Feb 23, 2017 · 1 min read
gatos trepam como loucos
no teto da minha questão
bêbados trançam a encruzilhada
desesperada estrangeira
no equilíbrio da transição

traças rompem a linha do horizonte
o belo nunca possuído
as beatas assombram as chamas do cigarro clandestino
velhos agonizam em paz
mágoas, amantes e artrites
todas as drogas vestiriam-me mulher
na triste fuga das fronteiras
entre as estações, entre as palmeiras
nua com seus demônios e o celular
distante à transe do arranhar
dos discos e meninos, minguante luar

