Retrospectiva 2015 | Séries do Ano

Continuando as retrospectivas do ano que já já acaba, chegou a hora de falar das séries que marcaram meu ano!

Segundo o Banco de Séries eu vi 605 episódios esse ano. Média de 1,6 episódios por dia. Tempo total aproximado de 403 horas vendo séries, ou 16,8 dias em que eu fiquei parado vendo um episódio esse ano, se levarmos em conta todos os episódios como tendo 40 minutos de duração. (Lembrando que séries de HBO e Netflix tem 60 minutos de duração e algumas comédias tem 20 minutos de duração)

Claro que não há como comentar todas, então desde já digo os meus destaques:

Veteranas

  • The Good Wife
  • Doctor Who
  • The Flash
  • Hart of Dixie
  • Hannibal
  • Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.
  • Please Like Me
  • My Mad Fat Diary
  • Bojack Horseman

Novatas

  • Unbreakable Kimmy Schmidt
  • Marvel’s Daredevil
  • Grace and Frankie
  • Sense8
  • Marvel’s AKA Jessica Jones
  • Marvel’s Agent Carter
  • Supergirl
  • iZombie
  • Limitless
  • Galavant
  • Mr. Robot
  • Empire

The Good Wife, The Flash e Doctor Who são sucesso de público e crítica então não vou me dar ao trabalho de escrever sobre elas. Bom, The Good Wife não tem tanto público assim, mas detalhes. Falando em falta de público, Hart of Dixie nos deixou órfãos em 2015 com um musical de encerramento fofo e hilário, passando por cada um dos pontos turísticos de Bluebell e relembrando cada um dos personagens icônicos da cidadezinha fictícia do Alabama. Sua temporada final reduzida, que passou despercebida por público e crítica, fechou todas as histórias e acalentou os corações dos fãs de Zoe, Wade, George, Lemon, Lavon e companhia. Deixará saudades em mim, com certeza, mas terminou da melhor forma possível. ❤

Outra veterana que foi cancelada pela falta de público, Hannibal também nos ofereceu uma temporada final linda. Em minha opinião, no entanto, não excedeu o nível da segunda temporada. O ritmo que já era devagar — mas tudo bem — ficou mais ainda, os personagens que foram introduzidos não puderam ser tão bem desenvolvidos e os que já faziam parte da série ficaram ainda mais dúbios, ganhando tons que não havíamos visto anteriormente. Foi confusa, mas a orgia visual e artística continuava ali, nos maravilhando com horror.

A segunda metade da temporada final, no entanto, foi uma crescente, com a adaptação de “O Grande Dragão Vermelho” nos oferecendo atuações tocantes e ilusões maravilhosas. Devo dizer, no entanto, que o que mais me deixa atordoado por Hannibal é e sempre foi sua fotografia, sua produção e seus diálogos. O enredo, não sei se por já ser de meu conhecimento ou por ser altamente subjetivo, não foi de grande atração pra mim até a segunda temporada, o grande ápice da série. A cena final foi maravilhosa, embora permaneça dúbia e contradizente a parte da história conhecida. Ainda assim, fechou com chave de ouro — que bem poderia ter sido continuada por Netflix, Amazon ou Hulu, justamente pelo seu final que dá espaço a interpretações opostas.

Mudando completamente de espectro, saindo de uma série cabeça para uma série mais pop, S.H.I.E.L.D. terminou sua segunda temporada esse ano e começou a terceira magnificamente. A última metade da segunda temporada teve história tão concreta que pareceu ser uma temporada à parte por si só. Seu final prometia grandes mudanças para a série, as quais vieram com força em sua terceira temporada. O mid-season finale da temporada conseguiu elevar o nível novamente e as expectativas para a sequência são grandes.

Viajando agora para a Austrália, é de lá que vem Please Like Me. Não sei como, mas em sua terceira temporada a série conseguiu ficar ainda mais fofa, ainda mais engraçada, ainda mais emocionante. Josh Thomas é um gênio da comédia por conseguir fazer a audiência oscilar de feliz, pra triste, pra emocionada e pra feliz de volta, tudo isso em uma cena só e sem fazer uso de técnicas absurdas. Apenas com roteiro e direção simples e bem feitos, com o auxílio de atuações singelas. É possivelmente a série mais subestimada do mundo nesse momento, e é um pecado que mais pessoas não conheçam essa sobremesa australiana.

