#TheDevConf 2017 — Trilha Acessibilidade: Incorporando acessibilidade no seu projeto — do zero à prática
Relato da palestra de Luiz Corte Real na Trilha Acessibilidade do The Developer’s Conference São Paulo.

Este post faz parte da série de relatos sobre as palestras da Trilha Acessibilidade do TDC-SP 2017.
A última palestra da trilha foi do Luiz Corte Real, desenvolvedor na Elo7. O Luiz apresentou um case real de como foi trazer conceitos de acessibilidade para os times da empresa e quais os desafios enfrentados ao longo do caminho. Luiz compartilhou as seguintes lições aprendidas ao longo deste processo:
- Acessibilidade é muito mais difícil do que parece, porque é algo que se aprende mais na prática do que na teoria;
- Acessibilidade não é apenas para quem tem deficiência visual, testar acessibilidade vai muito além do leitor de tela;
- Os testes dos desenvolvedores nunca serão tão efetivos quanto o confronto direto com o usuário;
- Testes automatizados ajudam, mas não garantem a acessibilidade;
- Para lidar com a diversidade, princípios são mais importantes do que técnicas;
- Todos precisam saber usar ferramentas assistivas;
- Tudo influencia no funcionamento do leitor de tela;
- Marcação excessiva prejudica acessibilidade.
Alguns desenvolvedores há estavam trabalhando com acessibilidade no portal da Elo7 e a equipe resolveu tornar acessibilidade como um dos critérios de “pronto” das tarefas. Ou seja, uma tarefa só estaria finalizada se o recurso entregue estivesse acessível.
Embora parecesse uma iniciativa promissora para evangelizar todos com relação à acessibilidade, esta mudança acabou causando tarefas intermináveis, sprints atrasados e cansaço da equipe, pois ainda havia desconhecimento sobre como testar, como resolver os problemas de acessibilidade e como garantir que o recurso está acessível. A equipe ainda estava descobrindo o que era desenvolver um site acessível na prática.
A equipe, então, começou a realizar grupos de estudo sobre o tema e realizar testes de usabilidade para identificar os problemas. Na falta de usuários para testes, algumas personas foram desenvolvidas para traçar perfis de potenciais usuários com diferentes deficiências. Neste momento, a equipe passou a ter a dimensão de diferentes condições como daltonismo, surdez, epilepsia, autismo, entre outras.
O pessoal da Elo7 estudo a fundo as diretrizes do WCAG e diversas ferramentas de inspeção de acessibilidade e perceberam que estar atentos aos princípios de acessibilidade é mais importante do que as técnicas ou ferramentas utilizadas.
O resultado deste processo foram as implementações práticas do menu acessível por teclado e mouse, fácil de ser encontrado, fácil de ser pulado e que funciona sem JavaScript.
Durante as tentativas e erros na implementação, a equipe percebeu que fatores como atalhos e configurações, navegadores e sistemas operacionais influenciam no funcionamento dos leitores de tela e precisaram entender como contornar estes desafios.
Nesse processo, a equipe pode aprender mais sobre semântica e como utilizar de forma mais adequada as combinações de tags HTML, recursos de WAI-ARIA e novas técnicas de CSS para prover acessibilidade sem obstrução e cross-browser às funcionalidades do site.
Slides da palestra Incorporando acessibilidade no seu projeto: do zero à prática.
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