Dia 37: Desafeto

O início de um relacionamento é provavelmente a fase mais frágil do mesmo. E a mais traiçoeira também.

Hoje foi um dia cansativo novamente. Não sei ao certo quanto tempo eu vou aguentar esse ritmo de atividade quase que ininterrupta. Mas por enquanto, meu maior problema é a preocupação constante com o tempo dedicado a isso tudo. Não quero chegar a velhice e perceber que passei boa parte da minha juventude sem fazer o que eu quero fazer.

É cansativo também ficar pensando nisso, mas eu não posso evitar muito.

Tentei focar em outras questões. Me aproximei de uma pessoa. Eu disse que ia tentar me envolver com alguém e de fato tentei. Nas últimas duas semanas me senti atraído por essa pessoa que se mostrou disposta a me ouvir e a falar também; uma troca necessária à todos nós.

Porém, assim como eu disse, relacionamentos são frágeis, especialmente no início e é muito fácil você perceber que tudo o que está acontecendo entre você e aquela pessoa não passa de, na verdade, um calor passageiro, um afeto automático com alguém gentil.

É uma merda esse erro que muitos cometemos, confundir afeto simples com afeto amoroso. E dessa vez, a pessoa a confundir as coisas não fui eu.

Eu simplesmente sou mestre em não perceber quando as pessoas gostam de mim e quando as pessoas gostam de mim. Talvez porque minha autoestima nunca foi muito alta e por isso, eu tenha criado uma crosta à minha volta que impede que eu enxergue como muitas pessoas realmente me veem.

Isso embala minha cegueira em ignorancia e converte o afeto de algumas pessoas em desafeto. Quando eu percebo, é tarde demais. Assim como dessa vez em questão.

Eu percebi, me aproximei, mas eu já tinha me prejudicado.

Então, por ora, não vou insistir nisso.


Até amanhã.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Danilo Santana Silva’s story.