Por que você começou a programar?

Bom, essa é uma pergunta tão recorrente que resolvi escrever um artigo sobre. Porém não se trata de uma lista com todos os motivos e sim como fui cair nesse mundo tão maravilhoso.

Começamos pelo começo, quando as pessoas perguntam o porquê de eu ter escolhido essa área como profissão ficam surpresas com a resposta, por não ser a história da menina que sempre gostou de programação e começou a carreira aos 10 concertando computadores e escrevendo programas para a família. A minha história é um pouco diferente do que a comunidade encontra e eu pensava ser a única desse tipo até escutar o podcast em que o Vinicius Reis contou a sua história. Temos bastante coisas em comum, como o sonho de ter outra profissão, o acesso a tecnologia tardio e meio que o início da carreira.

Desde sempre eu soube que iria fazer alguma faculdade, só não sabia qual. Meus pais, apesar de não terem concluído o ensino médio sempre souberam o valor “dos estudos” e passaram esses valores para os meus irmãos e eu. No terceiro ano do ensino médio no mes de dezembro escolhi o meu curso, análise de sistemas, dentre os motivos o fato de um curso tecnólogo te preparar para o mercado de trabalho mais rápido. Eu tinha 17 anos e estava louca para ter a minha independência.

eu escolhendo o meu curso e a minha família comemorando a primeira filha com esperanças de ter um diploma

Quando comecei não sabia o que esperar. Confesso que li a grade e não entendi bulhufas do que ela dizia, então comecei a pesquisar sobre a área e fiz alguns cursos livres na internet até as aulas começarem.

Quando as aulas começaram foi uma grande decepção, eu não entendia nada do que os professores falavam e passava a maior parte do tempo sentada escutando sobre conceitos, no primeiro semestre tivemos UMA matéria sobre programação (portugol). Foram 5 semestres nesse ritmo até que cheguei ao fim tendo programado muito pouco e não sabendo muito bem o que iria seguir, terminei como comecei.

Frustrada, com um diploma dizendo que eu tinha uma graduação em análise e desenvolvimento de sistemas e sem ideia para onde iria seguir, esse foi o meu cenário até que em julho de 2016, sem o compromisso da faculdade comecei a estudar por conta própria. Então comecei a conhecer pessoas da área, entrei em grupos de estudos li algumas dezenas de livros e artigos e finalmente conseguir o primeiro emprego na área (mais detalhes sobre isso em outro artigo).

O grande resumo da ópera foi que programação era a matéria que, apesar de não ser a mais fácil — muito pelo contrário — , foi a matéria pela qual mais me identifiquei, ela foi a que eu tive mais afinidade em continuar estudando após o término da graduação.

Inteligência é aprendida!
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