Como seria o colunista de jogos da VEJA?

Ou: “Em Tetris, as peças sempre se encaixam”

A esquerda brasileira me surpreende a cada dia. Não fosse apenas enganar o povo brasileiro, agora pretende incorporar a prática mais demagógica da Roma Antiga. É, meus amigos, tudo indica que a “política do pão e circo” é o próximo passo do PT para implantar a ótica comunista à mente da população brasileira.

Chega ao Brasil, agora de forma oficial totalmente em português, o jogo Tetris. Vendido como um “título de quebra-cabeças tão desafiador que fará qualquer um passar horas”, é, na verdade, uma forma lúdica e perigosa para a república desta nação, planejada com fins subversivos desde o gameplay até a trilha sonora.

A mecânica de Tetris se desenvolve de uma maneira bem simples: tetraminós descem a tela em queda livre enquanto o jogador os controla. O objetivo é encaixá-las formando linhas contínuas, que são eliminadas conforme as fases passam. Tudo isso é muito divertido e viciante, admito. A mais divertida e viciante metáfora para a Revolução Russa: todos devem se encaixar dentro de um único padrão para chegar à "vitória", mas todos serão eliminados quando o objetivo for alcançado.

O game foi pensado para que pudesse ser adaptado a várias plataformas, com diferentes poderios gráficos, alcançando o maior número de classes sociais possíveis. Segundo o irmão do primo do tio-avô da filha da faxineira do secretário do vizinho da presidente Dilma, essa parece ser a principal estratégia para disseminar a ideia de uma revolução proletária em meio à população brasileira.

Como se isso tudo não bastasse, a ideia original do jogo surgiu ainda na antiga União Soviética, em 1984, criado por um dos pesquisadores da Academia Soviética de Ciências, Alexey Pajitnov, e tem como trilha sonora mais famosa a animada canção Korobeiniki, do folclore russo. Não estranharei se, nos próximos anos, tivermos um Stálin com um jeitinho brasileiro.

Fontes próximas ao MEC (que, por ética profissional, tão prezada pela nossa redação, não podemos identificar) confirmaram que, nos próximos meses, medidas serão tomadas para implantar o uso de jogos eletrônicos nas aulas de ensino fundamental das escolas públicas. Isso seria um verdadeiro avanço na educação — promessa antiga da presidente, diga-se de passagem — se o programa não começasse exatamente com esse jogo.

O que podemos concluir sobre Tetris é que ele é simples, divertido e poderá ser encontrado em breve até na sua cafeteira de tão intuitivo. Seu visual minimalista e sua trilha sonora, infelizmente um pouco repetitiva, fecham o pacote. Mas o importante mesmo é saber que tudo não passa de uma manipulação feita pelo PT para destruir o que resta da democracia nesse país.


P.S.: essa é uma crítica ao sensacionalismo e à imparcialidade de algumas revistas atuais e NÃO a qualquer tipo de pensamento, sistema ou ideologia política.
P.P.S.: Tetris é muito legal mesmo: se você ainda não teve oportunidade de jogar, compartilhe esse texto com seus amigos e vá encaixar essas pecinhas!