Wearables e um futuro com artefatos inteligentes: alguns caminhos para UX

O design da experiência do usuário, esta matéria interessantíssima e desafiadora, tem sido cada vez mais considerada em projetos de alto nível no âmbito da interação humano-computador, assim como no design de produtos. As pesquisas mais recorrentes desta disciplina têm sido aplicadas no design industrial e nas interfaces gráficas, com grande foco nas grandes telas: computadores desktop, terminais de autoatendimento bancário etc. Mas, e quanto aos novos dispositivos, estes que nos vestem: relógios, pulseiras, monitores de atividade física, óculos, consoles de vídeo game, headsets de realidade virtual entre tantos que estão estão sendo pensados ou já em fases de financiamento coletivo?

A maneira como os designers utilizarão a ergonomia informacional, para facilitar a interação com estes novos dispositivos, passa por um desafio que envolve necessariamente uma abordagem centrada no usuário que, acima de tudo, permita uma experiência, a priori, sem parâmetros sólidos a seguir.

Algumas palavras-chave podem ser levadas em consideração quando pensamos o desenvolvimento de projetos para estes dispositivos, sem a pretensão de esgotar um tema que ainda está começando a sinalizar um horizonte.

Minimalismo visual

https://goo.gl/zHxmHC

Devido ao tamanho reduzido da maioria destas telas, reduzir a quantidade de elementos possibilita uma agilidade de acesso à informação. Este conceito é padrão em design, obviamente, mas, quando lidamos com telas reduzidas, de acesso rápido e em movimento, deve haver um maior grau de atenção no design.

Fluidez de layout da informação

https://goo.gl/ouHVOf

Sempre. Embora exista o dever de planejar a interface para experiência específica, um design para cada tipo de situação. Não apenas ajustar as informações para que, saindo de uma tela X, as mesmas estejam na tela Y. É preciso tratar cada tela especificamente, para que a navegação não se torne confusa.

Mapas mentais

http://goo.gl/hxbtQg

Cada tipo de dispositivo tem um affordance específico. Uns são acessados enquanto a pessoa está em movimento, outros são imersivos, o que extrai a pessoa da realidade para um ambiente virtual, e outros trabalham enquanto a pessoa está dormindo, ou acordando. São diversas possibilidades. É necessário que o designer de UX que vai planejar a interação com estes aparelhos, buscar entender cada caso a partir do mapa (ou modelo) mental que o usuário constrói da experiência com o produto.

Interação por voz

http://goo.gl/Nwdc1j

Comando de voz para interagir com os sistemas está cada dia mais presente e ganhando força. Veja o caso da Siri (iOS e tvOS), Cortana (Microsoft), Ok Google! (Android) ou Alexa (Amazon Echo). Estas empresas investem para que seus assistentes de interação sejam aperfeiçoados, atendendo expectativas cada vez mais exigentes dos usuários. Muitos artigos já colocam o comando por voz como a próxima grande evolução da interação, superando o toque de tela. Há o desafio de não apenas fazer com que a tecnologia fale a língua do usuário, mas também, e principalmente, interprete corretamente e responda sem ruídos… é um desafio e tanto para o design da UX.

Além destes pontos, o que deve motivar o projeto de design de interação para estes dispositivos deve ser uma busca por inovação no âmbito da experiência. Essa inovação deve vir cercada de empatia, de emoção e de usabilidade. Exigências subjetivas e objetivas. Se a tecnologia fizer o seu papel, e geralmente faz (possibilitando o funcionamento objetivo — a eficiência), caberá aos designers viabilizar o sucesso (eficácia) das novas formas de interação.


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