“Não tem como descrever a importância da Visão Mundial na minha vida”

Kleber Oliveira, de 18 anos, conta como a sua vida e de sua família mudou após ser apadrinhado pela Visão Mundial no Vale do Jequitinhonha e como ela o ajuda a realizar seus sonhos.

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Talvez a pessoa mais envolvida com a Visão Mundial Brasil no Vale do Jequitinhonha seja o jovem de 18 anos, Kleber Gomes de Oliveira. Apadrinhado desde criança, ele foi o nosso guia pelas cidades atendidas. Passamos por Itinga, Pasmadim, Jenipapo e Taquaral, em nenhuma dessas cidades, Kleber nos abandonou e sempre foi muito solicito com tudo o que a gente precisava.

“A vinda da Visão Mundial pro Vale do Jequitinhonha foi um ato de bondade e coragem.” Kleber Gomes de Oliveira, 18 anos

Apesar de morar em Taquaral, Kleber trabalha diariamente na AMAI, Associação de Moradores e Amigos de Itinga, local onde funciona um PDA, Programa de Desenvolvimento de Área, da Visão Mundial a, mais ou menos, 20 quilômetros de sua cidade. O jovem é eternamente grato à Visão Mundial e diz com sorriso no rosto, “não tem como descrever a importância dela na minha vida”.

Não apenas Kleber, mas a sua família toda reconhece o quão relevante é o trabalho da Visão Mundial para muitos outros jovens. Valdir Gomes de Souza, seu avô, revela, “a pior coisa é não saber ler e escrever. Eu fico muito feliz vendo os meus netos escrevendo e lendo. Muita coisa que o Kléber sabe hoje, a gente deve a vocês. Eu quero um dia aprender a ler, mas se eu morrer sem saber, já estou muito satisfeito que todos os meus netos sabem”.

“Eu fico muito feliz vendo os meus netos escrevendo e lendo.” Valdir Gomes de Souza, avô de Kleber

“Agradeço muito a Deus por vocês terem aparecido na vida do meu filho”, diz dona Marcionália Gomes, mãe de Kleber. Hoje, ele já viajou com a Visão Mundial para dois lugares, Brasília e Recife. “Essa do Pernambuco foi a primeira viagem dele, quando ele chegou lá e ligou para cá, todo mundo começou a chorar em casa”, comenta. “A Visão Mundial faz eu me sentir participativo e envolvido nas ações deles, isso me faz muito feliz”, Kleber explica.

“troco minha vida pela deles, são o bem mais precioso que Deus me deu.” Marcionália Gomes, mãe do Kleber

Além de Kleber, Marcionália tem outra filha, a caçula Kailane. A mãe conta, “se a Kailane está fora, ele pergunta o dia todo onde ela está. Se o Kleber sai, ela morre de saudades também. Só que quando estão juntos, só brigam. Acho que isso é amor”, e completa, “eu nunca entendo, mas eles sempre se acertam e cuidam muito um do outro, isso que importa”.

Apesar da relação entre tapas e beijos dos irmãos, a mãe tem orgulho dos filhos, “troco minha vida pela deles, são o bem mais precioso que Deus me deu”. Dona Marcionália criou os dois com o dinheiro que tirou da lavra, fonte de renda de quase toda cidade de Taquaral, “trabalhei a vida toda para hoje poder dar o que eles precisarem. Teve um dia que o Kleber veio me pedir roupa para primeira viagem dele com a Visão Mundial, eu não pensei duas vezes”.

“Trabalhei a vida toda para hoje poder dar o que eles precisarem.” Marcionália Gomes

Sobre a ida dos voluntários da Visão Mundial ao Vale do Jequitinhonha, ele interpreta como um ato de “coragem e bondade”. “Tem muita gente que tem medo dessa região pelo tanto de coisa que a mídia fala daqui”, comenta o jovem voluntário da Visão Mundial, “é bom porque quando cada um volta para a sua cidade, as pessoas divulgam que aqui não é o vale da miséria, mas é o Vale da Vida”.

O sonho de Kleber é fazer uma faculdade de Educação Física. Ele respira esportes, além de ser goleiro num dos times de futebol de Itinga, também tem um grupo de dança, “a Visão Mundial ajuda muito o meu grupo com materiais, lugares para se apresentar e várias outras coisas”, diz Kleber. “Só que eu quero me formar e voltar para cá, quero investir na minha região e no meu povo, não penso em morar fora do Vale do Jequitinhonha, meu coração está aqui”, completa.

O jovem de 18 anos sempre olha para a cidade com um sentimento enorme de pertencimento, “eu quero que o Vale continue sempre evoluindo, torne-se um lugar de paz, sem violência e que tenha Deus em primeiro lugar. Deus é a coisa mais especial que Itinga tem, Deus e as pessoas”. Ele explica que o maior problema da cidade é a seca, mas que mesmo assim, deseja viver lá até morrer.

Família de Kleber da esquerda para direita — Avó, Lídia Francisco de Jesus, Kleber, mãe e avô

A Visão Mundial participou do crescimento de Kleber e investe até hoje no seu crescimento e educação. Graças a ela, ele já conheceu novos lugares, teve um ensino de qualidade e está envolvido no desenvolvimento da sua comunidade. Há 40 anos no Brasil, a ONG age na área da infância promovendo educação, participação e transformação social para melhorar o ambiente onde a criança e o adolescente vivem.

Atualmente, a Visão Mundial está envolvida na campanha #DoeUmaEscolha que irá entregar livros pelos PDA’s de todo Brasil e incentivar nas crianças a prática da leitura. Para que mais crianças possam estudar e participar de ações sociais em sua comunidade, assim como o Kleber, clique no link abaixo e colabore com a Visão Mundial.

Texto: Vinícius Lima

Fotos: Marina Vancini

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