
PORQUE ESTUDAR FORA!
A algum tempo, nós da @UNY tivemos total certeza que estudar fora era realmente sensacional por nossos próprios méritos; estudamos em uma das melhores universidades com bolsas integrais ou parciais e obtivemos experiências profissionais e de vida que nada, NADA , pagaria.
Mas muito disso, muito de todo esse desejo em desbravar o mundo e conhecer o que de melhor há por aí, deve-se ao fato de um artigo publicado na Harvard Business Review Brasil, em 17 de março de 2014, que tocou muito nossos corações e mostrou o quanto poderíamos e podemos fazer de melhor para nossas vidas e para o mundo.
Este artigo em especial, falava sobre ZONA DE DESCONFORTO.
Espera aí, ZONA DE DESCONFORTO??
Sim, isso mesmo.
Especificamente o quão bom era viver e ser estrangeiro, desbravar o mundo e descobrir que muito fora dessa gaiola que chamamos de nação, há algo inimaginável e que tem tudo ao nosso favor.
Escrito por Alex Anton, MBA pela Harvard Business School, passa um panorama bem legal do que é viver, ser e fazer quando se decide que o que te prende aqui é tão efêmero que chega a ser irreal.
Temos uma grande admiração por este artigo, e principalmente por alguns fatos:
Pare de se enrolar e vá logo!
O universo e, principalmente, você, farão que tudo dê certo uma vez que a decisão de partir tenha sido tomada e você se veja independente e sem amarras para fazer acontecer. Parafraseando o navegador brasileiro Amyr Klink, “pior que não terminar uma viagem é nunca partir”. Faz sentido, mas como é difícil dar o primeiro passo. Pessoalmente, o momento mais difícil, aquele que me faz tremer nas bases e repensar o porquê de tudo isso é sempre no check-in e despedida da família no aeroporto. Ah, como dói! E com isso, infelizmente, a gente não se acostuma. Todas as vezes o mesmo aperto no peito, a mesma energia magnética me prendendo a minha terra e aos meus. Mas uma vez que o avião decola, livre e independente eu vou. Os medos e ansiedades que ora me assombravam se transformam em oportunidades únicas de descobrimento. Tudo parece fluir, me sinto presente, forte e capaz de encarar qualquer desafio, e mesmo o que dá errado se transforma numa boa história para contar
O mundo está de portas abertas!
Existem inúmeras possibilidades de estudar e viajar no exterior de forma barata. No geral, qualquer trabalhador da classe média pode, com esforço e planejamento, estudar, trabalhar ou viajar em praticamente qualquer país do mundo. Também achava que viajar era um privilégio dos endinheirados, ou de gente que rala muito e após 10 anos de suor consegue passar uma semana em Nova Iorque. Não é. Com curiosidade e determinação é possível ir muito longe, e gastando pouco. EUA e Europa são lugares caros para se viajar. Mesmo assim é possível dormir em albergues com quartos coletivos a $20–35/noite; viajar de trem ou ainda mais barato, de ônibus; e comer a comida local comprada em mercados e servida em parques, praças, museus ou no próprio albergue. Em lugares mais distantes e por isso mais caros de chegar, como a Ásia, um viajante econômico consegue sobreviver com $10 dólares por dia, incluindo cama e comida. Uma vez na estrada, oportunidades para economizar ou fazer uns trocados podem aparecer: trabalhar no albergue em troca de cama e café da manhã, dar aulas de inglês ou português, trabalhar a distância como freelancer (principalmente se você manda bem em TI), e por aí vai.
Já estudar fora exige mais pesquisa e planejamento, mas a experiência será mais duradoura e impactante. São inúmeras as possibilidades de bolsas de estudo, principalmente para mestrado e doutorado, para brasucas no exterior. Histórico escolar forte e atividades extracurriculares que enriqueçam o c.v. são muito importantes para se conquistar uma vaga em universidades de primeira linha, mas com esforço e visão qualquer um pode chegar lá. Eu não sabia disso, e aprendi através da tentativa e erro. Fui felizardo por ter sido aceito para meu mestrado no Canadá, em 2006, com uma bolsa que cobria os custos da universidade e meus gastos com manutenção básica: tinha uma cama confortável e me alimentava sempre em casa ou carregava marmitas (sempre sem carne ), mas não sobrava muito. Com o tempo descobri várias outras oportunidades de aumentar a receita: concorri a prêmios e bolsas de caráter meritocrático e dobrei meu salário! Dicas de como encontrar essas oportunidades dariam um livr
o,
mas se tivesse que compartilhar apenas uma, seria: pesquise as universidades que sejam fortes na sua área de experiência ou interesse, listando 10 escolas em ordem de prioridade; vasculhe o site de cada universidade em busca de scholarships para international students, e entre em contato com o admissions office, eles poderão esclarecer pontos que em princípio parecerão ultra-confusos. Uma vez que esse mapa inicial esteja pronto, procure professores, amigos ou conhecidos que tenham estudado fora, apresente seu plano, e peça feedback. A partir daí, com um pouco de suor e paciência, acredite, tudo dará certo!
Estudar fora foi um privilégio nas nossas vidas, mas ao reler este texto para fazer este post, percebo que o que mais nos tocou naquela época foi:
Você, autor.
Viver no exterior é sentir, todos os dias, que estamos escrevendo nossa própria história. É tomar decisões que são mais guiadas pelo coração e pela razão do que pela opinião dos outros. É acumular riqueza intangível porque amontoar bens materiais desnecessários pode lhe dar dor de cabeça na próxima mudança de cidade ou país. É escrever e reescrever sua história, ciente de que você é autor dela, e não apenas um produto do seu passado.
Ufa, a lista foi longa! Ainda, essas lições se conversam entre si uma vez que na vida tudo acontece de forma integrada. Antes de fechar o texto, no entanto, vale mencionar os motivos que justificam minha volta, já que defendo fortemente as benesses de morar no estrangeiro. Volto porque acredito que no Brasil poderei ter mais impacto, ver mais valor no meu trabalho, e manter e estabelecer relações humanas que também definem quem eu sou. Sinto-me privilegiado por encontrar um país que busca e valoriza profissionais com experiências similares às que passei, e honestamente, também sinto a obrigação de compartilhar essas experiências, e continuar aprendendo, com os meus. Os planos de curto prazo estão bem definidos, mas o que virá depois ainda está a ser escrito. Em português.
Queremos agradecer a todos da HBR Brasil, assim como o próprio Alex Anton por em meados de 2014 escrever algo que mudaria nosso futuro.
Hoje somos uma empresa, que assim como em suas palavras, quer mostrar que estudar e viver fora do país é só um passo natural para qualquer um, assim como temos,todos, a capacidade de “dominar” e conquistar todo o mundo.
NOSSOS MIL AGRADECIMENTOS!!!
Texto original: http://hbrbr.uol.com.br/zona-de-desconforto-as-10-licoes-que-o-estrangeirismo-me-ensinou/
Agradecimentos a: http://hbrbr.uol.com.br/
Agradecimentos ao autor: @alexanton

