Sonhos diferentes levam o empate entre Bahia e Chapecoense

Larissa Duarte
Nov 7 · 3 min read
(Foto: Jhony Pinto / AGIF).

Com diferentes objetivos, Bahia e Chapecoense se encontraram na Arena Fonte Nova nessa quarta (06) com suas metas definidas: vencer. Entretanto, a missão não foi feliz para nenhum dos lados. O empate prevaleceu na disputa do Brasileirão da série A.

O tricolor vinha de resultados bastante irregulares e com um jejum de 4 jogos, já o Verdão do Oeste estava na penúltima colocação da tabela.

O Bahia entraria em campo buscando a chance de subir ao G7 e disputar uma das vagas na Libertadores do próximo ano. A Chape apenas desejava permanecer no primeiro escalão do futebol brasileiro, mas as chances de rebaixamento ultrapassavam os 90%.

Antes mesmo de a bola rolar, os torcedores da casa já marcavam território. Testavam a garganta em todos os minutos. A esperança estava presente na arquibancada.

A Chape trouxe representantes tímidos que foram engolidos pelo mar tricolor.

Após a autorização do árbitro, os times tentavam mostrar para o que vieram, mas a Chape foi superior. Com 14 minutos, os tricolores abaixaram a cabeça. Gol do time catarinense com Henrique Almeida.

(Foto: Mário Cunha).

A luz ao fim do túnel iluminou os jogadores que buscavam por mais. Os baianos se calaram enquanto o seu time abria espaço para o rival passar. O nervosismo tomou conta.

Os palavrões eram escutados da Arena. A revolta com as poucas oportunidades do tricolor era real. Suor frio nas mãos, tempo passando e a equipe sem ânimo. O técnico Roger Machado cobrava, mas nada acontecia. Marco Antônio e Arthur estavam desaparecidos.

Depois de tanto escândalo, o Bahia começou a acelerar, mas a Chapecoense obrigava os torcedores a pisarem no freio. Primeiro tempo finalizado, jogadores derrotados e um eco de vaias.

Na volta para o segundo tempo a tática mudou. Torcidas animadas com bandeiras balançando. A esperança ainda permanecia.

As dificuldades do Bahia foram inúmeras. As tentativas de encaixe não se efetuavam, até o momento em que a Chape começou a diminuir seu ritmo. Todas as substituições foram esgotadas e nada de o placar mudar.

Em todos os minutos, algum daqueles que levavam a camisa azul, vermelha e branca no corpo levantavam as mãos para o céu à espera de um milagre. Os poucos mais de 17 mil presentes roíam as unhas.

(Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia).

O time de verde estava prestes a conquistar sua quinta vitória no campeonato, mas não foi dessa vez. Deixando os torcedores em êxtase, a bola que estava aos pés de Marco Antônio se encontrou com a rede do goleiro da Chape aos 39 minutos.

Esses últimos minutos foram mais eletrizantes do que toda a partida. Houve até mesmo bola no travessão, fazendo Roger Machado arrancar os cabelos. A felicidade do time catarinense foi destruída. O que já estava complicado, piorou.

Foi com este resultado que a partida terminou: empate e tristeza. A cena do fim do primeiro tempo se repetiu com o eco de vaias destinadas aos times.

As chances dos dois sonhos ficam mais distantes. As colocações, ao fim da partida, permanecem no mesmo lugar: Bahia em 10º e Chapecoense em 19º.

Universidade do Esporte

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