Startups brasileiras: do sonho à realidade.

Nos últimos anos, houve uma enorme revolução tecnológica, principalmente no acesso à informação e na forma de comunicação entre as pessoas. O alto investimento em tecnologia e pesquisa da empresa americana Apple, liderada por Steve Jobs, resultou no surgimento do primeiro iPhone em 2007. Hoje, nove anos depois, são mais de 2,6 bilhões de unidades de smartphones em todo o mundo.

Atualmente, a venda de smartphones continua aumentando e estima-se que o e-commerce mundial tenha crescido a uma taxa de 10% ao ano desde 2010. A expectativa é que haja um crescimento ainda maior nos próximos anos.

Nesse contexto, o ramo dos negócios mudou drasticamente. Ao mesmo tempo que grandes empresas consolidadas tiveram que se adaptar aos smartphones, startups foram criadas e, rapidamente, cresceram movidas por eles.

No Brasil não foi diferente. Apesar da crise econômica, uma geração de empreendedores digitais explorou o mercado de aplicativos e já atrai investimentos milionários. É evidente que essas empresas bem-sucedidas apresentam uma ideia boa e preenchem algum “gap” deixado pelas grandes, mas, mais do que isso, são empresas enxutas, organizadas e focam em um relacionamento mais fácil e menos burocrático com o cliente.

Vamos apresentar algumas das Startups brasileiras que mais cresceram nos últimos anos, explicitando suas vantagens e as justificativas para um crescimento acelerado em tão pouco tempo.

Nubank: É uma empresa emissora de cartões de crédito que tem um modelo de negócios digital. Além de não cobrar tarifa anual pela utilização do cartão, o aplicativo permite que os clientes acompanhem os gastos mais facilmente pelo smartphone. Outra vantagem é oferecer um serviço mais eficiente e com menos burocracia, já que tudo pode ser resolvido pelo celular. A Nubank já levantou 130 milhões de reais em investimentos — 90 milhões em 2015.

99Taxis: 99Taxis é um aplicativo cuja principal função é facilitar os pedidos de táxis. Em outubro de 2015, é estimado que o número total de corridas mensais tenha sido de 3,5 milhões. Com um crescimento acelerado, a 99Taxis captou125 milhões de reais no último ano impulsionada por um produto rápido, simples e seguro.

PSafe: Diante do crescimento do número de aplicativos por smartphone, a PSafe viu uma grande oportunidade. Ela oferece antivírus e aplicativos de segurança para smartphone. Oferecendo um produto de fácil usabilidade e grande proteção, o PSafe Total, aplicativo da Startup, foi classificado como um dos melhores antivírus do mundo para Android e captou um investimento de 125 milhões de reais em 2015.

Loggi: Criada em 2013, a Loggi é uma startup que, por meio de um aplicativo, facilita as entregas de encomendas por motoboys. Aproveitando-se do trânsito caótico das principais cidades brasileiras, a Loggi facilita tanto o trabalho do motoboy que pode trabalhar com mais autonomia, quanto das empresas contratantes que acompanham o trajeto do produto e conseguem melhores formas de pagamento. O sucesso foi consequência de um bom produto: em 2015, a empresa atraiu um investimento de 50 milhões de reais.

Conclusões:

Não é novidade que empresas do mundo todo estejam crescendo por causa da “Revolução dos Aplicativos”. Empresas internacionais famosas, como Uber e Spotify são exemplos de sucesso nesse meio digital. Estima-se que o Uber, criado há cinco anos, já valha em torno de 64 bilhões de reais. O crescimento acelerado contrasta com o risco de tornar-se ultrapassado e obsoleto. No desenvolvimento exponencial tecnológico, inovar é necessário para se manter crescendo, o que possivelmente justifica o sucesso do Uber — um serviço novo e melhor é criado corriqueiramente de acordo com as necessidades do mercado.

A novidade está na nacionalidade das quatro Startups mencionadas acima — todas são brasileiras. Apesar de ser um país em crise econômica e com um baixo investimento em inovação, o espaço para empreender no Brasil ainda existe. Mais do que ideias boas, os quatro exemplos de sucesso apresentados são simples, práticos, oferecem um serviço com menos burocracia e, principalmente, colocam o relacionamento com o cliente como prioridade. Com mais dinheiro circulando no país e uma melhora na oferta dos serviços, o maior benefício é claro: uma melhor qualidade de vida para o cidadão brasileiro.