Ainda sobre séries tocantes, My Mad Fat Diary terminou mais forte do que nunca. Seu encerramento me deixa sem palavras até hoje e me provoca dor no peito, ao mesmo tempo que um sorriso sutil. É uma série de importância absurda, madura como poucas, escrita como poucas, intensa como poucas. Ray Earl deixou lições importantes pra trás. Se você conhece alguém que esteja passando por problemas de auto-estima, ou de relacionamentos inter-pessoais, essa série é uma indicação perfeita e pode oferecer soluções para algumas questões da alma.

Pra terminar as veteranas, uma animação. A única que eu vejo, depois que The Legend of Korra foi finalizada ano passado. Bojack Horseman e sua história pitoresca contada em uma Hollywood onde animais antropomórficos coexistem com humanos me tocou e me animou em sua segunda temporada. Bojack ao longo dela se descobre depressivo — algo que já era demonstrado suavemente na primeira temporada, mas como uma falha de caráter do personagem-título — e ao mesmo tempo que isso aprofunda a história da animação, não interfere em sua comédia nonsense e cheia de referências aos comportamentos selvagens dos personagens. O aprofundamento em relações do passado de Bojack e em sua história de abandono, humilhação e drogas também oferecem um pano de fundo paradoxalmente perfeito a seu humor ácido e sarcástico.

Fica aqui uma menção (muito) honrosa a Jane The Virgin, que continua sendo linda e fofa, mas que por algum motivo perdeu espaço entre as minhas queridinhas.

Porém as veteranas foram o menos relevante em 2015 nas séries. Há tempos não via uma temporada com estreias tão fortes, ainda que a maioria cause opiniões divergentes. E o principal motivo pra isso foi nossa já amada Netflix, que em 2015 foi a rainha das estreias.

Não comentarei aqui sobre Bloodline nem Narcos porque não terminei nenhuma, mas ficam aqui as menções merecidas.

Netflix começou seu ano de lançamentos poderosos em Abril com Unbreakable Kimmy Schmidt, mais uma comédia queridinha pra aquecer nossos corações e nos ensinar o valor do otimismo e da esperança em nosso mundo cruel. Infelizmente, nem tudo são flores e a primeira temporada, que começou maravilhosamente bem, teve em seus dois últimos episódios os piores da série até agora, com participações vergonhosas de Tina Fey e John Hamm e piadas que não merecem nem serem chamadas de fracas ou péssimas.

Em Maio veio a muito aguardada Daredevil. A primeira de uma leve de séries da Marvel para o Netflix preparou o ambiente, o clima, o ritmo e o humor para as próximas que se passarão no mesmo bairro nova-iorquino de Hell’s Kitchen. O destaque na série vai para as coreografias de luta, inclusive envolvendo um plano-sequência que deixou muita gente, se não a todos, de queixo caído.

Mas nem só de luta vive a série. Sua história investigativa e corrupta, exibida através de uma fotografia sombria, retrataram bem o universo do Diabo de Hell’s Kitchen. Seu time de coadjuvantes cativantes também ajudou a balancear os momentos de seriedade exagerada, própria do protagonista. Pra finalizar, a história mostrou não apenas a construção do Demolidor que conhecemos, mas também a evolução do poderoso antagonista, O Rei do Crime. Alvo de críticas no meio da temporada por não ter a personalidade odiosa do original, o personagem teve o passado apresentado, a personalidade explicada e então trabalhada no presente ao longo dos episódios finais. Sua finale mostra o nascimento não só de um dos heróis mais divididos da Marvel, mas também de um vilão muito bem desenvolvido e ameaçador.

Dado importante: A série marcou a Netflix por ser a primeira a começar a permitir audio-descrição para cegos e, assim, permitir a inclusão. Nada mais digno ao lembrarmos que o próprio protagonista é cego.

Em Maio a Netflix voltou a estrear uma comédia, pra aliviar as barras impostas pelo Demolidor. Grace and Frankie veio inesperada como um vento fresco nesse verão infernal. Com uma história não tão original em sua base — dois casais se separam, um casal é formado e o par traído se une — mas inovadora em seus detalhes — a idade dos casais e a formação de um casal homossexual — Grace and Frankie me conquistou logo em seu primeiro episódio. Mesclando belas pitadas de drama com um humor hilário e versátil, que vai desde trocadilhos inteligentes a trapalhadas, passando por piadas escatológicas ou visuais (A Lontra! A despedida de solteiro!), G&F ainda nos apresenta personagens cativantes com quem nos relacionamos, através de seus dramas palpáveis. Claro, mulheres e gays conseguem se relacionar muito mais fácil com seus personagens principais, mas os dramas — e as piadas — apresentados são tão humanos que qualquer um pode conectar-se, caso se permita.

