Logística: uma nova estratégia de lucro

Logística, uma palavra de origem grega tem em seu significado mais bruto a ideia de contabilidade seguida de organização. Para o francês, o termo “logistique”, de mesma origem, era muito usado no planejamento estratégico de combates e significava “planejamento e realização de vários projetos” e se relacionava às etapas de armazenamento, distribuição e manutenção de todo tipo de material necessário para o bom funcionamento de um pelotão. Para a matemática, logística relaciona-se ao uso das quatro operações fundamentais.

Pensando de maneira prática, a logística insere-se no atual contexto de globalização tal como a junção de todos os significados anteriores de forma bem simples: a soma, subtração, multiplicação e divisão de serviços, produtos e pessoas, de um lugar para outro, com o intuito de suprir determinada demanda, otimizando parâmetros como tempo, custo e qualidade.

A logística é vista hoje como uma importante ferramenta de conquista de um mercado global, ao passo que muitas empresas investem em seus setores responsáveis pelo fluxo de materiais e informações, e outras são abertas com o intuito de prestação de serviço específica no setor logístico, tamanha a demanda de atenção que esta vertente consome.

O conceito de “logística integrada”, que tem sido usado como uma forma adaptada da então “logística”, tendo sua origem na mudança comportamental das empresas diante de cinco fatores principais do atual cenário econômico:

  • Instabilidade econômica local, que é fator importante ao analisarmos o conceito internacional de algumas companhias, que agora passam a se preocupar não só com seu território sede;
  • A globalização, que tem implicado novos desafios de transporte sempre procurando a melhor relação custo X tempo;
  • Demanda cada vez mais específica por determinados produtos em diferentes mercados, fato que aumenta o grau de complexidade de distribuição;
  • Grande rotatividade de produtos, já que estes se tornam obsoletos cada vez mais rapidamente, o que demanda da empresa muito comprometimento quanto ao estudo do consumidor para só então gerir reabastecimento de seus estoques, compra de matérias-primas entre outros gastos que hoje são mais facilmente revertidos em prejuízos;

Diante de tal contexto, as empresas passaram a assumir a logística como um importante meio de união entre seus processos, indo do conceito de “ótimos locais” para o conceito de um globo sem fronteiras com o termo “ótimo global”, de forma que surge a necessidade de uma gestão eficaz de toda uma linha produtiva em escala internacional.

É onde nasce a ideia de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management ou SCM), responsável pelo sucesso do case logístico implementado na rede Walmart.

O fato é que a gestão de uma logística integrada vem mudando o cenário tanto no que diz respeito à relação entre indústria e consumidor quanto à relação entre as empresas. O planejamento colaborativo entre diferentes companhias é desenvolvido com o intuito de analisar dados de demandas e estudar estratégias de logística juntas, somando bons resultados através do já conhecido Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment (CPFR).

No atual cenário, é inegável a importância de uma gestão logística bem feita e consolidada dentro de uma grande companhia, e tendo isso em mente, muitas empresas se firmaram como grandes provedoras de serviços logísticos internacionais, e fizeram de seus serviços prestados algo imprescindível à boa prestação de produtos e serviços de outras companhias — que terceirizam seu setor logístico.

Empresas como Júlio Simões, CEVA, Rapidão Cometa, DHL, SCHIO, FedEx, TNT Mercúrio, entre outras, construíram grandes negócios tendo como base a ideologia de qualquer consultor de sucesso: a solução de problemas através da prestação de um serviço de qualidade superior no menor tempo possível.

A mundialmente conhecida rede de varejo Walmart sentiu na pele — e no bolso — a importância do desenvolvimento de uma rede integrada de logística, e ainda, a necessidade de se enxergarem como provedores logísticos para então conseguirem o tão almejado crescimento de seu comércio online.

Rede Walmart: exemplo de superação de problemas pelo desenvolvimento de uma logística própria

Foi de forma desastrosa, em uma parceria com a rede Visa, que o Walmart pôde ter a dimensão dos problemas causados por uma gestão ineficiente de seus estoques. Em uma estratégia de marketing online, foi proposto ao público-alvo, gamers, que se a hashtag #JuntosPeloDescontoVisa atingisse 5000 “tuítes” uma grande promoção aconteceria na compra de um jogo específico se o cartão Visa fosse utilizado para tal. O que eles não esperavam era o tamanho do sucesso da ação, que rendeu um marketing reverso enorme feito por milhares de consumidores que não tiveram seus pedidos atendidos por falta de suprimento em estoque e usaram também a internet para compartilharem seu descontentamento com as duas marcas.

Hoje a garantia de não existência de produtos indisponíveis em seu estoque é resultado de um investimento inicial grandioso da rede Walmart no setor que vem cada vez mais provando sua importância dentro das grandes companhias: pessoas. O desenvolvimento de uma rede própria de logística abre a possibilidade da companhia de se adequar da maneira que for necessária aos novos padrões de consumo, sem ter que depender de uma terceirizada para tal, podendo assim moldar-se da melhor forma possível para otimizar o atendimento aos clientes.

São os colaboradores os responsáveis pelo crescimento estrondoso da rede como uma mundialmente conhecida no setor logístico, altamente competitiva, de tal maneira que as equipes montadas têm como objetivo a quebra de barreiras entre um setor e outro da empresa. Dessa forma, os micro-grupos dentro da grande companhia hoje são vistos como um só time de pessoas trabalhando em prol de um único objetivo: entregar onde quer que seja o que quer que seja.

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