Para quem?

Escutamos os contos da vida de horror
 Que seguimos transformando
 Em coisas lindas
 Extraordinariamente maravilhosas

Com toda a graciosidade que existe
 Em existir
 Insistindo nas sextas-feiras e nos outros dias
 Em continuar

Contra as prisões na Terra
 Já que não há ninguém nos outros planetas
 Dentro de vocês existe apenas o estranho enclausurado
 Que morre de vontade de sair

Nem o vento conhece a liberdade
 E ele sussurra num lamento
 Em meio às folhas das árvores,
Porém, penso em nós

Nós também não a conhecemos,
 Mas não sussurramos
 Escrevemos torto, sem linhas
 Histórias