BrazilJS Conf 2017: edição Porto Alegre (RS)

Eae, galera! Demoramos, mas estamos na área. Confesso que tava um pouco preguiçosa para escrever um post sobre o BrazilJS Conf 2017 — edição Porto Alegre. Teve TANTO conteúdo, tanta coisa bacana, que poderia escrever toda a saga de Game of Thrones com a quantidade de coisas que rolaram no evento. Por isso, esse será um post colaborativo: eu (Camilla) e o Raryson (mais conhecido como Raryshow™), vamos falar um pouco das palestras, cada um selecionando as que gostou mais — ou as que o Fulano escolheu primeiro mesmo que o Ciclano também queria falar (hahahaha).

Fim da internet: WTF?

A palestra que abriu o BrazilJS foi genial. O André Staltz falou sobre o fim da internet.

Tá, mas como um evento de JavaScript fala sobre o fim da internet? Autossabotagem?

Não necessariamente! O André focou bastante em empresas como Facebook e o Google estão simplesmente monopolizando o mercado, e que a ideia é que sites de outras categorias e empresas vão sumindo aos poucos. Exemplo: com cada vez mais facilidades que o Facebook oferece para construção de páginas de lojas e comércios, vão ter cada vez menos pessoas contratando de fato um programador para construir uma landing page, ou seja lá o que for, para ele. Outras redes sociais, por exemplo, vão ficando inutilizadas. O mesmo acontece com o Google: o próprio já indica as respostas do que você procura, não mais as páginas apenas que mostram isso — não exatamente as páginas.

Por exemplo, se busco a tabela do campeonato brasileiro, o Google já apresenta. Não preciso entrar no GloboEsporte ou no Lance! para isso.

Time mais TOP, desculpa!

A ideia é que o Google expanda cada vez essa função: outro motivo que fará com que as páginas morram. Existem muitas páginas (inclusive meu próprio blog) em que as visitas são alimentadas basicamente por buscas do Google.

Tá, mas como podemos evitar o monopólio do Google e do Facebook?

Aí é complicado, porque não basta simplesmente parar de usar o Google e o Facebook. Lembra que o Instagram e o Whatsapp também são do Facebook? E lembra que empresas que não aceitam ser compradas ou participar desse monopólio tem o tapete puxadíssimo, como foi o caso do Snapchat? Essas empresas têm laços muito estreitos com o governo, então além de questões como repasse de informações (lembrei do episódio de Black Mirror da webcam hahaha), as autoridades acabam fazendo vista grossa para os erros que vão cometendo pelo caminho.

Essas empresas já sabem tudo de nós (mais que nós mesmos, às vezes): endereço, coisas que mais gostamos, nome completo, dados de documentos, telefone, etc. Você não lembra o que postou no dia 30 de agosto de 2011, né? Mas pode apostar que isso está no banco do Facebook.

O André mostrou algumas alternativas à internet convencional e totalitária, como SSB, DAT e CJDNS. Também reforçou que não ter redes sociais não é o fim do mundo: ele próprio não possui e vive bem com isso. Já eu esqueci meu telefone em casa esses dias e quase surtei. E provavelmente não sou só eu que surto — para percebermos como essa situação não é a das mais saudáveis.

(Nossa gente, me empolguei! Sou muito militante sim HAHAHA)

Microsserviços (o quê?)

Aí teve uma palestra que eu tava esperando MUUUUUITO e, no final, fiquei tipo: “eu não entendi direito!”.

A Carolina Pascale Campos falou sobre Microsserviços usando Node.JS e RabbitMQ. Ela falou sobre todos os pontos altos de se utilizar essas tecnologias mais complexas de implementação, mas que no final, são muito eficientes. Mas então, disse que não foi implementado na empresa que trabalha, pois se percebeu que não era a melhor forma de trabalhar com aquelas propostas no caso deles. Aí eu fiquei: ué?

Eu dou uma palestra sobre como chocolate branco é o mais gostoso do mundo e no fim digo que o preto é o meu favorito?

