Escuta ativa

Você consegue se lembrar da última vez em que disse algo à alguém e essa pessoa no estava “ali” com você? Ou ao contrário, você se lembrar de ouvir alguém, mas não escutá-la? Pois bem, precisamos falar sobre escuta ativa.
Esse é um tipo de escuta voltada à uma comunicação menos defensiva, e autoritária e mais flexível. Ela gera sentimentos muito bonitos no outro e, acima de tudo, estreita os vínculos com as pessoas. Escutar de maneira ativa gera confiança, segurança e proximidade, em todos os aspectos da vida do individuo.
Você pode usá-la para solucionar um conflito, agir como mediador em um problema entre duas pessoas, conhecer mais a sua família, amigos e colegas de trabalho, ser alguém digno de confiança e, por sua vez, se preparar para se tornar um excelente comunicador.
Isso porque, é uma forma de estimular mudanças nas pessoas. Quando as pessoas se sentem ouvidas, elas tendem a mudar suas atitudes em relação a si próprias e em relação aos outros. Sentem-se valorizadas e mais abertas a soluções.
Entenda melhor como aplicar esse conceito:
- Requer certo esforço da sua parte. Assim, você conseguirá com que o interlocutor se sinta cômodo, compreendido, livre para expressar o que deseja e para poder se concentrar em seus sentimentos, mais que em suas palavras. Simplesmente, tente ser consciente do que a outra pessoa está dizendo e deixe de pensar no que você quer dizer ou responder; sua vez chegará.
- Não é fingir que escuta, é ouvir de verdade! Não adianta nada fazer sua melhor “cara de atenção” e, na sua cabeça, ficar pensando em mil coisas, desde a lista de compras passando pelo que você precisa estudar ou como fará para pagar as contas. A escuta ativa é formada por duas partes, o escutar, por um lado, e a atitude, por outro. Escute o outro, tente compreender suas palavras, a ideia que ele está transmitindo. Mergulhe na conversa.
- Escutar é uma fonte de informação. Pode ser que, no começo, seja um pouco difícil manter o foco em alguém que está falando sem parar. Pode ser que o assunto não seja do seu interesse, mas acredite, você pode tirar proveito da situação.
Esta técnica requer muito cuidado da parte do ouvinte, já que a ideia é que você recolha informações para, então, ajudar (ou simplesmente apoiar) o outro, não para manipulá-lo.
Deixemos de lado o “eu” que domina uma conversa e tratemos de prestar mais atenção no que os outros estão dizendo. Além de você se tornar um bom amigo, bom companheiro e bom líder, você exerce seu lado mais empático e colaborativo, sendo acima de tudo, uma melhor pessoa.

