Antes de morrer, eu quero…
A prática de yoga e meditação realmente muda a maneira que pensamos sobre as coisas.
Convenhamos, a idade e a maturidade também. É muito mais fácil entender os fatores externos quando já se sabe quem se é e qual o seu papel no mundo.
Se a gente for pensar bem, nada importa. Tudo vai passar. E tudo o que temos é o presente. O aqui e o agora, que é realmente difícil de assimilar, porque no momento que passamos a divagar sobre ele, plim… já passou. E a vida é uma sucessão de pequenos acontecimentos que dependem exclusivamente das nossas reações. De como encaramos o que nos acontece. É aquela frase que a gente conhece, “a dor é inevitável, o sofrimento é opcional”.
Outro dia me perguntaram o que eu quero da vida.
Essa pergunta é tão simples, mas tão difícil de responder, que mesmo depois de filosofar horas sobre ela, voltei para casa pensando e estou aqui escrevendo esse texto. A verdade é que no auge dos meus 30 anos, me sinto completamente satisfeita com a minha a vida.
E te digo: não tenho casa própria, não tenho carro, não tenho muito dinheiro no banco, não tenho um relacionamento estável. Tudo o que é considerado o caminho para a felicidade, eu não tenho. O que tenho é um trabalho, liberdade e fé na vida. E me sinto completamente preenchida com isso. Não preciso de nada mais do que um lugar para dormir, comida para comer, bebida para beber, e um trabalho que me proporcione tudo isso.
Mas ai alguns vão dizer, “mas você está em outro país”. Estou, e se você quiser você também pode estar. Seu estilo de vida quem molda é você. São as suas escolhas que te levam para os lugares. Não adianta culpar o chefe que não aumentou o seu salário. Ou as férias que você deixou de tirar porque tinha dívidas para pagar. Ou porque você tem filhos e não pode deixá-los. O ponto é que o trabalho, as dívidas, e os filhos são parte das suas escolhas. De algum lapso de momento que você cogitou que seu atual trabalho seria bom, transar sem camisinha seria bom e comprar coisas que não poderia pagar a vista seria bom. Claro há exceções, mas tem uma frase budista que representa bem:
“Se tem solução, por que choras? Se não tem solução, por que choras?”.
As pessoas que conhecemos, as conversas que temos, os programas que assistimos, os livros que lemos, tudo em torno de nós tem uma forte influência sobre nossas vidas. Mas, muitas vezes, não temos tempo para avaliar o ambiente em que vivemos e de garantir que eles estão alinhados com nossos objetivos e propósitos de vida.
Mas como é que vamos definir os nossos propósitos? Simples, buscando dentro de nós. A meditação e a yoga ajudam a trazer essa quietude, por isso começo o texto citando algo que realmente modificou a minha forma de ser e de encarar os acontecimentos. Então, se você está em busca de um propósito, se ponha em silêncio, feche os seus olhos e responda:
“Antes de morrer, eu quero…”
Aproveito e compartilho o TED abaixo com Candy Chang que transformou uma casa abandonada num gigante quadro fazendo a pergunta acima a quem gostaria de responder.