Está chegando minha PRIMEIRA prova de triathlon

Gabriela Melo
Oct 24 · 5 min read
Registro do meu primeiro treino no mar — Ubatuba/Julho 2021

Em setembro de 2020 eu decidi me aventurar no triathlon (natação, ciclismo e corrida) e nesse texto eu conto as expectativas e preparação para a minha primeira competição oficial que será em dezembro de 2021 (o UAIronmein, em Juiz de Fora).

Foto de setembro de 2020 quando eu decidi que faria um triathlon. Só não tinha ideia de tudo que aconteceria.

Antes de começar, vale lembrar que triathlon não é exclusivamente IronMan. Existem outras distâncias que tornam a modalidade até mais acessível, segue alguns exemplos:

Parando para fazer uma retrospectiva do último ano chega a passar um filme na minha cabeça quando penso em tudo que mudou.

Minha motivação inicial era completar, em 2020, uma prova em Búzios do X Terra. A metragem não me assustava, só que o contexto era desfavorável, já que eu tinha ZERO experiência com a bike e nunca tinha nadado em águas abertas ~ou seja, estava na cara que seria sofrido.

Sabendo que a ordem da prova é natação, bike e corrida… e eu só tinha bagagem correndo, provavelmente não chegaria no final dela.

E aí já começa o primeiro grande aprendizado: BAGAGEM de treino.

Conseguir completar uma prova é totalmente diferente de conseguir completar, de forma saudável, uma prova.

Eu me precipitei quando achei que com 2 meses de treino eu conseguiria fazer um Triathlon Trail (moutain bike) e dei sorte quando fatores logísticos inviabilizaram a minha ida (ainda bem!).

Minha 1a bike foi uma MTB, só depois eu descobri que precisaria de uma Speed para fazer as provas.

Não sendo o bastante, eu me precipitei quando me inscrevi para um MEIO IRONMAN achando que 203 dias de preparo seria suficiente para eu estar apta a completar, de forma saudável, essa prova longa. Novamente eu dei sorte que a prova foi adiada de agosto de 2021 para agosto de 2022.

Assim que recebi a notícia fiquei chateada quando a competição foi adiada, mas hoje eu agradeço todos os dias que ganhei mais 12 meses de treino! Sério. Que alívio.

Nesse cenário, meu segundo grande aprendizado foi quando um amigo meu, de brincadeira, falou: “TUDO não terás”

Especificamente falando de triathlon, essa frase faz muito sentido.

Estar em periodização para uma prova longa significa abdicar de muitas coisas. Antes de dizer que é uma modalidade cara, eu falo que é um esporte que exige também um bem precioso que você não encontra disponível a venda: TEMPO!

E não adianta, não tem negociação… se quiser fazer uma prova longa tem que aprender a gostar do processo e fazer dele algo divertido. Porque o dia da competição é o menor dos problemas, o difícil mesmo são todos os dias que antecedem o “principal”.

Isso significa que será uma jornada constante? Não.

Isso significa que o que vai fazer você seguir não é a motivação, mas sim a disciplina.

Subir na bike e ficar horas e horas girando no rolo…

Parece loucura pensar que, entre tantas opções, eu escolhi esse estilo de vida. E não só isso, eu escolho todos os dias me manter nisso por livre e espontânea vontade.

Não é falar que eu não tenho escolha, porque eu tenho. Eu posso muito bem não treinar e a única pessoa que devo satisfação é à mim.

Só eu me planejo, organizo e vou. Porque eu sei que ir me faz me sentir muito melhor do que não ir.

E nesse processo de escolha diária, depois de 12 meses de treino, eu me vejo fisicamente pronta para participar da minha primeira competição.

Dia 12 de dezembro eu vou fazer um PERTIN (como a própria organização da prova nomeou), a distância será 1km natação, 30km ciclismo, 10km corrida.

Estou com um frio na barriga gostoso de “vou debutar no tri”, que delícia!

1o treino em águas abertas — Represa em Juiz de Fora

Agora em um contexto diferente do que o do ano passado, não parece uma loucura. É um passo, natural, respeitando as etapas do processo.

Quero deixar registrado meu maior medo nessa competição porque eu tenho certeza que um dia eu ainda vou tirar de letra (oi, Gabi do futuro, olha do que você tinha medo):

É isso. Meu único receio é em relação a clipar e desclipar (estou dando uma risadinha porque parece bobo, mas é real).

Eu costumo não criar expectativas para evitar frustrações, mas estaria mentindo se eu falasse que nunca imaginei como serão as transições e chegada. Então, para resumir, quando eu crio uma ideia de como será esse dia, eu me imagino com um sorriso de orelha a orelha, me divertindo MUITO junto de pessoas que vibram na mesma energia que eu.

Ah, espero também que não esteja chovendo, porque teria medo na hora da bike hahaha ~já deu pra perceber meu medo/insegurança, né?

Carinha de quem fica tensa quando tá pedalando… viu?!

O próximo mês e meio não será de um projeto especial pré competição. E isso é incrível. Nada muda.

Eu apenas vou seguir treinando e fazendo o que eu já faço.

Torçam por mim e vamos aproveitando o caminho. ❤

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Aqui você encontra o que me faz acordar todos os dias e escolher sair para treinar e viver esse estilo de vida associado ao Triathlon.

Gabriela Melo

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Treinando para o meu primeiro IronMan 70.3. Nesse espaço compartilho minha jornada e várias versões da Gabriela. Sejam bem-vindos!

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