Labirinto


O medo em meus olhos,

O andar em círculos,

Sem saída!

Eu pressuponho;

Á minha fraqueza eu me disponho;

Um ranger de dentes,

Uma claustrofobia,

Dança dos dias,

Cicatrizes latentes;

Suturas abertas,

Machucados evidentes,

Emendas ao passado,

Futuro,

Presente?

Narcoléptica,

Narcisa,

Danças em ruínas,

Indecisa;

Anda,mas não respira,

Corre, mas não há saída,

Portas abertas,

Salas vazias;

Ainda?

Tic…toc…tic…toc

Toc…toc…

Pra onde ela vai?

Pra onde deveria ir?

Ela dança

Ela anda,

Corre,

Mas não há nada ali,

Saída?

As luzes acendem,

As luzes se apagam,

E o tempo…

Nunca foi aliado,

As feridas curam?

As feridas mudam!

As cicatrizes abrem

Mas ainda ardem.

Anda mas não respira,

Corre mas não há saída,

Pra onde deveria ir?

Se não há nada ali

Portas abrem,

Portas fecham

Em círculos, em círculos,

Alguém pode ouvir?

pro lado de cá não tem acesso mesmo que me chamem pelo nome mesmo que admitam meu regresso toda vez que eu vou a porta some a janela some na parede…