Dia 104: Pessoas, a vida online e daily vlogs
No inicio da minha adolescência, anos atrás, era fácil me encontrar na internet pestanejando sobre o quanto eu odiava estar rodeado de pessoas. Se você foi atingido por qualquer tipo de comentário que eu possa ter feito naquela época, saiba que eu canalizei aquilo tudo dentro da minha cabeça e identifiquei o problema: Pessoas não são ruins. Eu só precisava saber lidar com idiotar.
Uma vez que eu descobri que não era possível me livrar de idiotas online e também descobrir que eu não queria me trancar um casulo de pessoas que pensavam como eu, a vida online ficou mais simples.
Além disso, eu percebi que eu precisava conhecer pessoas, que ao contrário do que eu pensava no ensino médio, anos atrás, estar rodeado de pessoas diferentes não é ruim, é pelo contrário, uma experiência enriquecedora.
Foi nessa época que me apaixonei pelo YouTube e logo depois, me apaixonei especificamente por vlogs.
Depois, passei a acompanhar com mais frequencia daily vlogs porque eu achava mais intimo, era como conviver de fato com alguém, só que pelo YouTube. O daily vlog funciona como isso que faço aqui no Um Dia na Vida, mas em vídeo. As pessoas compartilham diariamente suas vidas, seus momentos, seus dias, e eu achava (acho) isso fascinante.
O primeiro vlogger que eu acompanhei fielmente foi o PC Siqueira. Na época, a forma como ele falava abertamente das coisas mais banais do dia a dia criava entre eu e seu canal uma conversa tão pessoal que talvez eu só teria com meu irmão em algum momento de bobeira. Nesse momento, a internet atingiu para mim um nível interpessoal que eu não estava esperando que fosse atingir. Eu era amigo de alguém, eu era o vizinho, o colega da escola, o colega da rua, o companheiro de ônibus.
Comecei a procurar por outras pessoas e encontrei muitas. Passei então a me interessar por daily vloggers e encontrei Ben Brown. Me dava a desculpa de que ia me ajudar na fluência com o inglês (e de fato ajudou), mas eu curtia mesmo era o estilo de vida de Ben. Fotografo, filmmaker, surfista, canoísta e turista. Ben é simpático e sempre me marcou com sua mensagem de despedida ao final dos vlogs:
Work hard, be nice to people and try not to get lost or killed.
Depois, quem me atingiu em cheio foi Casey Neistat. Por meses, ele me ajudou fazendo companhia, dando mensagens de apoio e sempre compartilhando seus dias em Nova York.
Eu não preciso falar muito dele. Já citei o Casey demais no Um Dia na Vida.
E por fim, hoje eu conheci mais uma pessoa (quão legal é poder falar isso de um vlogger que você acompanha na internet). Seu nome é Curry Caputo. Seus vlogs são simples, mas Curry tem um estilo muito legal. Além disso, ele parece ser um sujeito com quem eu passaria horas conversando.
Em dos vlogs de Caputo, ele mostra um mapa onde marca os países onde estão seus seguidores. Tem gente no Alaska, na Ucrânia e também no Brasil. Isso é fantástico.
Eu não sei ao certo qual era o meu problema quando mais novo, mas conhecer pessoas é algo que considero essencial e enriquecedor, além disso o YouTube continua sendo minha plataforma predileta de compartilhamento e eu me sinto melhor por pensar dessa forma hoje.
Meu plano para 2017 não é exatamente começar um daily vlog. Não sei se terei tempo para isso, mas vou pensar no caso porque afinal, tenho muito a dizer. Enquanto isso, se você chegou até esse ponto lendo, comente aí abaixo de onde você é — isso seria realmente foda.
Até amanhã.