Dia 12: Quebrar promesas

Hoje não foi como esperado. Posso dizer que provavelmente consegui mais uma dívida porque meu computador acabou de quebrar e eu não sei quanto gastarei para arrumar.
Além disso, hoje de manhã eu não corri, como estava previsto. Dormi demais novamente. Apesar da empolgação de ontem e todo o papo sobre querer produzir, eu realmente estava cansado. Dormi feito um neném.
Não voltei ao meu livro hoje. Não senti que poderia adicionar algo muito interessante hoje devido ao dia ter despertado morno. Por diversas vezes, sinto vontade de abandonar tudo que já escrevi neles, mas me lembro que já fiz isso com outros livros.
Quando você assume que vai escrever um livro, está fazendo uma promessa. Se você não cumpre, um peso vai ser somado sobre suas costas para que a cada pensamento de desistência, você pense duas vezes antes de começar e abandonar um projeto.
Por isso, eu sempre começo a escrever algo anunciando para amigos ou conhecidos. Se eu não terminar, alguém ao menos vai notar e vir falar sobre. Ou pelo menos eu vou achar que alguém vai vir perguntar. Ajuda, mas não é o suficiente — como podem notar.
Chega uma hora que você já desistiu de tanta coisa que o peso sobre suas costas é tão grande que você tem a impressão de que não aguentará abandonar outra coisa. Então, você se força naquele material, faz anotações e mais anotações e é nesse momento, escrevendo merda, sangrando pelos dedos, enchendo seu caderno, errando palavras, que você aprende que o jeito é continuar — até cansar, se afastar e voltar de novo.
Eu queria dizer que vou continuar. Porém, por hoje, eu só posso dizer que vou tentar novamente quando amanhecer, mas dessa vez não vou prometer nada.
Cansei disso também.
Até amanhã.