Superman: Unbound

Destrinchando Superman Unbound

Ou Superman Sem Limites, para quem preferir.


Superman: Unbound adapta o arco de histórias Superman: Brainiac, publicado em 2008 nas edições 866 a 870 da revista Action Comics (por aqui saiu no ano seguinte, pela Panini, em Superman 80 e 81). O roteiro original é de Geoff Johns e a arte, de Gary Frank. Com roteiro adaptado por Bob Goodman, e dirigido por James Tucker.

O visual do Superman nesse filme é evidente ser uma homenagem a Nicolas Cage, quando foi cotado para representar o mesmo no nunca realizado Superman Lives, com direção de Tim Burton, isso entre 97 e 98. É visivelmente possível notar com facilidade que até mesmo a cueca é desenhada de um modo a mostrar ser o mesmo modelo usado por Cage, que parece mais uma sungão que vai até o umbigo, porque, nossa sinhora, sô, que cuecão.

Sem mais delongas, vamos ao filme, que começa com a apresentação dos produtores, e de pano de fundo, uma evolução do Brainiac, de um Coluano comum, a um dos maiores inimigos do kryptoniano.

Em seguida vem um tiroteio em Metropolis, que é onde a primeira sequência de ação começa, e é executada junto de um suspense digno dos Batmen do Nolan. E vemos nossa protagonista surgir, a Supergirl. Isso mesmo, o filme pode até ter o nome do Kal’El, mas o principal protagonista aqui é a sua prima gatinha que “pega pesado”.

Então surge Kal, e depois de ajudar a Supergirl a salvar o dia, vemos os dois tendo uma conversa que da mais ou menos o tom do filme, que é a saudade do mundo natal, e dos pais, num mundo desconhecido, onde são tidos como deuses.

Então vemos Kal’El e Lois Lane se interagindo, e tendo aquela DR. E então a ameaça surge uma nova ameaça, onde vemos uma bela sequência de ação.

Então é mestrado o destino de Kandor, e como os kryptonianos eram frágeis em seu planeta natal.

Então Superman decide ir ao espaço encontrar Brainiac, e salvar Kandor.

Se muitos gostam de ação, isso é o que não falta nesse filme. Literalmente vemos Kal’El quebrando pescoços e arrancando cabeças e colunas, claro que de robôs, mas não deixa de ser uma espécie de “Conan do espaço”.

Na ausência do Superman, Kara entra em cena para proteger a terra, e não só os Estado Unidos (como é de costume), já que vemos ela libertar rebeldes na Coreia do Norte.

Então Kal’El encontra seu algoz, o Pícolo… Digo, Brainiac. E é sobrepujado, e enviado a Kandor. Enquanto Brainiac descobre que há vida inteligente na terra, então a ameaça toma forma. Enquanto isso, Kara e Lois tem uma conversa, onde a nossa loirinha favorita explica a ela a ameaça.

Preso em Kandor Kal’El se vê enfraquecido por radiação solar vermelha.

E é descoberto que Jor’El e Alura então vivos. Kara não está sozinha. E Kal conhece seus tios.

Na sequência Nicolas Cage escapa de Kandor, enfrenta Pícolo e volta a terra. Dando assim, mais motivos para que Brainiac vá até a terra, e cumpra suas ameaças.

Em Metropolis, o apocalipse das maquinas começa, e a Skynet começa sua investida contra os humanos. Nem John Connor seria páreo para essa versão do apocalipse cibernético, ainda bem que temos dois kryptonianos irradiados de energia solar, para Brainiac enfrentar. Olha, sou bom nas rima.

Após contar o filme praticamente todo, não acho que vá fazer diferença contar o final, não é? Bem, então é hora de surpreender, pq o final é… Tãnãnãnãããããã, vai ficar na curiosidade, pois não vou contar. Mas uma coisa podem ter certeza, terá Superman with lasers and lama, muita lama.

Findado o filme, vamos a algumas considerações:

  • O diretor do filme tem um amor nada secreto, muito menos discreto, pela cor purpura… Vai ver é fã do Prince;
  • O filme não conta o início do romance entre Clark e Lois, mas conta um momento turbulento, onde ela está desgostosa pelo fato de ele não querer assumir o relacionamento, coisa que já imaginamos como termina, e não é com a separação, que fique bem claro;
  • Kara, evidentemente é retratada se sentindo deslocada, em um mundo que não é dela. O que já é de se esperar, já que ela, diferentemente de Kal, não cresceu na terra, apenas teve que tentar se adaptar;
  • Brainiac é muito bem desenvolvido, e tem um fim que lembra bastante Guerra dos Mundos, o que é um bônus a parte para o filme;
  • O filme pode ser tratado como uma continuação direta do filme Superman/Batman: Apocalypse, que contava a chegada da Supergirl a terra, sendo que agora conta uma continuação de sua adaptação, o que pode animar quem curte universos unificados;
  • O filme é do Superman, mas a história é mais dedicada a Supergirl, que, mesmo não aparecendo tanto quanto o primo, é o principal foco da história;
  • Senti falta dos emblemas kryptonianos nos trajes do povo de Kandor, o que foi bem frustrante, seria legal ver mais alguém com o simbolo da casa de El no peito;
  • Além disso tudo, infelizmente o filme não segue muito os rumos finais da HQ, o que poderia gerar um ótimo gancho pra uma sequência baseada na saga de Novo Krypton, o que é uma pena, já que é um arco muito interessante, e quem sabe até um curta, nos moldes de DC Showcase, contando uma adaptação do início da saga solo, que mesmo muitos achando um lixo, tem um início muito bem contado, simplesmente ótimo, que por falta de melhor planejamento acaba com uma história mediana, mas não ruim, como muitos pregam;

Finalizando, Superman Unbound consegue ser mais que uma adaptação competente da DC, como uma ótima animação também, e com sua identidade própria, não ficando na sombra da versão original escrita pelo Johns. Se você chegou até aqui na leitura, e não assistiu o filme, só tenho uma pergunta: O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO? VEJA SUPERMAN UNBOUND E SEJE FELIZ!

Nota: 7 - 10.

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