Dia 40: Morte
Desde pequeno, eu sempre refleti muito sobre a morte.
A morte sempre me pareceu algo fascinante e assustador ao mesmo. Se coloque na posição de pensar sobre isso. Um dia você vai acordar pela última vez e terá sua última conversa e sua última refeição. Talvez, você saiba que sua hora está chegando ou talvez você não saiba. Mas esse dia chegará.
A morte é essencial. É o que nos dá parâmetro de tempo e espaço e nos coloca num senso de urgência para que compreendamos a vida como um processo findável e passageiro para que possamos fazer algo com o tempo que nos é dado.
Como eu já disse antes, cresci com a vista para um cemitério. Vi muitos funerais de longe, mas nunca perdi um ente querido próximo. Nunca tive que lidar com a morte de fato e talvez seja por isso, esse voyeurismo funebre, que tenha mistificado o fim da vida tanto assim.
Eu penso todo dia que o tempo é meu tempo aqui. E é isso que me faz estar sempre alarmado, sempre preocupado de estar desperdiçando minha vida com algo fútil e inutil.
Então, se é que eu posso lhe dar algum conselho, quando alguém pedir para você evitar pensamentos sobre a morte, por favor, não faça isso.
Até amanhã.