Aprenda o que é micro-learning e porque ela está mudando a dinâmica do ensino

Quer saber como o micro-learning pode ajudar em sua UI?

Você sabia que uma pessoa consegue se concentrar por apenas 8 segundos? É tempo suficiente para uma época onde as notícias são compartilhadas utilizando 140 caracteres e as conversas são feitas por meio de emojis.

E será que apenas 8 segundos são suficientes quando se quer aprender algo? É nesse contexto que surge o micro-learning, uma maneira eficiente de transmitir conteúdo, principalmente no cenário caótico que vivemos hoje, onde os smartphones nos acompanham em qualquer lugar e o tempo é um recurso escasso.

Concentração de uma pessoa é menor que a de um peixe dourado.

Afinal, o que é micro-learning?

Micro-learning lida com unidades de aprendizagem relativamente pequenas e de curto prazo, são micro-perspectivas que facilitam o processo de aprender algo novo respeitando nosso déficit de atenção.

É um termo recente e frequentemente utilizado para a área de e-learning. O micro-learning foge dos modelos tradicionais e diminui consideravelmente a carga cognitiva do aluno que se dispõe a aprender algo. Mas também pode ser utilizado em outros contextos como, por exemplo, na hora de ensinar o usuário a utilizar um aplicativo pela primeira vez. É comum encontrarmos aplicativos que nos recepcionam com cards contendo uma ilustração e uma frase pontual explicando algum recurso. Essa maneira de transmitir pequenas frações de informações instrucionais também faz parte do micro-learning.

Apesar de ser um método relativamente novo, existe alguns cases interessantes que utilizam esse processo de aprendizagem. O aplicativo Primer desenvolvido pela Google é um bom exemplo, conseguiu unir conceitos de micro-learning e boa interface para atingir o objetivo de ensinar lições de marketing.

Primer e seu processo de micro-learning

Imagem retirada deste artigo: https://goo.gl/Uh46Ah

O aplicativo surgiu com alguns propósitos definidos: ensinar marketing digital em 5 minutos ou menos, ser um aplicativo convidativo, intuitivo e garantir que as pessoas continuem estudando.

Para alcançá-los, o conceito de micro-learning foi amplamente explorado. O uso de interações já conhecidas, como o gesto swap, garantiu ao aplicativo um ótimo nível de interatividade. Os cards são agrupados em grupos de 3 a 7, sendo renovados a cada vez que o usuário chega ao último cartão, liberando um novo grupo.

Concluir uma pilha de cartão é uma micro-realização no processo de aprendizagem, porque o usuário não precisa finalizar todo o curso para ter a sensação de que aprendeu algo. O aprendizado acontece durante toda a interação.

Para reforçar o que foi aprendido, o usuário participa de jogos simples no formato puzzle, montando um quebra-cabeça ou selecionando opções ilustradas. Essas interações que vão além da leitura, tornam os usuários mais confiantes e hábeis na hora de construir conhecimento.

Essa confiança é fruto do processo de micro-learning, que respeita a carga cognitiva do usuário e propícia uma sensação de missão cumprida, para quem oferece e para quem absorve o conteúdo.

O futuro do micro-learning

Há razões para acreditar que o micro-learning vai ganhar proporções significativas nos próximos anos e substituir os modelos padrões de aprendizagem, que em sua grande maioria são ineficientes e demandam muito tempo para alcançar resultados.

1 — Micro-learning é ideal para qualquer dispositivo, hora e lugar.

Hoje 6 milhões de pessoas se conectam diariamente por dispositivos móveis. Nosso comportamento está sendo influenciado diretamente pelas novas tecnologias, modificando a maneira como vivemos e aprendemos as coisas. Por isso, lições em dispositivos móveis precisam ser curtas e pontuais.

A aplicação Duolingo é outro ótimo exemplo de utilização de micro-learning, e possui uma forma de ensinar semelhante ao Primer. A diferença está no propósito, mas o uso de micro-learning segue as mesmas características de textos pequenos e pontuais, divididos em módulos que precisam ser completados. A aprendizagem ocorre durante todo o processo, acertando ou errando a questão.

2 — As redes sociais abriram portas para o micro-learning

Redes sociais como o Twitter estimulam os usuários abstraírem o conteúdo. Transformar uma ideia ou conceito em uma frase com 140 caracteres não é uma tarefa fácil, mas pode ser mais eficaz que um texto longo.

O fato é que as redes sociais já criaram um ambiente propício para a aprendizagem em pequenas etapas, adaptando os usuários para receber conteúdos menores e sucintos.

3 — É mais rápido, fácil e barato de criar

Desenvolver um curso, ou qualquer outro material utilizando o método de micro-learning, proporciona economias significativas de tempo e dinheiro.
O formato elimina tempo em sala de aula, gastos com instrutores e locação de lugares para aulas, que são recursos finitos e caros.

4 — Envolvimento da Google

O envolvimento da Google com essa nova metodologia de ensino deve ser vista com bons olhos. Principalmente pelo fato da gigante ter produzido um aplicativo que aplica o conceito de micro-learning e por estar participando de rodadas de investimento do Duolingo.

Além disso, o fato de carregar uma "titularidade" de empresa inovadora assegura que o micro-learning é algo eficaz, que deve ser aperfeiçoado e aplicado cada vez mais.

Processo de micro-learning utilizado pelo Duolingo.

De um lado temos uma maneira eficiente de ensinar e transmitir conteúdo, de outro, encontramos interfaces cada vez menores, relógios inteligentes
e smartphones que nos acompanham diariamente. Blocos enormes de textos estão cedendo o lugar para micro-textos. Não estamos mais deficienentes
de interface como estávamos anos atrás, pelo contrário, nos deparamos
com interfaces interativas e com diversos meios de usá-las.

É um processo natural e veremos cada vez mais a utilização do micro-learning e de micro-interações. E não podemos ignorar o fato de que precisamos dessa mudança, afinal nossa concentração dura apenas
8 segundos.



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