CONEXÃO! Gancho natural e perfeito para a série que estreou em Junho na gigante do streaming. Criada pelos Wachowski, Sense8 dividiu a opinião do público. Pessoalmente, eu gostei desde o início, achei o piloto muito bem desenvolvido. Vamos combinar também que não era uma tarefa fácil, né? Apresentar oito personagens principais de realidades completamente diferentes, suas habilidades e essa capacidade estranha de se conectar com cada um sem entender como isso ocorre enquanto lidam com uma organização maligna (falarei disso mais pra frente) não é fácil de se desenvolver em uma temporada completa, quanto mais ter que apresentar dicas de tudo isso em um episódio.

Os aspectos técnicos são ótimos, já deixemos isso de lado. Direção, fotografia (as paisagens ajudam), atuação, edição (tirando poucos cortes dos últimos episódios), roteiro, não há o que se comentar. O que há de mais envolvente são justamente os personagens e sua habilidade de empatia extrema. Eu sempre senti que o que mais falta no mundo é empatia, inteligência emocional nos seres humanos pra se colocarem no lugar dos outros, entenderem seus problemas, sentirem suas dores. Entender que uma mulher sul-coreana pode ser tão forte quanto um ladrão alemão, que pode ser emocional como uma DJ islandesa, que pode ser sonhadora como um nigeriano, que por sua vez é corajoso como um policial americano, que é inteligente como uma hacker transsexual, que sofre com os mesmos problemas de identificação que um ator mexicano, que sabe mentir por todos. Ah, e tem a Kala, uma cientista e religiosa indiana que… Ah… É a maior decepção da série.

Temos ainda o “lance” da “organização maligna”. OK, entendemos que é necessário algum antagonista pra unir mais os diferentes personagens e pra poder levar à ação. Mas os personagens funcionam tão bem que a série poderia passar um bom tempo apenas mostrando como eles relacionam-se, identificam-se e ajudam uns aos outros. A temporada terminou com grande ação e uma ameaça ao cluster dos protagonistas. O que, pra mim, também representa uma ameaça à próxima temporada. A cena final foi linda de morrer, mas não me deixou grandes expectativas, o que acaba sendo bom, porque posso ser surpreendido mais facilmente.

Dando um grande salto, em Novembro estreou a também aguardadíssima Jessica Jones. A segunda série da Marvel em Hell’s Kitchen continuou o ar sombrio de Demolidor, mas com tons ainda mais pesados. Abordando o relacionamento abusivo de sua pior forma, a série mostrou uma protagonista oposta ao primeiro: destruída, sem esperanças, sarcástica, fragilizada e com falhas aparentes e graves. Mas que se mostrou ainda mais corajosa ao decorrer da temporada.

Há quem diga que a série enfraqueceu em sua segunda metade e eu entendo porquê. A fotografia deixa de ser majoritariamente sombria, o vilão se revela e aparece a todo momento, tirando a camada de suspense que havia no início e que nos deixava angustiados. A ação, que não é bem coreografada, uma vez que Jessica não possui treinamento como Murdock, aumenta em oposição ao mistério e a manipulação de Kilgrave sobre os demais personagens faz parecer que eles tomam decisões estúpidas próximo ao final da temporada. O time de coadjuvantes também não é forte como o de Demolidor, tendo como destaque apenas Trish, a amiga fiel de Jessica. Luke foi muito bem trabalhado no início, mas sua presença nos episódios finais deixa a desejar. Malcolm ganha destaque na última metade, mas fica aquém de seu potencial. Hope vai de triste, frágil e temerosa pra furiosa, destemida e imprudente. Hogarth enche seu saco e não parece em nada ser a advogada bad-ass que se espera. E Robyn é o tipo de personagem que você só quer ver morta até o final.

Pra terminar, Krysten Ritter e David Tennant, no entanto, fazem um ótimo trabalho como a dupla protagonista x antagonista. Jessica e Kilgrave são muito bem escritos e sua relação obsessiva muito bem representada. A cada episódio que passa Krysten fica mais à vontade no papel e deixa a imagem de Vadia do 23 pra trás (#RIP), enquanto David desde o início apresenta um Kilgrave odioso, repulsivo, dissimulado, mimado e sem um pingo de humanidade.

