O melhor da UEFA Champions League 2018–19

Gustavo Gobbi
Jun 3, 2019 · 4 min read

Chegou ao fim mais uma edição da UEFA Champions League, a maior competição anual de futebol do mundo, que consagrou dessa vez o Liverpool como o melhor time da Europa. Em um jogo truncado, os Reds conseguiram abrir o placar contra o Tottenham no primeiro minuto com Salah em um pênalti inesperado e fecharam o caixão dos Spurs com Origi aos 42 minutos do segundo tempo.

Porém, as glórias da Champions League 2018–19 não são apenas do Liverpool. Essa edição foi a mais marcante dos últimos anos pelo conjunto da obra, pelo espetáculo de competitividade, as grandes reviravoltas, o ápice do que o futebol pode proporcionar. Eis alguns destaques que precisam ser relembrados dessa Champions:

O Ajax de David Neres

Foto: Reuters

De longe, o time holandês foi a grande surpresa da competição. Eliminando o Real Madrid nas oitavas e a Juventus nas quartas, o Ajax abriu os olhos do mundo para seu estilo único de futebol e os olhos dos brasileiros para o craque David Neres, ponta-direita de 22 anos.

A filosofia de jogo adotada pela equipe tem inspiração direta no lendário Johan Cruyff, que costumava dizer que “quando você tem a bola, faça o campo ser grande; sem a bola, faça o campo ser pequeno”. Outro fator que levou o time longe na competição foi a grande presença de jogadores experientes no pelotão, apenas cinco deles abaixo da linha dos 25 anos.

Cristiano Ronaldo

Foto: Alessandro di Marco/EPA

CR7 é sempre um destaque à parte. O pentacampeão da competição embarcou em uma nova jornada no início da temporada ao trocar o Real Madrid pela Juventus. Era claro naquele momento que o caminho pela UCL seria mais difícil do que nos últimos anos, afinal o elenco da Juventus era bem mais limitado no papel.

Cristiano não conseguiu chegar à final, muito menos conquistar novamente a taça, mas marcou seu nome nessa Champions pela sua atuação heroica pelo time italiano contra o Atlético de Madrid nas oitavas-de-final, onde aplicou um hat-trick no jogo de volta, virando o placar agregado para 3x2 e levando a Juve às quartas.

O domínio inglês

Foto: Tolga Bozoglu/EPA-EFE

Depois de cinco anos de alternância entre espanhóis na conquista do título do torneio, os ingleses aproveitaram essa UCL para mostrar por que a Premier League é a competição de futebol de mais alto nível do planeta. Dos quatro ingleses classificados para a competição, Liverpool e Tottenham chegaram à final, Manchester City caiu nas quartas-de-final justamente para o Tottenham, e o Manchester United passou da fase de grupos, mas acabou caindo nas oitavas para o gigante Barcelona.

O futebol da terra da rainha também conseguiu colocar dois times na final da UEFA Europa League, Chelsea e Arsenal, que culminou na vitória dos Blues. Caso Arsenal tivesse conquistado a taça, a Champions League 2019–20 contaria com cinco times da liga inglesa, um feito e tanto. É preciso tirar o chapéu para o que está sendo desenvolvido na PL.

O milagroso Lucas Moura

Foto: AP

Sem o badalado Harry Kane, em recuperação de lesão, no jogo de volta da semifinal contra o Ajax, o Tottenham apostou no brasileiro Lucas Moura como o último homem do já conhecido 4–2–3–1 de Pochettino. Vindo de uma derrota em casa por 1x0, a equipe inglesa precisava dar tudo de si para conquistar em Amsterdã a classificação para a final.

Depois de um primeiro tempo de 2 gols da equipe holandesa, o sonho de disputar a grande final em Madri parecia ter acabado, se não fosse por Lucas. O brasileiro marcou aos 10 e 14 minutos do segundo tempo, deixando os ingleses a um gol da conquista da vaga, que veio no último lance da partida, aos 51 minutos.

Esporte Interativo

Foto: Lucas Lima/UOL

Privilégio dos brasileiros, as narrações de André Henning e Jorge Iggor, da equipe do Esporte Interativo, extrapolaram os limites da sanidade no melhor sentido e conseguiram colocar em palavras — e gritos — o frenesi que foi acompanhar essa Champions League.

Os destaques vão para as narrações do terceiro gol do Cristiano Ronaldo contra o Atlético de Madrid, feita por Henning e que rapidamente viralizou nas redes sociais, e do terceiro gol de Lucas Moura no milagre de Amsterdã, feita por Iggor, que arrancou lágrimas do jogador no pós-jogo. Confira:

Que deleite foi estar vivo para acompanhar essa Champions.


Gustavo Gobbi estuda jornalismo e escreve sobre política, esportes e cultura pop.

Vinte&Um

Política, economia, sociedade, cultura e sexo sob a ótica do século XXI. A contemporaneidade exige uma visão moderna sobre os tópicos que movem a sociedade.

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