Na quarta-feira, dia 09 de março, aconteceu em Blumenau, Santa Catarina, o primeiro dia do maior festival de cerveja da América do Sul, o Festival Brasileiro de Cerveja. A feira reuniu inúmeros fabricantes de equipamentos e produtos voltados especialmente para o mercado cervejeiro. Os ingressos custaram R$ 12 para os dois primeiros dias e R$ 25 para o final de semana, qualquer pessoa poderia participar.

Com um aumento de quase 20% em relação ao ano passado, o festival acabou no sábado (12) e teve um recorde de público com um total de 41 mil pessoas. Além de quase mil rótulos de cerveja disponíveis, a feira contou com bastante opções gastronômicas para harmonizar com os diferentes estilos cervejeiros. Entre as opções haviam hambúrgueres das mais diversas carnes, nachos, pão com bolinho e comidas típicas alemãs. Com a música não poderia ser diferente, o repertório foi bastante variado com 21 bandas incluindo “Eu & Minha Banda” e “Star Beatles“, da Argentina, trazidas pela patrocinadora Brasil Kirin.

O evento ainda contou com variadas palestras em parceria com a Escola Superior de Cerveja e Malte para os visitantes melhorarem seus conhecimentos no mercado cervejeiro.

As cervejas e cervejarias premiadas

Entre as 1.469 cervejas inscritas e analisadas pelos jurados, as principais campeãs foram:

As cervejarias campeãs 2016

  1. Cervejaria Tupiniquim
  2. Cervejaria Heilige
  3. Cervejaria Bodebrown

As cervejas do ano

  1. Red “Meth”, da Cervejaria Maniba (RS)
    Estilo: Oud Red Ale
  2. RedCor Ryequeoparta, da Cervejaria Araucária (PR)
    Estilo: Rye Beer
  3. Urwald Dortmunder Export, da Cervejaria Urwald (RS)
    Estilo: Dortmunder

As melhores cervejas ainda não comercializadas

  1. Backer Reserva, Cervejaria Backer — Estilo: Old Ale
  2. Seven’r Inn, Cervejaria Opera — Estilo: Cerveja Brasileira
  3. Backer Julieta, Cervejaria Backer — Estilo: Belgian-Style Fruit Beer

A cerveja do ano, a Red Meth da Maniba, é uma típica belga e levou 8 meses para ficar pronta. Segundo o proprietário da cervejaria, Cristiano Winck:

“Ela foi feita em um barril de carvalho americano, que contém bactérias responsáveis pelo azedo. A fermentação é feita com microorganismos e é diferente do normal”.
Cervejaria Maniba, premiada pela melhor cerveja do ano

Protestos, nota de repúdio e polêmica

Apesar do recorde superado e das premiações, o festival deste ano sofreu uma grande polêmica e protestos. Para um melhor entendimento, segue parte da nota de repúdio da associação:

O festival, que se estabeleceu como uma vitrine das cervejarias artesanais e independentes do país, está tendo sua finalidade primária — a divulgação do trabalho dos artesãos independentes da cerveja — distorcida em prol do marketing das grandes corporações. A organização, sem aviso prévio dirigido aos expositores, alterou a programação contratualmente prevista, abrindo, no dia de maior movimento do evento, um espaço exclusivo para uma grande cervejaria, em contrariedade às regras de padrão de stands e espaços que foram impostos aos demais expositores, o que contraria a essência e a razão de ser do próprio festival. (Leia a nota completa)
Os cervejeiros em ato de protesto | Crédito: Rodrigo Silveira

Ainda não houve uma reposta formal do Festival Brasileiro da Cerveja sobre o ocorrido.