7º Node.js Meetup Porto Alegre: Electron, multiprocessos e muito amor por esse evento

Eaêeeee galera! Olha eu aqui de novo 😁 E, mais uma vez, quero falar de Meetup. Mas, nesse caso, do 7º Node.js Meetup Porto Alegre! O evento rolou em 23/08, na ThoughtWorks, que fica no Tecnopuc.
Primeiro, vamos divulgar e enaltecer o espaço da Thoughtworks: já me senti em casa quando entrei lá. Placa de meme na entrada, uma sala com vários cartazes sobre representatividade na programação. Fiquei fascinada com o espaço! Uma empresa dessas apoiando um evento desses, bicho?
Mas aí, teve alguém mais legal ainda que patrocinou o evento: a Umbler! Isso mesmo, a selva do meu coala favorito se puxou e deu uma baita ajuda para a galera realizadora do encontro. Teve sorteio de brindes como camisetas e adesivos. O mais bizarro é que fui sorteada duas vezes para a mesma camisa da Umbler. E aí não teve jeito, né? Levei! 😛


Então, vamos falar sobre o evento? Infelizmente por uns probleminhas técnicos (que foram resolvidos genialmente, conto depois), só houve duas palestras. Começamos com o tema Cross Platform Desktop App’s with Electron, que foi ministrado pelo Jonatas Freitas.

O Electron é uma ferramenta incrível que permite o desenvolvimento de apps para desktops usando programação frontend (Javascript, HTML e CSS) de forma simplificada. Foi criado pelo pessoal do Github e anteriormente tinha outro nome (Atom Shell). Uma das tecnologias base do Electron é o Node.js. É ele que prepara a estrutura para receber a programação frontend, como se fosse um quadro em branco. Ele está ali, vazio, e você começa a customizar a medida que vai codando. Alguns dos grandes cases feitos em Electron são o aplicativo desktop do Slack e o Visual Studio Code.
Foi comentado na palestra que apesar do Node.js proporcionar uma performance incrível para o programa, muitas vezes isso não é bem trabalhado. É o caso do Slack — que é um pouco lento em alguns processos. Mas, vale destacar, que isso não é culpa do Electron, hein?

A instalação do Electron é muuuuito simples. Basta dar aquele npm install para o pacote do Electron que você baixou! Depois, tem que colocar a mão na massa e começar a programar. Como foi criado pela galera do Github, ele é opensource e você pode colaborar com eles. Os números das colaborações são expressivos, o que mostra a potência do Electron no mercado. Conforme conversamos no Meetup, é uma ferramenta muito utilizada, mas pouco falada.
Tivemos posteriormente a palestra do André Werlang sobre Multiprocessos no Node.js. Deu uma atrasadinha porque o cabo HDMI estava com problemas e não conseguia passar imagem para o slideshow. O que foi feito? Abriram uma chamada de vídeo no Hangouts entre dois PCs, compartilharam tela e exibindo em um PC o que tava no outro de slides e códigos (HAHAHAHA Eu achei genial, desculpa!).

O André já compartilhou o conteúdo da palestra no evento (você pode conferir aqui), em que ele falou basicamente da utilização de clusters no Node.js. Foi abordado, inicialmente, como funciona a arquitetura do Node para depois entrar com tudo na questão dos clusters. Das vantagens, a principal é que quando uma aplicação com clusters cai ela automaticamente já sobe de novo, impedindo que fique “fora do ar”, por toda a relação hierárquica entre processos (o master e os workers, que são filhos do master). Só esse motivo já é mais do que o suficiente para utilizar clusters, não?

Fazendo uma comparação entre um processo filho comum e um cluster, o processo filho cria qualquer processo, enquanto o cluster trabalha com uma cópia de um único processo de Node. O melhor de tudo isso é que ele é nativo do Node, sem necessidade de utilizar o comandinho npm install e baixar pacotes.
Também foram abordadas questões de debug do código, utilização dos processos nas APIs e algumas alternativas ao cluster, que seriam o forever e o pm2. O forever acaba deixando a aplicação fora do ar enquanto ela sobe de novo, e o pm2 é mais sofisticado que o cluster.
Depois disso, tivemos a melhor parte de todo evento de TI, claro: o coffeebreak (que foi mais um dinnerbreak hahaha) com várias pizzas e ainda o sorteio de ingressos para o TDC que vai rolar aqui em Porto Alegre. Se você não sabe o que é TDC, pelo amor de Umblerito clica aqui.
Achei um amorzão o evento todo! Teve até pessoas de outros estados. Porém, algo me deixou bolada como sempre: a presença praticamente nula de mulheres em eventos de TI. Isso mesmo disponibilizando 50% das vagas para mulheres. Porém, infelizmente não dá para colocar mulheres em eventos se elas são tão escassas nesse ramo. Sem dúvida, esse tipo de situação me faz pensar no quanto precisamos de um trabalho de formiguinha para mudar esse cenário, e como cada mulher programadora, que trabalha com redes ou qualquer outra parte de TI é importante nesse processo — seja se envolvendo socialmente ou simplesmente sendo uma mulher de TI. Cada ponto conta. Pois no fim das contas…

Termino o post com essa reflexão e… tem BrazilJS chegando YASSSSSSSSS
Fuiê!
Escrito por:

Camilla Martins, paulista de 20 anos que há dois está desbravando os pampas em busca de novos desafios. Começou com o Paint no Windows 98, foi parar no desenvolvimento front-end e agora está buscando maior maturidade em desenvolvimento back-end. Desenvolvedora júnior na Umbler, a fim de crescer cada vez mais para alimentar muito bem o Umblerito.

