O que estamos esperando para começar? (ou 6 dicas para sair do lugar)
Quanto sua vida seria mais incrível hoje se você tivesse iniciado aquele projeto ano passado? Aquela ideia sensacional que você teve?
Por que foi mesmo que você não fez?
Lembrei, faltava alguma coisa. Você ia iniciar assim que comprasse aquele material. Depois que você comprou, pensou melhor e decidiu que tinha que fazer um curso antes de começar. Mas o curso não abriu vaga, o tempo passou, a ideia perdeu força e acabou dentro da gaveta. Deve ir para o lixo na próxima faxina.
Teve aquela outra ideia também, igualmente incrível. Mas para essa você disse que não era bom o suficiente…

Já perdi a conta de quantas vezes passei pela situação acima. É uma exemplificação dessa situação que acontece com tantas pessoas: a autossabotagem.
A sensação de não ser bom o suficiente acompanha a grande maioria das pessoas com boas ideias. E se não der certo? E se a ideia não for assim tão boa? Ou pior: se fosse outra pessoa fazendo, com certeza daria certo, mas comigo… Impossível.
É parte da natureza humana. Como uma série de outras características, as pessoas são mais ou menos confiantes com base em uma série de fatores como família, sucessos e fracassos passados, cultura local, etc.
Se você caiu no terrível grupo dos menos confiantes, quero que saiba que não está sozinho. Somos muitos e até mesmo aquele seu amigo que parece sempre fazer o que quer pode fazer parte dele.
Imagino que você se sinta incomodado tanto quanto eu. Se for esse o caso, separei 6 ideias de como combater a autossabotagem, superar a falta de confiança e colocar seus projetos para funcionar
- Pare de se comparar com os outros: Mil experiências criaram quem você é hoje, bem como mil experiências criaram a pessoa a quem você se compara. Essas experiências podem ou não coincidir, mas a mistura de cada um é única e individual.
- Escreva tudo que passar pela sua cabeça: Escrever ajuda a organizar nossos pensamentos em uma sequência lógica e fornece o afastamento necessário para avaliarmos os prós e contras de qualquer situação com mais clareza. É quase como se esse afastamento nos fizesse olhar para nossos pensamentos na terceira pessoa. E se nosso problema é com a falta de confiança em nós mesmos, avaliar as ideias como se fossem de outra pessoa pode tornar tudo diferente, não?
- Comece: Não espere estar pronto para dar o primeiro passo. Você não vai se tornar o próximo Steve Jobs da noite para o dia. Ele também não se criou com essa velocidade. Comece de onde você está com o que você tem e vá aprimorando as técnicas e ferramentas com o tempo. O melhor jeito de avaliar uma boa ideia é vê-la na prática e reagir aos feedbacks positivos e negativos. E esse feedback pode vir de qualquer lugar: das estatísticas de pesquisa até um comentário daquele seu amigo ou do seu público.
- Seja pessimista: Parece contrário a tudo que você precisa ler agora, mas eu posso explicar. Pense na pior hipótese. Tente imaginar o que vai acontecer se der errado e visualize isso de uma forma realista. É tão ruim assim? Vai ser o fim da sua vida ou só o fim de uma ideia que não deu tão certo?
- Seja otimista: Depois de pensar no pior cenário e perceber que não é assim tão desastroso quanto você esperava, jogue fora. Você não vai mais precisar se preocupar com a pior hipótese porque precisa concentrar seu foco em trabalhar pela melhor hipótese e guiar seus próximos passos em direção ao melhor cenário.
- Relaxe: Não dá pra ter certeza de que vai funcionar. Não dá pra ter certeza de que não vai funcionar. Não dá pra ter certeza de nada, na verdade. Então, por que se preocupar com isso? Faça o que tem que ser feito, siga em frente e vá ajustando conforme necessário. Desapegue da ideia de sucesso e fracasso e aproveite a jornada até qualquer que seja o resultado.
Esse texto só existe porque eu, assim como você, também estou lutando contra isso. Agora é com você: o que você pode fazer hoje para desafiar a autossabotagem?
