Ministério Público denuncia IEP e diretor geral e
pede a volta do sistema próprio da Unimep

A procuradora do Ministério Público Federal, Heloísa Maria Fontes Barreto, propôs uma ação civil pública para o retorno imediato do antigo sistema Mainframe da Unimep e pede a responsabilização do IEP (Instituto Educacional Piracicabano) e do seu diretor geral, Robson Ramos de Aguiar pelos prejuízos causados pela implementação caótica do novo sistema de gestão da Universidade. A ação vai tramitar na 3ª Vara Federal de Piracicaba sob o nº 5002004–13.2017.403.6109.
Na ação, a procuradora pede o respeito à autonomia universitária e solicita que a Justiça determine que a substituição do sistema só seja feito após aprovação do Conselho Universitário (Consun). No início deste mês, o diretor do IEP desautorizou ato do então reitor Marcio de Moraes, que havia determinado a reativação do Mainframe no dia 3 de agosto uma vez que os alunos não conseguiam fazer matrículas, professores não tinham acesso às listas de estudantes das disciplinas e coordenadores não conseguiam obter informações para gerenciar seus cursos. O reitor foi demitido pelo diretor do IEP uma semana depois por ter desrespeitado ordens superiores e o sistema continuou sendo implementado, em mais um flagrante caso de quebra de autonomia universitária.
A ação fortalece a mobilização interna na Unimep e é mais um ponto a favor da comunidade acadêmica em defesa da autonomia da Unimep, prevista na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e no Estatuto da Universidade. As atividades na Unimep ficaram paralisadas por duas semanas por uma greve que envolveu professores, alunos e funcionários que exigiam autonomia além de questões trabalhistas e a volta das condições de funcionamento da universidade a partir da reativação do mainframe.
