Referências são sempre boas?

A relevância dos “blogs de referência”


A internet é um universo de informação em constante crescimento. Sua imensidão e mutação incomparável torna impossível traçar um mapa definitivo de navegação. Cada pessoa acaba encontrando as informações que busca de maneira diferente. Milhares de variáveis (e o algoritmo do Google) determinam a relevância da informação que terá acesso.

Muitas vezes, costumamos recorrer a outros sistemas, a fim de encontrar informações diferenciadas. Buscamos então uma fonte “alternativa”, orgânica, mais passível de imprecisão, entretanto, mais familiar e semelhante a nossa própria natureza: outros seres humanos.

Por mais filtros que sua busca tenha, nada torna o conteúdo mais relevante do que a indicação feita por uma pessoa que admira, confia e que demonstra conhecimento em determinado assunto.

Pela lógica, dentro da atmosfera que envolve o design, as referências óbvias seriam autores de livros, profissionais de sucesso e estudiosos do campo. Porém, na internet esses mesmos disputam a atenção com os chamados websites ou blogs de referências.

Não vou entrar aqui na discussão sobre se esse ou aquele blog é bom ou ruim, pois pela minha própria experiência navegando por esses sites, sei que existem blogs fabulosos, com conteúdo autoral estruturado e material com base científica e crítica, como também há alguns que simplesmente replicam conteúdo de outros websites, dizem um “olha que legal” totalmente descontextualizado e ganham alguns trocados com um monte de banners publicitários.

A questão que quero levantar com relação à relevância do conteúdo é:
Até que ponto a(s) pessoa(s) por trás desses blogs, tem a capacidade de escolher o que é bom ou não é para a formação do seu repertório?

A razão de escrever sobre esse tema é porque estou em processo de desintoxicação. Meu Feedly (leitor de RSS) está abarrotado de feeds de blogs de referência. São tantos que nem consigo acompanhá-los. Quando vou “lê-los” parece que estou fazendo zapping na TV. Levo centésimos de segundos zapeando por 90% dos posts. É uma sobrecarga de informação que não é absorvida por falta de contexto ou ligação com o que realmente me interessa.

Sendo assim, estou tomando as rédeas da situação, pois boa parte dos meus “curadores” não fazem a mínima ideia de quem eu sou e do que preciso.

Estou reestruturando minhas referências, buscando a fonte da informação e conhecendo a história em que estão inseridas. As mesmas ferramentas utilizadas para acompanhar os blogs de referência (Feeds, Behance, Facebook, Twitter, Instagram, Pinterest, etc) também servem para seguir os artistas, profissionais e instituições que desenvolvem os trabalhos divulgados por esses blogs. Dessa forma, também se reconhece e credita diretamente os indivíduos responsáveis pela criação do conteúdo.

Ou seja, se posso ter a informação direto da fonte, completa, com antecedência e contextualização, por que esperar que outra pessoa possa, ou não, fazer isso por mim?

Não tenho a intenção de me livrar completamente dos blogs, até porque muitos deles fazem parte do meu dia a dia e me ensinam muita coisa. Porém, espero que com essa “peneirada” no conteúdo possa separar o joio do trigo, com o objetivo de conseguir mais tempo para focar em projetos e trabalhos que realmente tenham maior impacto na minha formação cultural e profissional.

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