BARBARIZE, COM BOM SENSO.

© Xavier Caré / Wikimedia Commons, via Wikimedia Commons

Deslizar sobre as águas em alta velocidade é sem dúvida uma atividade bastante divertida e vibrante, as motos náuticas, também conhecidas como jet-skis são poderosas máquinas que podem transformar toda diversão em pesadelo se alguns cuidados forem deixados de lado.

De acordo com a National Transportation Safety Board, uma organização independente nos EUA, criada em 1967, e responsável pela investigação de acidentes de aviação, autoestradas, marinha, entre outros, as causas mais comuns de acidentes com jet-skis são a velocidade excessiva, a desatenção e imprudência dos pilotos e o consumo de álcool.

Recentemente outro aspecto sobre acidentes com jet-skis que vem sendo discutidos é a relação de potência X peso, que nos últimos anos se tornaram ainda mais leves e potentes incrementando ainda mais emoção e os riscos envolvidos nessa experiência náutica.

By Rémi Caron (Kangour’HOP) [CC BY-SA 3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)], via Wikimedia Commons

O risco pode passar desapercebido, mas quando se faz um comparativo com as motos de asfalto se nota a profundidade dessa questão que aborda a relação entre potência x peso dos jet-skis. Vejamos um exemplo: normalmente quem não sabe andar de moto, não começará pilotando uma de 1500 cilindradas. Mas quando falamos de jet-skis isso é uma prática frequente.

Um garoto franzino de 55 kg montado num brinquedo de 370 kg a uma velocidade de 70 km/h está no controle de uma quantidade incrível de energia — que se não forem tomadas as devidas precauções poderá se tornar uma catástrofe.

Por isso, pensamos em algumas dicas para minimizar os riscos sem deixar a experiência menos excitante:

1. Nunca navegue antes do nascer ou depois do pôr do sol

Apesar de ser uma exigência da marinha, muitos negligenciam a regra e se lançam ao mar mesmo com a baixa visibilidade.

2. Cordão de segurança não é artigo decorativo
 
Colete salva vidas e o cordão de segurança são itens essenciais quando se fala em segurança na pilotagem, um ponto que vale destaque é onde conectar o cordão. Tim Brereton, que atua como imediato em superyacht nos EUA, aconselha conectar o cordão sempre no próprio colete. “Em um eventual acidente em alta velocidade, caso o cordão esteja preso ao pulso ele poderá escapar e o jet-ski continuará em movimento sem o piloto, o que não aconteceria caso estivesse preso ao colete”, ressaltou Tim, em entrevista ao editor.

3. Antecipe os seus movimentos

É comum o piloto se “emocionar” e acelerar fundo em linha reta quando pega um dia de mar calmo. O problema é que no percurso se esquece que precisa voltar e quando se dá conta disso, vira rápido demais ou desacelera bruscamente, em ambas as situações o “tchibum” não programado pode ser o desfecho. Tenha sempre um itinerário mental, busque por boias, poitas e balizas para servir de referência no seu caminho e mantenha sempre uma distância segura para realizar a manobra assim como de outras embarcações.

4. Conheça o seu limite

Duas práticas precisam ser evitadas, a primeira é a de acelerar a uma velocidade em que não se sinta confiante, pois isso é o ensaio do acidente, e a segunda, é que com medo o piloto tende a agarrar o acelerador na posição aberta dando ainda mais velocidade ao jet-ski, transformando-o num míssil desgovernado.

By Feras Nabil Battikh (Own work) [CC BY-SA 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)], via Wikimedia Commons

5. Não de “chuveiradas” em ninguém

Colocar o jet-ski na rota de colisão de um cidadão para manobrar quando já estiver bem próximo só para o infeliz receber respingos de água salgada colocando as suas vidas em risco.

Depois de tomar conhecimento dessas dicas, agora é botar o jet na água e barbarizar com bom senso, ainda que possa parecer paradoxal, essa é a chave para que a diversão nunca acabe.

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