Umbler Talks: Gustavo Bacchin, Cadastra

E se você pudesse receber conselhos das principais agências digitais do Brasil, além de ouvir histórias de grandes conquistas e tropeços ao longo do caminho, tudo isso diretamente de seus fundadores? Bom demais, não é?

A Umbler também quer aprender, ouvir e repassar esse conteúdo, por isso, inauguramos hoje uma série de entrevistas com as principais e mais inovadoras agências e personalidades do mercado digital do país: o Umbler Talks. No primeiro episódio batemos um papo superdescontraído com ninguém mais do que Gustavo Bacchin, COO (Chief Operating Officer) da Agência Cadastra.

A Cadastra, fundada nos anos 2000, hoje é uma das maiores referências no mundo das agências. Desde o início das suas atividades procurou se destacar das concorrentes ao oferecer o cadastro dos sites nos mecanismos de busca, algo diferente dos serviços oferecidos pelas demais empresas na época. Hoje, a Cadastra posiciona-se como uma agência de performance que busca oferecer serviços de marketing digital, atuando desde o planejamento estratégico até a execução das ações.

Digital e off devem andar juntos

Logo no início da nossa conversa já falamos sobre um tema um tanto quanto polêmico: a divisão entre agências digitais e offline. Gustavo conta que a Cadastra sempre procurou oferecer serviços tanto offline, quanto online para seus clientes. Para ele, a diferenciação é algo que deve ser evitada, pois um serviço não exclui o outro. Pelo contrário, é possível complementar ações offline com presença digital, ampliando a área de atuação do cliente e maximizando os resultados. A barreira em ligar o digital às estratégias offline se deve muito à maturidade do mercado sobre marketing digital. Só para ter uma ideia, segundo dados do Panorama das Agências Digitais 2017, 39,9% das agências citou o desconhecimento do público sobre marketing digital como um impedimento para oferecer serviços digitais.

“Digital e offline precisam estar inseridos no todo, não adianta criar uma célula, um departamento, a salinha do off ou comprar uma agência offline e colocar dentro da digital e se determinar uma agência que tem as duas coisas”

Parceria estratégica cliente e agência

Falando em clientes, outro ótimo conselho que Gustavo deu foi sobre a quantidade de clientes versus o crescimento da agência. A maioria das pessoas acredita que uma empresa grande é aquela com uma carta de parceiros extensa. Gustavo acredita que é mais interessante ter 50 clientes altamente envolvidos do que 300 projetos pontuais, por isso, defende que a agência seja uma parceira estratégica do cliente sempre buscando formas para maximizar os ganhos e oportunidades. O atual momento de recessão vivido pelo país pode ser encarado como um impeditivo para as agências aumentarem a quantidade de clientes, o que acaba reforçando a ideia de fortalecer relações com os atuais clientes. Agregar e oferecer novos serviços ao mix da empresa pode ser um diferencial competitivo interessante. Opções não faltam, como investir em email marketing, automação de marketing, prestar consultoria de vendas, otimização de SEO e muito mais.

“A gente não é uma agência que quer ter 50 clientes. A gente quer crescer estrategicamente como um parceiro estratégico dentro dos clientes que a gente tem na casa”

Cultura do sucesso e gestão de pessoas

É muito comum que CEOs e donos de empresa apresentem certa resistência em falar sobre fracassos e insucessos que tiveram ao longo da caminhada profissional. Gustavo define essa atitude como “aversão ao erro”, em que se busca mostrar só “o que é bonito, o acerto, o case de sucesso”. Porém, o caminho das agências é cheio de percalços até a consolidação e é preciso aprender com os erros e usá-los de motivação e insumo para superar os próximos desafios.

Mas, afinal, o que é preciso para uma agência dar um passo definitivo em busca do sucesso? Gustavo conta que uma das mudanças que influenciaram o sucesso da Cadastra foi se cercar de pessoas qualificadas em sua área de atuação, pois, segundo ele, nada adianta uma pessoa especializada em vendas ser responsável pelas contas à pagar da empresa. É desperdício de talento, recurso e dinheiro.

“Quando estávamos iniciando eu cheguei na mesa do Thiago (Bacchin) e ele estava com uma pilha de contas para pagar, passando a manhã inteira pagando contas. Eu olhei e falei ‘Cara, tem uma coisa muito errada nessa cena’. Porque o Thiago era a cara da empresa, quem estava criando o serviço e vendendo o serviço e ele tinha que estar na rua vendendo esse negócio, sentado no computador montando o negócio e não pagando contas”

Porém, quem trabalha ou já trabalhou em uma agência sabe que um dos maiores problemas é a rotatividade de pessoas. Segundo Gustavo um dos principais desafios é conseguir manter a equipe motivada mesmo quando não está trabalhando em grandes projetos. Para isso é preciso investir em gestão de pessoas, na cultura da empresa, qualidade de vida dos funcionários e em benefícios como flexibilidade de horários e bom ambiente de trabalho. Gustavo ainda salienta que é importante manter os funcionários motivados realizando treinamentos, workshops, happy hours e dinâmicas em grupo.

“É preciso se cercar de pessoas fantásticas para trabalhar”

O que achou das dicas do Gustavo? Quem você gostaria que fosse nosso próximo entrevistado? Conte para nós nos comentários e vamos nos esforçar para trazê-los :D

Até a próxima!

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