Uma história de quem só descobriu que não gostava de Guiness na Irlanda

Quando fui para a Irlanda, eu não tinha nenhuma vibe cervejeira. Tomava um gole ali, outro aqui, mas a bebida não era meu alcoólico preferido. Sim, eu fui uma das doze pessoas no mundo todo que chegaram em Dublin sem grandes pretensões guinessísticas. Na verdade, eu nunca nem tinha provado Guiness.

Passei quatro dias na capital irlandesa, bati perna, visitei parques, participei de walking tours, ouvi histórias, comi cordeiro mas não tomei Guiness. Em partes, também, porque a Amanda daquela época ainda tinha vergonha de sentar em um bar sozinha e se curtir, então nada de Guiness para mim.

Até a minha última noite em Dublin.

Eu queria ir a um Musical Pub Crawl e a argentina que tinha acabado de chegar no quarto do albergue resolveu me acompanhar. Seguimos para Temple Bar, encontramos o grupo e começamos nossa peregrinação.

Na primeira parada, resolvemos pedir uma Guiness para cada — eu jurava que tínhamos rachado um pint, o que teria sido muito mais inteligente da nossa parte, mas a fotografia não mente e foi um para cada, mesmo.

Nós éramos virgens em Guiness, mas estávamos otimistas. Na frente do salão, os guias do tour bebiam aquele líquido preto como se fosse água. Nossos pints chegaram. Estávamos emocionadas.

Experimentei e achei méh. Continuei tomando e um pouquinho mais pra frente achei enjoativo. Aquele fundo de café não me agradou porque, afinal, eu não sou lá grande fã de café. Caro também não curtiu e deixou parte da cerveja dela no copo. Partimos para a água, não sem ficarmos um pouco desapontadas.

Lá na frente, os guias continuavam bebendo Guiness, e assim seguiram pelo resto da noite.

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