Dia 44: Barulho
Uma coisa é verdade, ninguém nunca me ajudou a escrever. Nem na escola e nem mesmo aqui em casa.
Eu sempre escrevi em meio ao barulho das brincadeiras dos meus irmãos e das conversas da minha mãe com a minha avó. Nunca exigi qualquer tipo de exclusividade em casa para que eu pudesse me concentrar. Em partes, isso foi bom, eu até consigo me concentrar em momentos caóticos, mas em outras, é difícil manter uma coesão de pensamento quando se trabalha em ambientes com distrações de diferentes níveis todos os dias.
Iniciei a escrita de um livro há mais de um ano atrás. Se chama A Tragédia Humana e narra a história trágica de diversas pessoas em diferentes épocas da história da humanidade. Avancei bastante na história, mas cheguei em um ponto que estou empacado.
Situação normal.
Forço-me a escrever todos os dias, mas não chego a incorporar ao texto principal do livro. Isso porque não é todo dia que produzo algo que considero interessante de manter no conjunto do livro.
Enquanto fico parado, ideias acumulam na minha cabeça. Eu já poderia começar a escrever outra coisa e deixa A Tragédia Humana parada. Mas a disciplina com apenas um projeto de escrita é algo eu quero criar.
Nesses dias, venho tentando lidar com o barulho de tantas outras ideias na minha cabeça. A coesão de pensamento que mencionei no inicio do post não vai ser algo fácil de conquistar.
Até amanhã.