Dia 167: Esperança não

Estava navegando mais cedo no YouTube quando me peguei assistindo um vídeo do Clóvis de Barros Filho lecionando filosofia na ECA-USP. Ele falava de esperança e criticava o termo alegando que não entendia porque as pessoas resignificavam a palavra como sendo algo positivo.

E é verdade, eu também, automaticamente, não entendi porque achamos que esperança é algo bom.

Se aprofundando cada vez mais no seu pensamento, o professor Clóvis critica o nome do programa anual “Criança Esperança” dizendo que ao termos esperança, tememos algo ruim e “esperar” por algo melhor não deveria ser considerado uma coisa tão positiva assim. Isso porque, segundo ele, essa é a fórmula de pensamento coletivo refletida em diversos países. O rico tem muito, o pobre tem pouco. O rico fica mais rico, o pobre espera crescer na vida. A criança do rico é herdeira, a criança do pobre é esperança.

Esperança do quê? Por que não trabalhar para que sejamos mais do que uma mera esperança? Porque é esse lugar que querem que muito de nós fiquemos, o lugar de quem espera a vida toda, o lugar de quem acredita que sua hora vai chegar.

E eu não poderia concordar mais quando o professor diz: Esperança é o caralho.


Até amanhã.

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