VOD 27 — ‘Jenny Slate: Stage Fright’ por Lucas Fouyer

Um stand-up emocionante que utiliza o documentário como parte de seu recurso narrativo.

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Nov 1 · 4 min read

Nesse episódio, Lucas Fouyer (do podcast Terapeuta) resolve indicar um stand-up que também é documentário, e que aborda a vida pessoal da comediante Jenny Slate.

Ouça o episódio

Transcrição do áudio [adaptado]

“Normalmente quando a gente fala de stand-up, a gente pensa em uma pessoa só no palco que faz piada, piada, piada, o público aplaude e a pessoa vai embora. Mas, na verdade, muitos stand-ups — principalmente os meus stand-ups favoritos eu diria — são aqueles que misturam várias coisas diferentes dentro da arte que eles fazem. Um grande exemplo, é o meu stand-up favorito que é o Make Happy do Bo Burnham que tem na Netflix. É um stand-up que mistura bastante música, é bem musical, além de umas cenas pré-gravadas no começo e no final do show, que realmente dão um efeito e sentimento pra arte. E eu sei que você deve tá pensando que “achei que esse seria um podcast sobre documentários, não sobre stand-up”, mas esse é o ponto do stand-up que eu vou falar hoje. Que é um stand-up que mistura bastante coisas de documentário nele.

Eu cheguei hoje na quarta-feira dia 23, com vontade de assistir algum filme e lembrei que tinha saído no dia anterior o novo stand-up da Jenny Slate. Eu gosto muito da Jenny Slate, ela é uma comediante muito boa, mas eu nunca tinha visto nenhum stand-up dela. Eu assisti ao filme dela, Obvious Child, que é um filme muito bom em que na verdade ela faz stand-up no filme. Então eu tinha visto o stand-up que ela faz no filme. Mas… Eu não tinha visto nenhum especial de comédia dela. E acredito que esse foi o primeiro especial dela na Netflix, que se chama Jenny Slate: Stage Fright.

Que é bem interessante porque entre as cenas dela no palco fazendo comédia, tem as cenas de documentário basicamente, que estão mostrando ou a casa dela ou entrevistas com a família dela, vídeos dela quando criança, tudo isso intercalado com ela no show mesmo fazendo o stand-up. E eu tenho que dizer que na verdade, no começo, eu achei não tão engraçado, e foi ficando cada vez mais engraçado ainda quando foi continuando. E apesar de ser engraçado, de ter muito humor o mais interessante desse stand-up, é que tem bastante emoção.

E é aí que eu trago aquilo que eu falei de stand-ups que misturam elementos de outras coisas neles, pra dar emoção. Esse stand-up tem muita emoção no que ela falou no palco, mas muita emoção em tudo que teve na parte de documentário. Na verdade eu digo que não teve muita, comédia, quase nenhuma comédias nas partes de documentário.

Também vale falar que eu descobri aqui que a diretora desse stand-up, (né que sempre que tem a pessoa fazendo stand-up tem a pessoa da direção) foi a Gillian Robespierre. Que é, não coincidentemente, a pessoa que dirigiu Obvious Child. Então, imagino que ela é uma grande amiga da Jenny Slate, e trabalha nos mesmos projetos que ela. É uma direção muito boa em que a intercalação entre o documentário e o stand-up, realmente funciona muito bem. Mas, ela realmente se abre muito e fala umas coisas muito pessoais, e traz muitas perguntas que não tem respostas e acho que isso é normal, porque nem tudo sempre tem resposta na vida.

Então ela traz muitas perguntas emocionais e ideias emocionais sobre ela que funciona muito bem principalmente na parte de documentário em que ela fala com os pais dela e pergunta pra eles sobre a infância dela, e coisas pessoais… Ela pergunta por exemplo, ela fala no stand-up, sobre morar numa casa mau assombrada. E daí a gente vê entrevistas com os pais falando sobre isso, com as irmãs e ela fala pro pai que ela acredita que ele não devia ter contato pra ela quando criança, que a casa era mau assombrada, que isso foi algo ruim pra ela, pra saúde psicológica dela. Ela fala isso pro pai e o pai fala na entrevista que ele se arrepende de ter contato isso pra elas quando crianças.

Então tem muita coisa de se abrir pessoalmente e funciona muito porque, principalmente quando tá chegando perto do final você tá rindo mais e se conectando com ela porque você entende tudo que ela tá passando. Mesmo que você não tenha passado por nada parecido, você entende ela, porque você seguiu ela nessa jornada não só no stand-up, na comédia, mas você viu a família dela, e a casa dela, então você entende ela nessa jornada. E esses efeitos de documentário não são as únicas coisas é claro, que fazem o stand-up emocional. Mas esse em particular, se apropriou desses elementos pra passar emoção e funcionou muito bem.”

Até o próximo episódio!

Trailer


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