Dei uma bugada, mas não vou negar que a explicação dela foi muito boa e deu uma esclarecidinha em conceitos dessas ferramentas — que não fazia a menor ideia do motivo de existirem. Inclusive, me elucidou muito sobre RabbitMQ. Quando li sobre fiquei: tá, é mensageiro, mas do que? A Carolina conseguiu explicar toda a questão de requisições de servidor, que essas requisições ficam em fila e o mensageiro trabalha em cima delas para não perder nada. Muito legal!

<momento-ternura>GENTE, apenas um minuto de atenção para falar do melhor navegador do universo: PISA MENOS FIREFOX! O panda vermelho mais lindo do mundo estava lá no evento e abracei muito, SIM! </momento-ternura>

Tá, agora vamos pro segundo dia, porque esse foi monstrão!

Momento GRL PWR

E, nesse segundo dia, teve um momento de total lacração no BrazilJS. A rainha Evelyn Mendes fez toooodas as mulheres participantes do evento (todas mesmo!) subirem no palco. Subiu programadora, mina de redes, as minas que organizavam o coffee, as minas que mantinham tudo lindão e limpo. Enfim, todas as MULHERES maravilhosas que fazem a roda girar e tornam nosso dia melhor. E eu bem louca fiquei muuuuito na frente (socorro) e depois veio um pessoal dizer: “Nossa, você era a mais animada dali!”

Olha eu ali na frente MUITO FELIZ! :D
Homens: não somos suas inimigas. Somos suas aliadas!
(A não ser que cês falem besteira. Aí muda um pouco!)

Depois desse momento lindo, a Evelyn falou sobre Firebase e como é muito mágico mexer com ele. A plataforma trabalha com o princípio KISS da programação, que é de tornar o código o mais simples possível. Ele utiliza Node.js e outras tecnologias, mas funciona como se fosse drag and drop: você não mexe no código, trabalha em cima de algo como uma lousa branca e vai moldando o site. Além disso, as atualizações são real time, então, se você muda um avatar ou texto não precisa dar F5 pra mostrar o que você mexeu.

Mais tarde, tivemos uma palestra da fofa da Fernanda Bernardo sobre ECMASCRIPT7. Ela fez uma linha do tempo do surgimento do Javascript e foi comentando quais foram as melhorias de cada versão até chegar no ECMASCRIPT7. Também já adiantou o que vai ter de diferente na versão 8.

Cute alert! ❤

Entre essas palestras maravilhosas, houve um Clash of Monsters no BrazilJS, o encontro do século: Umblerito e Firefox. Sério, assista esse momento!

Desce mais drinks!

Depois disso, rolou outro momento muito épico: o Andre Garzia montou uma máquina de fazer drinks com JavaScript, em pleno palco do BrazilJS. Infelizmente, não consegui tomar os drinks porque ele devia estar com um certo preconceito com o lado que eu tava sentada (hahahaha). Eram quatro opções e, para fazer, a máquina precisou apenas de 150 linhas de código e uns 100 reais. O que eu mais gostei na palestra dele foi que conceitos tão bonitinhos e politicamente corretos de boas práticas de programação foram enfiados no lixo: o código estava todo maluco. Mas, o que importa? Todo mundo tava bebendo, né? HAHAHAHAHAHA

Para fechar com chave de ouro esse eventão, teve o Guilherme falando sobre a carreira dele e sobre Javascript de uma forma mais leve e engraçada. Mas, a melhor parte do evento foi ele gritando: “EU ODEIO JAVA!”

Aí rolou um coro de EU ODEIO JAVA e alguns poucos perdidos na plateia resmungando. Eu acho (…) pouco!

Agora, passo a palavra para meu amigo Rary! :)

Oi, eu sou o Raryson, mais conhecido como filho do raro, catson ou diversos outros nomes que os atendentes do Burger King insistem em trocar na nota :)

BrasilJS, que evento amigos, que evento! Como que os caras conseguem serem melhores a cada ano?