Ainda falando de Marvel, Agent Carter surgiu pela ABC no início do ano durante o hiato de S.H.I.E.L.D. Alguns esperavam muito, outros não esperavam nada, mas todos esperavam uma minissérie. Obviamente, a série se deu bem o suficiente e passou a integrar o modelo de ex-minisséries que tanto tem se tornado popular hoje em dia. Dessa vez, no entanto, a escolha foi boa. Tratando de feminismo na década de 40, e continuando a interpretação de sucesso do cinema, a série nos mostra Peggy Carter se esforçando pra mostrar seu valor em meio a um time conservador e machista pré-S.H.I.E.L.D. ao mesmo tempo que trabalha paralelamente para Howard Stark. A série ainda nos oferece um bando de easter eggs, fun facts e curiosidades do Universo Cinematográfico Marvel, como vislumbres da organização russa que veio a formar a Viúva Negra. Não há aspectos técnicos a se ressaltar, mas é uma série divertida e que me surpreendeu, pois eu não esperava tanto dela.

Saindo da Marvel e voando ao infinito e além, até o universo DC, em 2015 fomos apresentados à Supergirl. Com uma produção fantástica, fotografia linda — embora nada inovadora — e efeitos ótimos, achei o piloto, no entanto, bobinho demais. Mas foi uma apresentação boa o suficiente pra me fazer dar uma segunda chance e eu acabei me apaixonando por Kira, digo, Kara e cia. Não há nada de muito especial e diferente, é apenas entretenimento bem feito, uma história redondinha, e uma série dois em um: nos apresenta uma série adolescente com as dificuldades amorosas, as questões existenciais e os problemas de trabalho de Kara, e uma série de super-herói quando ela se veste de Supergirl. Seu toque feminista, sem deixar a delicadeza, o romance e o carinho de lado também são um alívio. Como toque final, as atuações de Melissa Benoist e Calista Flockhart são lindas e as atrizes demonstram um entrosamento fenomenal. Suas interações, como Cat e Kara ou como Cat e Supergirl são sempre boas e a mid-season finale promete que esse entrosamento apenas melhore.

Ainda no universo DC, mas em espectro diferente, iZombie surgiu no início do ano comendo — miolos — pela beirada, como quem não quer nada, e tocou — ou deveria dizer, mordiscou? — meu coração. Tinha recém-perdido Hart of Dixie, Please Like Me ainda não tinha voltado a passar e eu precisava de uma série fofinha pra ocupar o lugar do meu coração. Pois quem diria que uma zumbi racional trabalhando em um necrotério e resolvendo crimes substituiria o lugar da doutora nova-iorquina que se mudou pra uma acalorada, animada e doida cidade sulista?

E os personagens são responsáveis por isso. Todos são carismáticos, incluindo os vilões, e por mais que certos casos sejam batidos, a habilidade de Liv de incorporar o dono falecido do cérebro que come dá o toque diferente nos episódios, que variam do humor escrachado ao drama pesado. Foi assim na primeira temporada e sua finale dramática nos levou a uma segunda que nos mostra complicações ainda maiores, um vilão ainda mais ameaçador, novas relações com personagens antigos e humor ainda melhor pra aliviar os episódios. Não só isso, mas o procedural é inserido de modo que não nos canse e a trama da temporada é trabalhada a todo episódio, oferendo um equilíbrio dificilmente visto.

Falando em procedural hilário e equilibrado, CARALHO! Limitless veio como uma bala e acertou meu coração em cheio nesse setembro. A série, que em um primeiro momento se vende como policial, ficção científica, drama, ação e afins, tem no humor seu carro-chefe. Ela é especialíssima, seus personagens são apaixonantes, até mesmo Mike e Ike, que parecem figuração no início — beijos Britanna — , seu humor é brilhante e viaja entre o inteligente e o nonsense, a fotografia interessante, os efeitos muito bem usados e os diálogos são simples, mas muito bem trabalhados. Há certos furos de roteiro, ok, certas figuras ameaçadoras somem frequentemente sem serem comentadas, certas complicações são esquecidas, mas o humor sempre está lá pra nos fazer esquecer de tudo isso, desligar nosso cérebro e deixar o de Brian fazer todo o trabalho por nós.

