers, linguagens limitadas e antigas, etc..

Por que você escolheu ser Desenvolvedor Front-End?

Logo depois de iniciar a faculdade eu já comecei a ter noção de que as possibilidades no mundo de tecnologia eram grandes e que eu precisaria focar em aprender alguma delas. Eu acabei escolhendo web porque enxerguei uma ótima oportunidade e futuro.

Eu acabei escolhendo web porque enxerguei uma ótima oportunidade e futuro

Como foi o seu primeiro trampo?

Meu primeiro trabalho na área, apesar de já ter dado aulas de HTML e CSS quando era adolescente, foi numa agência de publicidade em São Paulo. Lá aprendi a trabalhar com uma aplicação bem maior e mais robusta das que eu estava acostumado.

Embora havia muita coisa bagunçada, comecei a ver o impacto do meu trabalho de forma muito maior. Esse era o maior desafio e receio, pois um erro na aplicação poderia causar um prejuízo grande para a empresa.

Nessa primeira experiência “oficial” como emprego, tive a mentoria do meu amigo Willian Arantes, que era meu chefe. Foi um período de muita aprendizagem e, com a experiência dele pude entender melhor como funcionava o workflow e as melhores práticas pra manter um sistema de grande porte. Valeu demais Will!

Quais são as skills de quem trabalha nesta área?

Na minha opinião todo(a) desenvolvedor(a) precisa aprender lógica de programação, no mínimo. É a base de qualquer linguagem e é essencial pra desenvolver raciocínio lógico. Além disso, uma boa base nas linguagens de baixo nível podem ajudar a entender mais as novas e mais recentes.

Como soft skills, entender do negócio que você trabalha, saber se comunicar bem, lidar com opiniões contrárias, saber metodologias de trabalho como Scrum e Agile e saber dizer “eu errei” são as que acho mais importantes.

Quais são os principais desafios da área?

Hoje, eu vejo que há uma certa facilidade em subir qualquer aplicação e começar a vender um produto. As dificuldades estão mais em entender como as aplicações podem crescer com saúde e manutenibilidade, e como serem claras para outras pessoas que entrarem posteriormente num projeto.

Testar a funcionalidade que você fez é uma das coisas mais trabalhosas que eu vejo, principalmente quando falamos no mundo front-end. A variação de browsers e funcionalidades disponíveis em cada um é o que mais dificulta esses testes. Atrelado a isso, temos um novo mundo de resoluções com o crescimento absurdo do mobile nos acessos à internet. Junte tudo isso e vai perceber que é uma área bem sinuosa e delicada.

O que pode mais dar errado quando se programa é fazer algo muito rebuscado, com muito detalhe e otimização precoce. Pra mim, balancear isso tudo é o que torna um projeto um sucesso ou fracasso.

A variação de browsers e funcionalidades disponíveis em cada um é o que mais dificulta esses testes

Quais são as principais recompensas da área?

A maior recompensa pra quem trabalha com front-end é ver o resultado do seu trabalho impactar a vida de outras pessoas. Saber que uma tela que você codificou pode simplesmente mudar a vida financeira ou até a saúde de alguém é o que mais me motiva e me faz sentir recompensado.

Trabalhar remoto, hoje, já é uma realidade, seja parcial, algumas vezes por semana, ou total. Nossa área não tem desculpas pra que se exija a presença de todos num local físico. Como um amigo meu diz, o Fellipe Azambuja, nada substitui o presencial, mas o ganho em outras coisas como deslocamento, conforto e foco são muito grandes.

Felizmente nossa área tem sido premiada com salários bons, salvo as exceções de empresas que exigem mais do que o normal num cargo não tão especialista.

Nossa comunidade é muito forte. Um exemplo disso são os eventos de front-end que sempre estão lotados e os grupos online no Facebook e, mais recentemente, no Github, no caso do https://github.com/frontendbr.

Você pensa em mudar de área?

Eu já brinquei diversas vezes com minha esposa sobre largar desenvolvimento e virar cozinheiro ou dono de um restaurante. Eu realmente gosto de cozinhar, mas não tenho as habilidades necessárias para isso. Tirando a brincadeira, eu não me vejo hoje trabalhando em outra área. É o que gosto e o que me motiva.

É claro que, abrir o restaurante ainda continua como sonho.

Por que alguém deveria se tornar um(a) Desenvolvedor(a) Front-End?

Eu acho que o motivo principal em se tornar um(a) desenvolvedor(a) front-end precisa ser a empatia com as pessoas que utilizam a web. Ter em mente que diversos perfis de usuários acessam o site ou sistema que você trabalha é muito importante pra medir o impacto do que você faz. Tendo em mente isso tudo, fazer interfaces acessíveis e prevendo cenários que tenham uma experiência ruim para o usuário, já te dá uma motivação grande em entrar na área. O dinheiro e o reconhecimento surgem quando você faz seu trabalho com esse foco. Tudo é uma consequência daquilo que você escolhe como objetivo.


Este foi um post sobre como é trabalhar como Front-End Developer, porém temos também sobre como é trabalhar como Consultor de TI, por André Baltieri, Coordenador de Sistemas, por Jhonathan Souza Soares, Quality Analyst Engineer, por Úrsula Junque, Full-Stack Developer, por Ana Eliza, Desenvolvedor Front-End, por Felipe Fialho e muitos outros. Confere lá!

Continue acompanhando nossos posts sobre como é trabalhar nas áreas relacionadas a desenvolvimento de software.

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