O Jaydson e o Felipe sempre muito atenciosos sobre dúvidas ou feedbacks e toda organização está de parabéns, um belo exemplo é esse tweet:

Sobre as palestras, escolhi falar sobre quatro delas — que foram realmente sensacionais:

NPM, Shishigami e seu PacotTCHÊ

Jeffrey Lembeck: que poder de síntese esse cara tem! Conseguiu explicar todo o sistema do NPM de uma forma simples, mostrando com qual intuito o NPM foi criado. Nada mais é do que uma forma de versionar e organizar a árvore de dependências da sua aplicação.

O cara moldou o ciclo de requisição do npm local para o servidor como se fosse uma história em um livro, assim passando por cache, passando por validação e autorização, mostrando como funciona o todo o ciclo do NPM de uma forma bem divertida.

Rocket(awesome)Chat

Gabriel Engel: meu deus, esse cara é muito bom! Já dá pra perceber no modo que fala como conseguiu fazer a empresa dele, totalmente open-source, valer 60 milhões de reais. O cara vende a ideia muito bem — eu mesmo fiquei com vontade de auxiliar a desenolver o rocket.chat com essa palestra.

Ta mas o que é o Rocket.CHAT?

É uma plataforma de comunicação, tipo o Slack, Olark e diversas outras. O diferencial do Rocket.Chat é ser totalmente open-source — e isso é fantástico. Para trabalhar com ele é só fazer um clone do github e começar.

O Gabriel passou muito bem a ideia do Rocket.Chat. É aquele tipo de pessoa que se enxerga o brilho no olho, que nota-se que acorda todo o dia com um motivo que realmente acredita valer a pena. Isso é muito legal!

Estoicismo e JavaScript

Estoicismo? WTF, o que isso?

É uma parada muito louca. Pelo que entendi, é a teoria de que um X nunca chegará no Y se for sendo dividido de ponto a ponto. (SIM, EU TAMBÉM NÃO ENTENDI MUITO BEM! hahahaha).

Mas o ponto que o Zeno Rocha melhor passou na palestra foi:

Cara, se você quer mudar a tua vida, quer ir morar fora do país, quer trocar de emprego, faça algo para que isso aconteça! Não espere cair do céu, pois isso não acontece.

Basicamente isso, que se você quer sair do país, estude a língua do outro país, estude como funciona o outro país. Se você quer mudar de emprego, encontre a empresa que você quer trabalhar, fale com essas pessoas, estude para a vaga, estude o projeto. Faça as coisas, mude, não espere que os problemas se resolvam sozinhos, pois eles não se resolverão.

Typescript é maneiro mesmo hein!

Nossa, eu era muito preconceituoso com TypeScript! E, puramente, por não conhecer. Antes da palestra da Loiane Groner, conversei com ela no estande da Microsoft. Ela foi super atenciosa comigo, me explicou como posso passar do ECMAScript 7 para o 5 com o TypeScript, sem precisar alterar uma linha de código. Me mostrou como herdar classes no TypeScript, como tipar as coisas, quando tipar, como funciona o tipo automático do TypeScript e muito mais. Fez cair todo o preconceito que tinha com o TypeScript

Claro que na palestra ela foi além: mostrou casos em que o TypeScript pode ser útil e casos que onde não é necessário utilizar todo o contexto que ele proporciona, mas ainda assim, deixá-lo em segundo plano — caso você precise no futuro.

BrazilJS: 2016 foi maneiro, mas 2017, meu deus do céu, a cada palestra era um drop the mic diferente.

Bom, o que dizer? Apenas sentir esse evento maravilhoso! E que venham muitos outros assim! ❤


Escrito por:

Camilla Martins, paulista de 20 anos que há dois está desbravando os pampas em busca de novos desafios. Começou com o Paint no Windows 98, foi parar no desenvolvimento front-end e agora está buscando maior maturidade em desenvolvimento back-end. Desenvolvedora júnior na Umbler, a fim de crescer cada vez mais para alimentar muito bem o Umblerito.

Raryson Rost (sério mesmo, esse é meu nome!). Tenho 21 anos e sou gaúcho, TCHÊ. Curto bastante JavaScript e fazer coisas legais, não acho que uma linguagem de programação é a melhor ou a pior, só quero uma que me deixe fazer coisas legais. Atualmente trabalho na Umbler como Customer Sucess Specialist e curto muito Node.js.

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