Sobre comédias, Galavant foi uma grata surpresa lá no início do ano. Prometida como uma minissérie musical — que no entanto teve um encerramento aberto, me deixou com medinho de ser cancelada, mas graças ao bom Deus foi renovada — ela se mostrou um expoente do humor nonsense, com canções recheadas de piadas estúpidas e personagens espalhafatosos — mas tudo bem, porque era a isso que ela se propunha e o fez muito bem. A série me lembra Looney Tunes e Animaniacs com seus personagens caricatos e previsíveis, mas com uma dose calavar de musical. Talvez por isso eu tenha gostado tanto. (E acho muito melhor que Crazy Ex-Girlfriend por enquanto, mas só vi dois episódios desta…)

Saindo do humor, mas permanecendo no campo de falta de sentido, passamos agora pra Mr. Robot. A série surgiu praticamente do nada, com pouca ou nenhuma divulgação, mas surpreendeu a todos. Há quem não entenda o apelo e, realmente, a história em si não tem nada especial, o ritmo é lento e algumas atuações são padrão. Mas os temas trabalhados são completamente diferentes — uma série americana sendo pró-hack-ativismo e se mostrando contrária ao sistema econômico vigente? Em que mundo poderíamos esperar ver isso? — e a quebra da quarta parede, embora não seja exatamente algo único ou inovador, é muito bem utilizada na série. Os episódios são confusos, e tudo bem, afinal vemos a maioria das cenas pela perspectiva de Elliot, o personagem principal desequilibrado da série. Inclusive, se tem algo que poderia ser melhor do meu ponto de vista, é se os episódios fossem inteiramente focados em Elliot e em sua visão distorcida e desconfiante das coisas, com um ou dois episódios focados em outros personagens para que pudéssemos ter as revelações dos episódios finais. Não gostei de se intercalarem os POVs em certos episódios, porque certas cenas acabaram ficando desnecessariamente didáticas, destoando do aspecto subjetivo da série até o momento. Tendo dito isso, a tensão psicológica que permeia a série é, sem dúvida, o que mais me atraiu e me deixa ansioso por seu retorno. O season finale, tal qual a finale de Hannibal, foi dúbio e deixa espaço pra interpretações.

Pra fechar a retrospectiva (aleluia!), volto ao início do ano para recordar Empire! O novelão que chegou derrubando Nielsen Boxes ao longo dos primeiros meses do ano surpreendeu a todos por ter sua audiência aumentando a cada episódio. Nos apresentou a uma família dividida de magnatas da indústria musical, mas mais do que isso nos apresentou Cookie Lyon, interpretada pela maravilhosa Taraji P. Henson. Sensualizando, causando, destruindo, ela nos arrebatou e garantiu uma legião de fãs. Sua força, sua audácia e seu caráter casam perfeitamente com seu lado maternal.

Também importante é Lucious Lyon, o grande antagonista, ex-marido, e dono da Empire, interpretado vigorosamente por Terrence Howard no papel de sua vida. É ele quem movimenta a trama, impõe os obstáculos e gera as reviravoltas. A segunda temporada tem dedicado muito tempo a humanizá-lo, explicando um pouco de sua infância e fragilizando-o, sem trair o personagem. Mas acabou nos traindo. A divisão dos personagens e o excesso de papo burocrático e empresarial nessa temporada, assim como o aumento de destaque a Hakeem, o personagem mais problemático da série, causaram a diminuição vertiginosa de qualidade e audiência, embora as músicas estejam ainda melhores.

É bem verdade que Hakeem tenha melhorado e amadurecido em comparação à temporada passada e tem se mostrado melhor mais próximo à mid-season finale. Andre, que inicialmente era o pior personagem, sofreu uma virada importante ainda na primeira temporada, o que o redimiu, mas seu plot é simplesmente entediante atualmente. Enquanto isso, Jamal, que era o queridinho, tornou-se um babaca no início da temporada para depois voltar a ter um bom diálogo com a mãe e tentar unir os pais — levando à melhor música da temporada. Essa inconstância dos personagens e dos plots na segunda temporada é grave, e causada pela falta de planejamento. Afinal, a temporada foi encomendada para ter mais episódios do que se esperava e “encheção de linguiça” nesses casos é natural. Só esperamos que ela volte a subir em seu final. A mid-season finale terminou com complicações surpreendentes e que prometem muito, se bem trabalhadas.

E CHEGAMOS AO FIM!! Mas isso não significa que acabou. Antes do fim do dia ainda teremos minha retrospectiva de filmes de 2015 — que, será bem mais curta, prometo. Aproveite pra comentar abaixo quais foram suas séries favoritas, o que você acha que faltou e o que eu devo ver em 2016 que já deveria ter começado em 2015.


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